Jogos de memória imagem

‎Jogos de memória para idosos: existem tantos foto aqui! E sua tarefa é encontrar os mesmos Jogos de memória nas grades. Este jogo de memória também ajuda a treinar a capacidade de memória. Como jogar o jogo de memória: - Encontrar a mesma imagem nas grades, eo tema será alterado após cada missão co… adição alfabeto Android animais associar atividade atividades atividades de matemática atividades de português blocos bola bolas Brasil caminhos carro carros casa caça-palavras ciências coelho colorir comida completar conectar contagem coordenação corpo humano corrida cozinhar cruzadinha cubos cuidar cálculos desafio desafios desenho ... Passatempos: Palavras Cruzadas, Caça Palavras, Jogo 7 Erros, Jogo da Memória, Labirinto, Quebra Cabeças, Aprenda a Desenhar, Jogo da Velha, e-Books, Músicas O Jogo da memória é uma atividade educativa lúdica que todas as crianças adoram. Além de exercitar a memória e o desenvolvimento cognitivo, o jogo da memória é uma atividade perfeita para ocupar o tempo da criança e também para incluir na sala de aula.. Existem jogos da memória prontos para serem comprados, mas você também pode criar seu próprio jogo da memória usando cartões ... Se você tem boas memórias dos jogos de memória de quando você era criança e quer se entreter um pouco, a nossa coleção de jogos de memória em Flash que você pode jogar online irá lhe deixar animado. Dedicamos o nosso tempo para procurar na internet e aparecer com uma lista dos melhores jogos desta categoria. Jogos de memória: Memória jogos: às vezes você está um pouco aborrecido, mas não quero jogar tudo o que é atirar, saltar ou correr, então você tem uma seleção de memória de jogos, onde além de tirar o tédio fora e passar uma boa noite, você vai exercer a sua memória, que nunca é demais. Nestes jogos você aparecer algumas cartas de face para baixo e você tem que ir rodando ... Os jogos de memória são uma mania mundial, além de serem alguns dos jogos online mais procurados por todas as idades. Forme pares de cartas semelhantes, eliminando todas as cartas no menor número de tentativas possível. Memória imagem e palavra. ... Desenvolvido por Jogos da Escola Jogos do Recreio Atividades da Escola [email protected] . AVISO Utilizamos ferramentas e serviços de terceiros que utilizam cookies. Essas ferramentas nos ajudam a oferecer uma melhor experiência de navegação no site. Ao clicar no botão “Aceitar” ou ... 21/abr/2017 - Explore a pasta 'JOGO MEMÓRIA' de sara ferreira no Pinterest. Veja mais ideias sobre Jogos de memória, Jogos, Jogo memoria infantil. Jogo da Memória para imprimir – Folclore. Folclore é um gênero da cultura de origem popular, que representa a identidade social de uma comunidade através de atividades culturais que nasceram, individualmente ou coletivamente, e se desenvolveram com o povo transmitidos entre gerações.

A origem dos conflitos raciais contemporâneos

2020.08.08 15:22 moonlich A origem dos conflitos raciais contemporâneos

Deixando de lado todo aquele papo de escravidão e tráfico negreiro, vamos estudar as relações de nossa era.
Muitos já devem ter ouvido a triste história do garoto negro e pobre de favela cujo o pai era motorista de ônibus e via os seus coleguinhas, filhos de traficantes, ficando ricos, saindo com as menininhas e esnobando. Esta é a típica versão do high school onde o protagonista ascende à posição de um maloqueiro por começar a roubar já que não via o pai enriquecer e sua vida ruindo.
O problema, é que esta vida materialista afasta as pessoas umas das outras pois um ladrão começa a se identificar com a essência dos objetos e no fim das contas, ele acaba esquecendo a garota por conta da vida boa. Sim, isto era uma história de amor.
Este e muitos casos de egocentrismo, que culmina em alcoolismo e traições, são refletidas em várias castas e bairros das cidades e o quê podemos fazer sobre isto?
Trouxemos aqui o professor Windfrey Petrekins da Universidade da Cochinchina para falar sobre o tema:
Olha, primeiramente muito bom dia.
Não dá pra fazer nada. Cê vai passar mó raiva, cê vai ouvir altas asneiras, vai dar vontade de praticar atos de autodestruição e falar bobeira pra quem você queria do seu lado. Quando você não tem em suas mãos a possibilidade de comprar e viajar, toda hora parece que o mundo está contra você. E quando você fica mais velho, não dá pra contar com muitas pessoas porque as pessoas não gostam de velhos. Tem que ter paciência e todos estes sonhos são alcançados quando se está mais velho, logo o quê uma pessoa poderia fazer é decidir que quer sossegar. Vai ser meio chato porque quem te conheceu quando você é novo, vai achar que você continua indo pra farra gastar sua grana. E como se sabe, o poder da memória e do pensamento persiste enquanto não for contraditado mas o problema é que quem tem o seu poder, está longe pois todas as tolices que dizíamos quando éramos jovens, sejam por palavras ou nos chats, são carregadas de nossa energia vital. Olhando por um ponto de vista positivo, a pessoa que recebe seu poder faz dele um meio de sobrevivência que não é crucial para ela mas é um símbolo de confiança. Até porque, se ela não quisesse, xingar-te-ia no momento em que você disse.
E o quê você acha que faz as pessoas aceitarem tanta asneira diariamente, professor?
Olha, por fora, a pessoa é forte e bonita mas o ser humano é uma criatura biológica e que envelhece. Sabendo disto, tem momentos de fraqueza constantes e por isto ouve e se submete à várias humilhações. Humilhações estas se estamos comparando o indivíduo com o estado da arte da evolução humana que seria uma máquina ou um deus. Quem se destaca nisto tudo é quem resiste mais pois como eu disse anteriormente, mesmo que a pessoa não diga na hora, ela pode não resistir e contar para uma terceira, descontar em objetos e até transformar esta carga em trabalho. É por isto que é importante conversar mas o quê fazem depois de adquirir a energia social continua sendo um problema. Mesmo uma pessoa que não conversa diretamente com outra mas ouve um diálogo também recebe esta energia.
Que legal, professor Windfrey! O quê o senhor pode nos dizer de pessoas que dizem muitos palavrões?
Hahaha esta é muito divertida ! Então, todo mundo já ouviu um palavrão. Mas tem um pouco a ver com o sexo. Normalmente, ninguém espera que uma pessoa bem aparentada esculache soltando pérolas imundas isto porque, entende-se que alguém bem aparentado estudou e aprendeu bons modos e que mesmo não tendo convívio com ela, ela usa palavras mais rebuscadas diariamente. Isto explica brigas de casais, garotinhas com raiva, homens sozinhos todos falando o quê não se espera deles. A esperança aqui é que tenhamos visto estas cenas em um momento único da pessoa e que ela normalmente não diz isto mas isto é se iludir para manter a imagem viva da pessoa divina que você tem. Sabemos que comprar e assistir televisão são formas de mentir para si mesmo pois a pessoa só é ela mesmo em momentos de explosão emocional, quando está sentando em uma privada, quando come e dorme. Resumindo e respondendo aos seus olhos, sim. Você deve se apaixonar pelos erros da pessoa caso queira ficar mais tempo com alguém.
Nossa, gente! O professor Petrekins sabe de tudo mesmo, né? Quantos mols de água tem no chuveiro?
6,02x10³³³³
Que horas são?
Tá na hora de puxar sua cueca pela bunda
Qual é o melhor: este ou este?
Nenhum dos dois, é aquele.
Fim de jogo, ponto pro time da casa.
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2020.07.19 06:40 enzobuilder O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso

O Anão Melancólico, O Elfo Impetuoso
"Em Opath, todos temos uma melancolia. Algo que é maior que nós, que nos impede de viver felizes e nos lembra constantemente do nosso passado e nossas dádivas. Anões como eu foram amaldiçoados por um ser que tinha grande poder: um Dragão Vermelho. Agora tudo que produzo, cultivo e construo está fadado a virar pó. Armas quebram, laços se rompem.
Alguns sofrem com Ímpetos. Esse tipo de característica é um vício dado por seres mais fortes que criaram as outras criaturas. O ímpeto é algo maior que aqueles que o possuem, alguns não podem controlar. Outros, se mordem e se destroem procurando impedir que eles se realizem. Mas, já vi muitos elfo, gnomos e até Urodelos se deixando vencer por tão pouco.
A beleza é relativa. Os elfos podem achar belo muitas coisas, mas um tipo de beleza é o que chama mais atenção. Desde belas flores num jardim, até sangue derramado na calçada fazendo padrões e figuras estranhas. Elfos são estranhos, dizem que são aliens que viram para Opath. Não sei se acredito nisso. Sempre me dizem para desafiar o que foi escrito."
"Nos anões não vemos muita beleza nas coisas que acontecem na nossa vida. Somos obrigados a não criar relacionamentos com as coisas. Por isso, eu faço essa diáspora. A barba não pode crescer, o cabelo não pode estar ali. Mas como invejo todos esses Pequeninos, Humanis e Orcs com suas barbas trançadas, cabelos com exuberantes jubas. Queria poder ter cabelos para entrelaçar meus dedos, barba para acariciar quando estivesse em dúvida. Por que não posso nem ter isso?
Já havia cavado o buraco quando percebi que o machado estava sem fio. Tive que voltar até Alberich, comprar um machado furreco de três pilas e continuar a quinta diáspora do mês. Cortei o rosto com a lâmina, abri um corte no topo da cabeça e chorei em mais um diáspora pelas coisas que deixava para trás. Eu sou um péssimo anão."
"Meu pai devia me dizer algo sobre não fazer amigos. Ele não queria me ver desgraçando a vida de alguém, mas não não podia evitar. Qual o sentido de viver uma vida fria assim? Por que não podemos evitar essa certeza de que tudo que fazemos caíra ao pó? Foi por causa dos dizeres dum Dragão Vermelho? Cuspia no chão sempre que pensava na imagem daquela atrocidade. Dragões só acham que podem fazer o que quiser conosco por conta das Deusas não poderem descer aqui de novo. Se eu estou errado, que as quedas caiam em cima de mim!"
"Desde que voltei à Alberich e comprei o machado, tenho esse elfo atrás de mim. Ele me segue, me observa. Dia e noite, dia e noite. Quando ele cansa de me olhar, começa a escrever num livro. Ele não fala, não interage. Apenas fica ali, anotando e observando. Melhor assim. Gosto de companhia agradável e ele é chato. É um sistema de defesa bom. Assim não crio laços com ele e assim eu não me culpo por mais pó que jogo no mundo."
"Caminhava para a Espinha de Vorax. Sodori é a Capital mais próxima e preciso me encontrar com um barco para ir até Huma. Nunca fui para lá, e acho que nunca vou conseguir falar com ninguém de lá, os Sombrios me dão medo.
Enquanto eu andava pela estrada, percebia de canto de olho o elfo. Maldito era ele, que me seguia. Andava de capa que cobria o corpo todo, mas não parecia querer esconder as mãos que anotavam incansavelmente mais sobre o que quer que ele tivesse visto em mim."
"Na última lua comecei a questionar sobre a sanidade dele. Não era possível que ele não percebeu que eu era um anão numa diáspora. O que ele queria de alguém como eu?
Eu não tinha nada, mal tinha roupas costuradas, não tinha mais nenhum pila no bolso, então criminoso ou ladrão ele não era. Pensei se ele podia ser da acadêmia, mas não tinha porte de estudioso. Ele era magro por causa de fome, não tinha mochila, não tinha carroça... Pra falar a verdade, percebi que não tinha nem sombra."
https://preview.redd.it/8iqvctbetqb51.jpg?width=428&format=pjpg&auto=webp&s=7969a84133913ca3ed66454a9cc7f747a6df484b
"Será prudente pedir para ele me explicar o que tanto escrevia nas folhas do livro? Não. Se eu falar com ele, do jeito que sou, posso fadar ele ao pó, como tudo que toco. Será que ele é louco? Ou será que eu sou? Me preocupei com ele e dividi um ensopado de água, terra e vegetais. Metade da panela foi monte a baixo, quando fui servir. O meu companheiro elfo achou engraçado e riu. Nunca fui bom com risadas."
"Durante aquela noite, nós conversamos sobre mim. Quando procurava saber mais sobre ele, desviava o assunto. Ele sabia no que se metia, mas ainda assim continuava a conversar comigo. Não tocou naquele livro pelo resto da noite. Achei que ele ia escrever o que eu dizia, mas não foi isso que ele procurava."
"Na manhã seguinte, partimos eu e o anão. O coitado foi ligeiro pegar a panela no pé da montanha e escrevi o que lembrava da última noite. Sentia medo do dia seguinte, pois criamos um laço enquanto o céu de estrelas nos abrigava."
"Seguimos indo em frente, o caminho não ia se encurtar se ficássemos parados. O elfo ficou a uma distância segura de mim, enquanto escrevia, novamente, naquele livro. Estava começando a nevar e subíamos um caminho estreito. Um ex-amigo Tatsunoko me falou dum caminho que eles faziam pela Espinha para chegar em Sodori, e assim seguimos por lá."
"Os flocos de neve faziam meu corpo tremer de frio. Estava ficando difícil de se mover. O elfo estava com a cara enterrada no livro, escrevendo e não percebeu quando um pedaço do desfiladeiro acima de nós começou a ruir e cair em cima dele.
Enquanto via, lentamente, aquela enorme pedra cair sobre meu companheiro, lembrei da frase que foi impregnada no nosso sangue. 'Agora tudo que vocês cultivam e amam está fadado a se transformar em pó. As armaduras, armas e ferramentas forjadas irão se quebrar. Os laços de amizade e amor irão se romper. Suas casas e lares irão ruir perante o tempo, pois tudo que vocês tocam e tem parte, se tornará pó.'
Não podia deixar aquilo acontecer novamente."
"É salgado sentir isso. Toda vez. Todos dia. Confesso que ao criar um laço com o elfo, prometi a mim mesmo ser como os Urodelos e proteger ao que me fosse importante. Prometi que como um Gnomo, colecionaria amizades. Prometi que como um Elfo, veria a felicidade na vida. Mas tudo isso. As promessas que fiz, viraram pó. Um pó amargo, seco. E como se eu lambesse uma pedra azeda eu chamei ela:
— Sombra.
— Olá, Senhor Anão. Me chamou?
— Sim.
— E o que quer de mim?
— Aquele elfo. Ele deve sair vivo daqui. Continuar vivo e ser feliz.
— E quer que eu tire ele dali? É algo fácil de fazer.
— Eu sei. Mas quem quer ajudá-lo sou eu.
— Não compreendo para que me chamou, então...
— Estou fraco. Não consigo salvá-lo a tempo. Eu dou a minha sombra inteira. Mas preciso ter certeza de que ele esteja à salvo.
— Temos um trato? A segurança dele pela sua sombra?"
"E rapidamente o anão surgiu na minha frente, num enorme salto feito junto às sombras do desfiladeiro. Empurrou-me para trás e caí longe do impacto. O que parecia uma enorme pedra caiu sobre ele e seu corpo sangrou até tingir a neve branca de rubro."
"E me deleitei com aquilo. A sensação era única e num prazer imensurável, usei o que podia para voltar escrevendo essa história."
"Como amo ver esses pobres coitados se esforçando para ser diferente, mas sempre acabando sendo iguais aos demais. São tolos, todos eles. Mas é isso que me deixa repleto de prazer. Pintei um quadro com a inspiração que recebi. Afinal, fui abençoado com esse ímpeto de achar bonito todo o sofrer das dadivas desse mundo de Op. Escrevo essas memórias de Pequeninos presos em Saletas, Anões em seus sofreres por relacionamentos e Kias presos se tornando corais. Escrevo tudo isso, pois sei, que quando eu abrir esse livro, só hei de me deleitar com tanta melancolia."

"Amo o gosto do agridoce"
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2020.07.17 02:21 Marack_ TUDO FOI FEITO PELO SOL (Conto)

O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar? Tentou recordar por alguns segundos enquanto se revirava na cama, mas não tardou a desistir. Jamais lembraria. A sensação de acordar com esse nó na garganta era tão recorrente, porém a reminiscência dos sonhos ruins sempre lhe escapava a consciência. Tinha a intuição que revisitava o mesmo pesadelo todas as noites, mas não conseguia evocar na memória seus flagelos oníricos. Apesar da curiosidade, no fundo achava melhor assim. Que bem lhe faria recordar o amargor na alma? De apavorante, já basta a realidade – pensou, sentindo-se ridículo pelo clichê. Enxugou o rosto no lençol, inspirando profundamente na expectativa dos pulmões se impregnarem de coragem enquanto levantava da cama com a visão ainda embaciada pelo torpor do despertar. Assim que dera o primeiro passo a caminho do banheiro, enroscou o pé em um par de chinelos ali estrategicamente colocados pelo azar, ocasionando um torcilhão no tornozelo que lhe obrigou a acostar uma das mãos no peitoril da janela afim de evitar o nariz quebrado. A outra, aspirando equilíbrio, se agarrou ao blecaute das cortinas – outrora alvas, agora amareladas – permitindo o adentrar de uma faixa de luz externa pelo vidro exposto, o que inundou de vida a imundice de semanas sem limpeza do seu pequeno apartamento. De imediato – tal qual um reflexo reptiliano – sentiu aquele calafrio convulso subindo-lhe a espinha dorsal com a invasão indesejada. Bloqueou como pôde o facho de sol, desabando sobre o assoalho de madeira com a sensação de que o brilho celeste havia sugado dele qualquer resquício de energia. Sempre o tremor incontrolável contiguamente seguido de um aplastamento mental que a inconveniente recordação causava em seu âmago. Há quanto tempo atrás o medo – esse ditador interno inflexível, tomara conta de seu corpo pachorrento? Oito meses? Nove? Dez anos? Apesar da vividez das minudências em sua memória, tinha vaga lembrança da cronologia do passado após o incidente. Tudo parecia-lhe muito nebuloso nesse aspecto, embaralhado como se os dias fossem cartas desordenadas em uma trapaça do jogo da vida. Se falassem para ele que ocorreu há mais de década, faria mesmo sentido quanto contarem que tudo se passara ontem. Além do que, nessa altura pouco importava, a única convicção do escritor era que o trauma aparentava tão enraizado em seu cerne que duraria o resto de sua fugaz existência, tendo o culpado por seu destino já condenado sem direito à apelação: era Hélio, o deus do sol. O problema da sentença é quem cumpria a pena – encarcerado em um apartamento – era ele.
Ainda prostrado no chão, apertando o tornozelo na tentativa de serenar a algia, tendo o dorso apoiado na parede e o crânio pressionado com raiva contra a cortina – como se fosse plausível aplicá-la uma penitência por não ter violado a lei da ação e reação, permitindo a passagem da luz solar – reviveu em recordação o exato recorte em que sua vida seria marcada pelo pavor.

Era solstício de verão segundo a capa do periódico que folheava aquela manhã enquanto bebericava sua xícara de café, hábito que adquiriu desde que mudara para a cidade. Pra ele, o dia só desenrolava depois que virasse a página derradeira do jornal, geralmente coincidindo com o último gole – nessa altura já frio – da bebida matinal. Na reportagem sobre o solstício constava que a Terra, com seu hemisfério sul inclinado em direção ao sol, seria palco do dia mais longo do ano. Esse fato fez o escritor abrir um largo sorriso, feliz pela possibilidade de gastar mais tempo no parque escrevendo antes da lua encerrar o expediente e assumir o papel de protagonista do firmamento.
Abriu a janela para fumar um cigarro – costume recém incorporado ao seu ritual matutino – constatando que realmente era uma manhã demasiada cálida e abafada. O calor não era inquilino comum na região, surpreendendo-o com aquela sauna a céu aberto. Pitou o cigarro até a metade, apagando a brasa no fundo da xícara de café que estava na pia, jogou na mochila o que precisava para escrever e desceu as escadas a passos largos rumo a seu local de inspiração.
Chegando no parque esbaforido pela caminhada, tomou a iniciativa de comprar uma garrafa de água do único ambulante que encontrara sob aquele sol, percebendo que nem a caixa térmica do vendedor conseguia manter a temperatura agradável. – Que calor infernal! – Vociferou o sujeito, assustando o escritor – Parece castigo de Deus!
Pagou o homem e foi em busca de um lugar tranquilo para sentar. Ao se acomodar, apercebeu que não avistara uma única nuvem sequer no céu. O resultado do mormaço implacável era que haviam somente alguns poucos aventureiros no gramado do parque, malgrado esses que lá ainda permaneciam já darem sinais que não tardariam a serem vencidos pelo astro rei. Ele – apesar do suor descendo pelas têmporas, pingando na camisa de linho bege – começava a achar aquele calor propício o suficiente para tirá-lo da inércia criativa e forçá-lo a se concentrar no capítulo final da história que estava escrevendo. Talvez fosse isso que precisava pra sua imaginação aflorar, um delírio causado pelo sol – pensou e sorriu com a imagem que formara na mente enquanto enxugava a transpiração na testa. Essa saga se arrastava por semanas, já havia escrito inúmeros desfechos pro livro, nenhum lhe agradava a ponto de ser coroado. Lembrava que na semana que começou a redigir a trama, rabiscou o arremate perfeito em um dos cadernos de bolso que usava sempre para registrar suas divagações, porém no desenrolar dos capítulos deduziu que sua conclusão careceria pequenos ajustes. Quando enfim chegou o momento de botar o epílogo no papel, releu o rabisco anotado e pareceu-lhe exageradamente piegas. A trama havia tomado outro rumo, não poderia terminar a história com tal desenredo, mas de que maneira concluiria? Tentou diversas proposições, os dias foram passando, nada parecia estar à altura dos capítulos pregressos, até que... Será? Uma centelha de inspiração brilhou durante um dos sonhos naquela noite. Acordara extasiado e lá estava ele no parque cercado de seus cadernos, jurando para si que só regressaria para o apartamento com o ponto final que encerraria o hiato criativo.
Lá pelas tantas, debruçado na grama e em pensamentos, já vislumbrando o êxito enquanto batia intrepidamente nas teclas que davam formas terminativas a sua obra, lhe ocorreu a sensação que o sol parecia estático no céu. Estava ali há quanto tempo? Pelo julgar de sua lembrança, no mínimo quatro horas desde que começou a escrever, o suficiente para o calor dar uma trégua, porém a impressão era que ao invés de esmaecer, a temperatura parecia intensificar. Quando constatou isso, sentiu sede. Abriu a garrafa de água, tomou o primeiro gole, cuspindo o resto que ficara na boca. O líquido estava a ponto de virar gasoso de tão férvido. Despejou o que sobrou na garrafa em sua mão e levou à nuca. Sentia seu pescoço ardendo em brasa, quem sabe a água, ainda que quente, ajudasse a aplacar o calor. Fitou o antebraço com olhar de espanto. Seriam bolhas de queimadura na sua pele? Piscou, mantendo as pálpebras cerradas por alguns instantes. Ao abrir, haviam sumido. Estava delirando? Muito sol na fronte? Obviamente não se sentia bem. Uma ânsia subiu pela sua garganta. Olhou para cima, como se negociasse um armistício com a estrela, porém a única coisa que ganhou com essa súplica fora um raio de sol lhe cegando integralmente a vista. Ao virar a cabeça na tentativa de escapar da claridade ofuscante, foi cúmplice da cena que ficaria cravada nas entranhas e ranhuras do seu cérebro.
A tragédia durou uma fração de segundos, mas para o escritor, o tempo – como já havia lido que ocorria em momentos assim – desacelerou, passando em câmera lenta, quadro por quadro, eternidade comprimida em um instante. Sua visão ainda debilitada pelo clarão estreitou sobre um homem que, cambaleante, dava sinais de estar prestes à desmaiar. Percebeu o contorno da faca na mão do sujeito. O aço da lâmina refletindo o brilho solar enquanto o indivíduo – esvaído de consciência, desfalecia. Caiu com a faca atravessada em seu peito. O sangue tingindo de vermelho a toalha xadrez sob a cesta de piquenine enquanto uma criança que estivera sentada ali todo o tempo soltava um grito choroso que ecoaria perpetuamente pelo silêncio do seu apartamento.
No periódico do dia seguinte deixado sobre o capacho da porta do escritor constava na matéria de capa que, segundo o plantonista presente no local, o falecido sentiu uma síncope devido à insolação, ocasionando o trágico acidente. Na notícia detalhava também a informação que pai e filha estavam comemorando o aniversário atrasado de oito anos da menina. Na última linha citava ainda um cidadão que presenciando o infortúnio, precisou ser internado para observação, pois – atônito – repetia copiosamente que a culpa era do sol.

O escritor enfim levantou-se do chão, percebendo o molde que os pés deixaram na poeira do assoalho. Ficara tempo demais chafurdando as memórias do trauma, o suficiente para embotar a sua constante frágil disposição de seguir com o dia. Sentiu que a manhã passava de maneira arrastada. Observou também que sua existência – assim como a manhã, estava se arrastando. Não via mais razão para continuar seguindo nesse plano. A impressão que tinha é que aquele incidente abriu a fechadura de uma caixa de pandora, liberando inúmeros demônios que estavam espreitando em seu subconsciente. Buscou ajuda médica, tentou diversos medicamentos – legais e ilegais; frequentara várias terapias – baseadas em evidências e alternativas, mas nada parecia surtir efeito duradouro. Algumas tentativas até causavam uma leve melhora no início, mas não tardava a voltar para o fundo do limbo de onde parecia tropegamente estar saindo.
Ligou a televisão procurando uma distração para acelerar a passagem do dia, trocando os canais sem conseguir focar sua atenção em nenhum. Havia perdido essa capacidade também. Foco era um conceito distante, meramente teórico. Mediar a briga entre seu id e superego lhe esgotava o vigor, não restando forças para se concentrar em qualquer outra atividade. A vida agora se resumia em projetos inacabados. Prova cabal disso era seu livro inconcluso empoeirando em alguma gaveta, pendendo ainda um final. Nunca mais fora capaz de escrever de maneira consistente. Nos momentos de rara inspiração, tentava algumas linhas tortas aqui, outros parágrafos desconexos ali, nada que conseguisse dar continuidade. O destino final dessas folhas sempre era o lixo. Dessa maneira o desfecho para sua obra nunca pareceu tão distante.
Deixou a tevê ligada em um documentário monótono aonde o narrador com a voz arrastada divagava sobre a formação dos planetas e foi pra cozinha requentar o resto do almoço que sobrara de ontem, uma gororoba de tudo que havia encontrado na geladeira. Satisfeito, largou o prato sujo na mesa, serviu-se de uma taça de vinho e deitou no sofá para ler. Dormiu na segunda página.

Durante o sono, notou a presença de outro alguém em seu apartamento. A sombra no canto da sala se assemelhava a silhueta de um homem franzino, lembrando seu pai há muitos anos falecido, mas estava absconso demais para ter certeza. – Quem está aí? – sussurrou apavorado com aquela intromissão a sua rotineira solidão – Me deixe em paz, figura inoportuna. Apesar da tragédia em que me encontro, não sou Hamlet para desejar visitas paternas do além.
O contorno – desacatando sua ordem – foi aos poucos tomando forma enquanto se aproximava, até que ficara nítido o suficiente para ser reconhecido. Como se tivesse frente à um espelho, o escritor se viu prostrado diante de si. Estava em mais um de seus pesadelos. Lúcido da situação que se desenrolava, procurou despertar, mas o esforço foi em vão.
– Eu sou você. – Proferiu sua persona onírica – Nossa única distinção é que venho despido dos medos e traumas que te consomem. Esses demônios já domaram suficiente seu espírito, lhe privando o viver! Após incontáveis sonhos hostis, hoje você encontrará a redenção. Quando despertar desse sono, terá superado para sempre suas inúmeras psicoses arraigadas!
Imediatamente após escutar a sentença, como se nela constasse as palavras que vocalizadas fossem capazes de evocar uma metamorfose, o escritor experienciou-se trocando de matéria com seu clone morfeico, se sentindo totalmente liberto das agruras que lhe aprisionavam. Após cumprida a profecia, seu antigo eu expirou vanescendo no ar, deixando ele absorto com a experiência quimérica.
Querendo pôr à prova sua cura, abriu a porta do apartamento e partiu em disparada para o parque em que tudo ocorrera. A esfera celeste brilhava pujante no horizonte, cintilando sobre as pessoas dispersas no gramado. Estava são novamente. Ao invés de tremores, sentiu-se revigorado com a luz iluminando o mundo. Tudo parecia imbuído de energia. Viu a vida seguindo seu fluxo e o sol tendo papel crucial na ordem cósmica. Lembrou de imediato do documentário na televisão aquela manhã que falava sobre como os elementos químicos naturais eram forjados no núcleo das estrelas, e assim aparentou ter um instante epifânico aonde compreendia a origem do universo em que estava inserido, clareando na consciência a inspiração para o final do seu livro. – Eureca! É isso! O desfecho transcendente que tanto perscrutei nessa peregrinação pelos confins da minha alma! – Chorou, e ao sentir o sal da primeira gota escorrendo pelos lábios, acordou.
O escritor despertou com lágrimas nos olhos. Qual teria sido o pesadelo a lhe perturbar?
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2020.06.06 18:32 Parcos_mauro Vale a pena usar Xeon? (e5 2620 v3)

O Xeon E5 2620 V3 é um bom processador?
Esse texto é um pouco longo, então aqui vou direto ao ponto, Esse kit dá imagem vale a pena? O processador e a Placa são de qualidade?

https://preview.redd.it/9e0awhla5q351.png?width=927&format=png&auto=webp&s=d47c17953b0e48ebb7dfab1cffdd561615a8c650
Estou pensando em comprar este kit da imagem, e gostaria de saber se é uma boa ideia, a placa mãe é DDR4 e plataforma X99, tem disspador no chipset e nas VRM, as memórias estão a 2400 MHZ (no futuro eu provavelmente iria inteirar + 8 e fechar todos os canais em 16gb), tem entrada NVME para SSD, tem 2 canais PCI E X16 e visualmente parece ter uma boa construção
Mais alguém tem ou sabe se são de qualidade? Em teste de benchmark, o processador se mostrou superior ao Ryzen 3 3200g
Se for preciso eu compro separado, caso a placa ou o processador não sejam de qualidade
Pretendo usar para alguns jogos (GTA V, The Witcher 3, e outros nesse estilo) e programas como Android Studio, Visual Studio, MySQL, SQL Server e por aí vai, em testes de jogos no Youtube ele se mostra muito bem, meu medo é que a placa ou o processador deem problema logo ou então eu não tenha uma boa fluidez, é isso, obrigado pela atenção
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2020.06.06 07:36 ColgateSenstiveFresh Problema: vídeo não sai nas placas de vídeo!

Componentes
Placa mãe: M5A78L-M LX/BR (6 anos de uso) https://www.asus.com/bMotherboards/M5A78LM_LXB
Processador: Athlon II X2 250 (6 anos)
Memória: Markvision 8GB DDR3 1600 MHz (x1) (4 anos) https://www.mercadolivre.com.bmemoria-ram-8gb-1x8gb-markvision-mvd38192mld-16/p/MLB6121069 (igual a essa no anúncio)
Fonte: Coolermaster MWE 550 Bronze https://www.coolermaster.com/catalog/power-supplies/mwe-series/mwe-bronze-550/
Placas de vídeo: Nova: Sapphire Pulse Radeon RX 550 4GB GDDR5 128bit https://www.sapphiretech.com/en/consumepulse-rx-550-4g-g5
Velha: Powercolor Radeon HD6450 1GB (6 anos) https://www.hardstore.com.bplaca-de-video/placa-de-video-amd/powercolor-go-green-ati-radeon-hd-6450-1gb-ddr3-hdmi-64-bit-pci-e-2-1-x16
Um adaptador que converte HDMI para VGA
HD6450
Quando eu estava usando a antiga, esporadicamente o computador travava numa tela preta. Era semelhante a “tela azul da morte”, porém ainda dava pra ouvir o som do aplicativo ou jogo que estivesse executando na hora por uns 30 segundos até parar de vez. O computador só voltava ao normal depois de ser resetado. Frequência que acontecia: uma ou duas vezes por mês, durante os últimos 18 meses.
A fonte que era usada para alimentar a HD6450 em todo o tempo que era utilizada foi uma fonte nominal comum de 400w (ou real de 250w. Não lembro da nomenclatura).
No início desse ano, a imagem começou a apresentar artefatos, até que em março, enquanto aparecia artefatos na tela, o computador travou e ao reiniciar não dava mais vídeo pela placa de vídeo.
RX 550
Quando comprei essa placa eu tentei liga-la na fonte nominal que eu usava na HD6450, porém ela não ligou. O cooler dela nem girava e consequentemente não dava nenhuma imagem.
Logicamente pensei que a fonte não estava alimentando-a o suficiente, eu pensei que eu poderia usá-la com a fonte nominal temporariamente até que a fonte nova chegasse.
Quando a fonte nova chegou a RX 550 se comportou da mesma forma que se comportava quando estava com a fonte nominal.
Curiosamente, quando a placa de vídeo estava conectada e eu ligava o PC, saia vídeo na VGA onboard da MOBO e até entrava no Windows. Contudo, não detectava a placa de vídeo e ela também continuava a não ligar.
A placa não esquenta. Pensei que poderia apenas ser o cooler que não estivesse girando e verifiquei a placa tocando o dissipador, porém ele continuava frio.
Tentativas de ligar a placa de vídeo
Li alguns umas possíveis soluções e a que mais pareceu “lógica” foi de limpar o barramento PCI Express.
Usei um pincel com uma espessura de 2,0cm e uma faca enrolada em um pano de algodão seco, onde eu fiz apenas movimentos perpendiculares no sentido da placa mãe (eu ficava tirando e colocando como se tivesse tirando e colocando uma placa de vídeo).
Tentei examinar o melhor que eu pude usando uma lanterna para verificar se não tinha nenhum floco de poeira dentro do barramento, ou se nenhum dos conectores dourados estivesse “travado” e que não estivesse se conectando com a placa de vídeo. Visualmente, estava tudo normal.
(Os vídeos estão sem áudio mesmo)
Vídeo 1 - MOBO ligada. RX550 sem rotação no cooler e sem apresentar nenhum sinal de vídeo: https://streamable.com/aptqjs
Vídeo 2 - MOBO ligada, RX550 conectada porém a imagem estava saindo pela VGA da MOBO: https://streamable.com/wc61gk
Vídeo 3 - MOBO ligada, PCI vazio (PC pegando sem placa de vídeo) https://streamable.com/p4so7m
Vídeo 4 - MOBO ligada, HD6450 conectada mas o vídeo estava saindo pela VGA da MOBO: https://streamable.com/nlyhhg
Vídeo 5 - depois de ligar e desligar algumas vezes, reconectando a HD6450, ela passa a dar vídeo, porém só aparecia na tela aonde fica a frase perguntando sobre dispositivo de boot. A tela inicial da MOBO ou mesmo o boot do Windows, quando conectei o HD, não apareceram! https://streamable.com/kiqrj7
Vídeo 6 - tentei colocar a RX550 novamente depois que vi a HD6450 dando imagem pela placa de vídeo. PORÉM, a imagem só saia na VGA da MOBO: https://streamable.com/rrdxu9
Vídeo 7 – filmando desde o início a RX550, dando “partida” no PC com os dois fios conectados no power switch. Nota-se que o cooler não se mexe ao ligar o PC: https://streamable.com/av72zz
Vídeo 8 – filmando a HD6450 desde o início dando “partida” no PC. A tela de que avisa sobre nenhum dispositivo de boot aparece cheia de artefatos. https://streamable.com/4a4ftj
Então pessoal, alguém pode me dar uma luz sobre isso?
Eu estou em dúvida sobre o que possa ser. Aparentemente, pra mim, parece que a RX550 veio com defeito, pois a HD6450 ainda dá alguns sinais de vida pelo PCI. Ainda não tive a oportunidade de ligar a RX550 em outra MOBO. Enquanto este tópico estiver aberto, estarei procurando algum PC de algum amigo ou vizinho aqui para poder testá-la.
Quem puder me ajudar, agradeço!
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2020.06.06 07:29 ColgateSenstiveFresh Problema: vídeo não sai nas placas de vídeo!

Componentes
Placa mãe: M5A78L-M LX/BR (6 anos de uso) https://www.asus.com/bMotherboards/M5A78LM_LXB
Processador: Athlon II X2 250 (6 anos)
Memória: Markvision 8GB DDR3 1600 MHz (x1) (4 anos) https://www.mercadolivre.com.bmemoria-ram-8gb-1x8gb-markvision-mvd38192mld-16/p/MLB6121069 (igual a essa no anúncio)
Fonte: Coolermaster MWE 550 Bronze https://www.coolermaster.com/catalog/power-supplies/mwe-series/mwe-bronze-550/
Placas de vídeo: Nova: Sapphire Pulse Radeon RX 550 4GB GDDR5 128bit https://www.sapphiretech.com/en/consumepulse-rx-550-4g-g5
Velha: Powercolor Radeon HD6450 1GB (6 anos) https://www.hardstore.com.bplaca-de-video/placa-de-video-amd/powercolor-go-green-ati-radeon-hd-6450-1gb-ddr3-hdmi-64-bit-pci-e-2-1-x16
Um adaptador que converte HDMI para VGA
HD6450
Quando eu estava usando a antiga, esporadicamente o computador travava numa tela preta. Era semelhante a “tela azul da morte”, porém ainda dava pra ouvir o som do aplicativo ou jogo que estivesse executando na hora por uns 30 segundos até parar de vez. O computador só voltava ao normal depois de ser resetado. Frequência que acontecia: uma ou duas vezes por mês, durante os últimos 18 meses.
A fonte que era usada para alimentar a HD6450 em todo o tempo que era utilizada foi uma fonte nominal comum de 400w (ou real de 250w. Não lembro da nomenclatura).
No início desse ano, a imagem começou a apresentar artefatos, até que em março, enquanto aparecia artefatos na tela, o computador travou e ao reiniciar não dava mais vídeo pela placa de vídeo.
RX 550
Quando comprei essa placa eu tentei liga-la na fonte nominal que eu usava na HD6450, porém ela não ligou. O cooler dela nem girava e consequentemente não dava nenhuma imagem.
Logicamente pensei que a fonte não estava alimentando-a o suficiente, eu pensei que eu poderia usá-la com a fonte nominal temporariamente até que a fonte nova chegasse.
Quando a fonte nova chegou a RX 550 se comportou da mesma forma que se comportava quando estava com a fonte nominal.
Curiosamente, quando a placa de vídeo estava conectada e eu ligava o PC, saia vídeo na VGA onboard da MOBO e até entrava no Windows. Contudo, não detectava a placa de vídeo e ela também continuava a não ligar.
A placa não esquenta. Pensei que poderia apenas ser o cooler que não estivesse girando e verifiquei a placa tocando o dissipador, porém ele continuava frio.
Tentativas de ligar a placa de vídeo
Li alguns umas possíveis soluções e a que mais pareceu “lógica” foi de limpar o barramento PCI Express.
Usei um pincel com uma espessura de 2,0cm e uma faca enrolada em um pano de algodão seco, onde eu fiz apenas movimentos perpendiculares no sentido da placa mãe (eu ficava tirando e colocando como se tivesse tirando e colocando uma placa de vídeo).
Tentei examinar o melhor que eu pude usando uma lanterna para verificar se não tinha nenhum floco de poeira dentro do barramento, ou se nenhum dos conectores dourados estivesse “travado” e que não estivesse se conectando com a placa de vídeo. Visualmente, estava tudo normal.
(Os vídeos estão sem áudio mesmo)
Vídeo 1 - MOBO ligada. RX550 sem rotação no cooler e sem apresentar nenhum sinal de vídeo: https://streamable.com/aptqjs
Vídeo 2 - MOBO ligada, RX550 conectada porém a imagem estava saindo pela VGA da MOBO: https://streamable.com/wc61gk
Vídeo 3 - MOBO ligada, PCI vazio (PC pegando sem placa de vídeo) https://streamable.com/p4so7m
Vídeo 4 - MOBO ligada, HD6450 conectada mas o vídeo estava saindo pela VGA da MOBO: https://streamable.com/nlyhhg
Vídeo 5 - depois de ligar e desligar algumas vezes, reconectando a HD6450, ela passa a dar vídeo, porém só aparecia na tela aonde fica a frase perguntando sobre dispositivo de boot. A tela inicial da MOBO ou mesmo o boot do Windows, quando conectei o HD, não apareceram! https://streamable.com/kiqrj7
Vídeo 6 - tentei colocar a RX550 novamente depois que vi a HD6450 dando imagem pela placa de vídeo. PORÉM, a imagem só saia na VGA da MOBO: https://streamable.com/rrdxu9
Vídeo 7 – filmando desde o início a RX550, dando “partida” no PC com os dois fios conectados no power switch. Nota-se que o cooler não se mexe ao ligar o PC: https://streamable.com/av72zz
Vídeo 8 – filmando a HD6450 desde o início dando “partida” no PC. A tela de que avisa sobre nenhum dispositivo de boot aparece cheia de artefatos. https://streamable.com/4a4ftj
Então pessoal, alguém pode me dar uma luz sobre isso?
Eu estou em dúvida sobre o que possa ser. Aparentemente, pra mim, parece que a RX550 veio com defeito, pois a HD6450 ainda dá alguns sinais de vida pelo PCI. Ainda não tive a oportunidade de ligar a RX550 em outra MOBO. Enquanto este tópico estiver aberto, estarei procurando algum PC de algum amigo ou vizinho aqui para poder testá-la.
Quem puder me ajudar, agradeço!
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2019.12.17 18:34 ninjaurbano Testes com monitores VGA em jogos antigos (240p)

Talvez esse tópico peque pela ausência de fotos ilustrando minhas observações, mas acho válido registrar algumas experiências que fiz com monitores de PC CRT (ou monitores VGA). Muitos tem utilizado os monitores VGA como uma alternativa muito mais acessível para rodar jogos antigos, já que a disponibilidade deles é (ou foi) imensa e o valor é bem inferior a outras soluções.
Fiz as comparações abaixo mantendo os monitores ligados de forma simultânea, lado a lado, que sem dúvida nenhuma é a melhor forma de testar, pois nossa memória poder ser falha para preservar certas nuances visuais.
Eu fiz uso dos seguintes monitores:
- Monitor profissional Sony PVM-20L5 (com 800 linhas, já que é um PVM que se aproxima mais do visual do monitor VGA)
- Monitor profissional Panasonic de 14” (750 linhas, só que usando uma tela shadow mask dot-trio)
- Monitor VGA Sony Trinitron 17”
- Monitor VGA AOC 14” (um monitor com tela shadow mask qualquer que eu tinha guardado em casa).
Os testes foram feitos de duas formas que irei explicar abaixo:
1- Monitor VGA em [email protected]
É possível fazer com que sua placa de vídeo rode na resolução [email protected] fazendo com que a imagem seja gerada em seu monitor VGA de uma forma parecida a como é gerada nos monitores 15Khz pelos consoles antigos, ou seja, com scanlines reais.
Os monitores VGA em [email protected] (sem nenhum filtro) se aproximam muito dos monitores profissionais de alta resolução. Comparando lado a lado posso dizer que o grau de semelhança é grande. Existe mais nitidez nos monitores VGA (o que para o meu gosto não é algo tão bom), mas a imagem no geral é bem parecida. De fato é possível dizer que dá pra obter uma imagem bem próxima de um PVM/BVM (mais do BVM) com um monitor VGA configurado dessa forma específica.
Ocorre que jogar em 120Hz é ruim. Os jogos foram feitos para rodar em 60Hz, de modo que os 120Hz provocam um certo problema de ghosting na imagem. A imagem estática fica perfeita, mas quando você se movimenta dá pra perceber um certo borrão nos cenários (no personagem principal não). Provável que algumas pessoas aceitariam jogar numa boa nessas condições (não é o meu caso). Não imagino que seja um problema para jogos de luta.
Em resumo, é ruim, mas não tanto. Posso dizer que é jogável (mas não pra mim, que já me acostumei a coisa melhor). Enfim... em termos de visual (estático), [email protected] é o que fica mais bonito.
2- Monitor VGA com scanlines por software (tvout+interlacing)
Na comparação fiz uso do programa de emulação Retroarch juntamente com o shader preset “tvout+interlacing”.
Esse shader possui duas funções: simular scanlines e alterar algumas características da imagem. Deve ser aplicado com o monitor rodando em [email protected]
Eu tentei configurar o shader para que se aproximasse o máximo possível dos monitores profissionais 15KHz. Basicamente apenas aumentei o brilho das scanlines (até 50% me pareceu bom), bem como aumentei a simulação resolução do sinal na configuração do shader (é a primeira opção, o valor padrão é 320 e acho que por volta de 512 se aproximou do PVM). Cheguei então à seguinte conclusão:
Usando as scanlines com algumas alterações o resultado fica até razoável, mas é decepcionante sair das scanlines naturais do 120Hz para as scanlines via software em 60Hz porque o brilho da imagem é reduzido pela metade.
É possível melhorar a situação fazendo alterações no shader e, principalmente, no próprio monitor (aumentando a intensidade das cores, por exemplo).
Eu diria que resultado final até que é interessante. Mas mesmo fazendo algumas alterações a imagem não alcança o brilho de um PVM em 15Khz ou do próprio VGA em 120Hz. Comparando lado a lado você sente que a nitidez é parecida, as scanlines são parecidas, mas imagem como um todo fica “lavada”, com menos brilho, menos intensidade nas cores.
Em resumo, o resultado com o shader até que fica razoável (e bem melhor do que esses framemeister da vida), as scanlines e a nitidez ficam realmente parecidas com alguns dos monitores profissionais mais sofisticados mas a perda do brilho em razão das scanlines simuladas incomoda bastante.
É possível que existam outros monitores que possam ser configurados para compensar essa perda do brilho e, assim, obter resultados melhores. Mas não existe milagre.
Conclusão
No geral os monitores VGA estão num patamar bem inferior aos monitores profissionais de 15Khz na reprodução de jogos em 240p porque eles não conseguem unir os 60Hz com o mesmo brilho na imagem. Essa limitação me faz preferir qualquer TV ou monitor comum de 15Khz do que um monitor VGA (para jogos em 240p). De qualquer maneira, considerando que os monitores VGA podem ser adquiridos por valores bem acessíveis, talvez possa valer a experimentação. Conheço pessoas que gostam. Fica a dica.
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2019.12.16 17:50 poeta_atormentado Oração

Meu coração ainda bate.
Ele não sabe que já morreu?
Mas Natureza é disparate:
Ela não sabe que já nasceu.
/
Onde está você agora?
Não te conheço—não posso te conhecer.
Mas sei que está aí, planejando, conspirando,
Secretas, dolorosas reviravoltas inventando.
Sol que nunca se põe, emerge: quero te ver.
/
Senhor dos sonhos, do esquecer, do Nada,
Das coisas que nascem e perecem intocadas,
Busco agora tuas dádivas.
Eis, Senhor, minha súplica e ensejo:
Leva de mim estas memórias e desejos!
/
Senhor da corrupção, da destruição, da morte,
De tudo isso que—pensa-se—não há exorte,
Busco agora tuas dádivas.
Sei melhor, e não podendo suplicar ao eterno,
Peço a vós: leva-me logo aquilo que é inverno!
/
Dono do tempo, do sempre porvir,
Rei daquele jogo chamado devir,
Eterna criança, e dos jovens favorito,
Venho agora a ti, cometido um delito:
Quis errado. Desejo recalcado
Agora me dói, estou desesperado.
/
Tenho uma razão velada
Para ti: será nosso segredo.
Pega o que expus, enfim retirada
Dor do peito, leva meu medo,
E direi: "minha cura—é inventada!",
Obscurecendo nosso enredo.
/
Estás sempre espreitando, furtando
Memórias boas e más, livrando
Os que amaram por um momento
E lamentaram seu ser tão sedentos.
Sei que peço demais. Rogo ao acaso
A mais calibrada cirurgia, sou raso,
Sei, sei! Mas preciso de tua dádiva!
Sim, aquela imagem, a peça trágica...
/
Deixo o sono me acolher.
Pago-lhe o preço do não viver: assim permaneço.
Mas talvez já passaste. Não sei, não te conheço.
Não posso te conhecer.
/
Onde está você agora...
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2019.10.06 04:28 altovaliriano Eddard Stark

George R. R. Martin reiteradamente afirma que nenhum personagem está a salvo da morte, uma noção que ele lapidou muito habilidosamente para estabelecer na saga. A primeira pedra da fundação desta estrutura é lançada com Eddard "Ned" Stark, ao final de A Guerra dos Tronos.
Ned é visto como personagem central do primeiro livro, no qual ele é apresentado como um pai amoroso, marido dedicado, amigo querido, líder confiável, vassalo leal, homem devoto e cumpridor de sua palavra e deveres. Estas qualidades são apontadas como as razões pela qual os leitores o identificam como o herói da história e alguém para quem torcer.
A história do personagem todos sabemos. Ned estava feliz no Norte com sua família quando notícias de que seu antigo protetor e pai de criação teria sido assassinado e seu rei (e amigo de infância) o nomeia como substituto no cargo de Mão do Rei. Desde o momento em que Ned aceita (relutante) o cargo, sua família começa sofrer com os atritos políticos entre Eddard e a família da Rainha. Em Porto Real, Eddard vai de peixe fora d'água a persona non grata enquanto investiga as circunstâncias da morte de Jon Arryn, até que perde todo o apoio político que tinha na capital com a morte do Rei Robert. Eddard tenta fazer justiça, mas é traído, humilhado e acaba por sequer ganhar a misericórdia que lhe foi prometida.
É muito apontado que Ricardo Plantageneta, o 3º Duque de York (1411-1460) seria a inspiração histórica de GRRM para Eddard Stark. O líder de sua Casa de York nos primeiros anos da Guerra das Rosas havia sido nomeado como Lorde Protetor e Regente da Coroa quando o Rei Henrique VI sofreu um colapso nervoso, traiu a Coroa e enfrentou a Rainha Margaret de Anjou, da Casa de Lancaster, mas acabou derrotado e teve sua cabeça exposta nos portões da cidade de York.
Outra inspiração histórica apontada é um dos filho de Ricardo, que viria a reinar como Ricardo III, que havia tentado usar o testamento de Eduardo IV para se tornar regente de Eduardo V... somente para depois anular o casamento de sua cunhada Elizabeth Woodville com o irmão, declarar seus sobrinhos como bastardos e tomar o trono para si. No fim, foi derrotado pelos filhos do primeiro casamento de Elizabeth.
Mas nenhuma dessas personalidades históricas pode ser tomada como referência direta à Eddard Stark, uma vez que a forma como Martin retratou Eddard parece ter sido moldada tendo em vista as necessidades da ficção e não como um estudo da história do mundo real. Portanto, é necessário avaliar a construção da personalidade de Ned Stark dentro das exigências de "As Crônicas de Gelo e Fogo".
Assim, para entender Eddard, proponho questionarmos sua criação, suas relações pessoais e suas relações políticas.
EDDARD, O ANIMAL HUMANO
Eddard nasceu como segundo filho de Rickard e Lyarra Karstark, mas sem demora foi substituído como caçula por Lyanna e Benjen. Ser um filho do meio já evoca uma série de questões sobre auto-estima e favoritismo em um núcleo familiar, especialmente em uma sociedade como a de Westeros, em que toda a fortuna da família é passada apenas para o primeiro herdeiro na linha de sucessão.
Tudo isto parecia ser verdade na família Stark. Ned relata que foi seu irmão mais velho, Brandon, quem recebeu toda a educação senhorial e era tido como o próximo senhor, até mesmo por Eddard, que não nutria nenhuma esperança de herdar Winterfell.
Neste contexto, o papel que um segundo irmão deveria desempenhar era o de leal vassalo do irmão mais velho. Não sabemos se a personalidade de Eddard foi determinante para que ele absorvesse essa postura ou se estas lições lhe foram passadas por seus pais ou por Jon Arryn. Contudo, sabemos que é assim que Eddard entendia seu papel dentro de sua família. Afinal, foram a estas lições que ele recorreu quando explicou a seu segundo filho, Bran, qual deveria ser seu papel diante do primogênito Robb.
De todo modo, se seu papel secundário e instrumental não estava claro durante sua infância em Winterfell, deve ter ficado muito claro quando foi enviado para o Ninho da Águia, para ser criado por um estranho. Ao contrário de Robert, Ned parece ter voltado pouco para a sede de sua Casa durante sua adolescência, fazendo com que seus laços com sua família e os nortenhos fossem notoriamente mais fracos do que os de Brandon, que foi criado em Vila Acidentada. Na verdade, Brandon era de tal carisma que conquistaria amigos até mesmo no Vale de Arryn.
Por outro lado, Ned é descrito como tímido, reservado, com aparência solene, coração e olhos gelados que parecem julgar os outros com desdém. Talvez isso tenha sido desenvolvido depois de adulto, e em razão das adversidades que enfrentou. Talvez estas características estivessem com ele desde que ele fosse criança. Assim, é possível que tenha deixado poucas amizades para trás quando partiu com oito anos para o Ninho da Águia.
Uma vez sob a tutela de Jon Arryn, a vida parece ter sido diferente. Como Jon Arryn havia perdido sua segunda esposa, irmão e sobrinho e não tinha filho algum, Robert e Ned eram como se fossem seus filhos mais velho e mais novo, respectivamente. Durante os nove anos que ficou por lá, é imaginável que Eddard tenha recebido muito mais deferências do que recebia de seu próprio pai em Winterfell.
Na verdade, a propalada honra de Ned Stark pode ser mais fruto de sua criação junto a Arryn do que derivada dos Stark. Não só porque a honra é uma das marcas daquela outra Casa ("Alto como a honra"), como o próprio Jon Arryn demonstrou que punha a honra frente a cega obediência (como quando se recusou a entregar Robert e Ned a Aerys e iniciou uma Rebelião por isso).
Já sobre os Stark de Rickard, por sua vez, paira uma suspeita de que tinham tanta sede de poder e influência quanto tinham de sangue (o tal "sangue de lobo"). Talvez por isso também que sejam tão notórias as diferenças entre Eddard e seus irmãos. Para além de uma mera incompatibilidade de gênios, pode ter havido uma incompatibilidade de criação.
Eddard não deixou de amar os irmãos, entretanto. Ainda que ele condene as atitudes de Brandon e Lyanna, Ned encomendou estátuas mortuárias para todos eles nas criptas de Winterfell, algo inédito na tradição Stark, que demonstra quão profundamente sentimental ele era, especialmente para seus familiares que tiveram um fim trágico.
Contudo, as vezes parece que a verdadeira família de Eddard, aquela que era dona de seu coração era triângulo que formava com Jon Arryn e Robert Baratheon. De fato, ao saber primeiro da morte de Arryn e depois da visita de Robert logo no começo de A Guerra dos Tronos, Ned vai da escuridão a luz: ele perdeu uma parte importante de sua família postiça, mas outra está a caminho para uma visita inesperada.
Por alguma razão que eu ainda não entendo completamente, entretanto, Ned parecia amar Lyanna acima até mesmo de Robert (apesar de ele achar que Robert tinha uma devoção por ela ainda maior do que a dele - AGOT, Eddard I). Nas memórias de Eddard, Lyanna era uma "menina-mulher de inigualável encanto" e, se foram verdade as especulações de que Lyanna o teria visitado às vezes enquanto ele esteve no Vale, poderia ser um indício de que entre ele e Lyanna havia uma intimidade ímpar na família Stark.
Durante "A Guerra dos Tronos", há vários instantes em que essa intimidade e as promessas que Lyanna requereu em seu leito de morte ecoaram. Mas um dos momentos que eu julgo mais significativo foi quando Robert, também em seu leito de morte, cita e imita Lyanna:
Saudarei Lyanna por você, Ned. Tome conta dos meus filhos por mim. [...]
– Eu… defenderei seus filhos como se fossem meus – respondeu lentamente.
(AGOT, Eddard XIII)
Esta coincidência parece indicar que Lyanna e Robert foram as figuras fraternas centrais na vida de Eddard.
NED, PARA OS ÍNTIMOS
Já foram explorados acima vários aspectos da personalidade íntima de Ned. Mas é preciso discriminar melhor. E o primeiro deles se refere à visão que, durante a infância, Ned tinha de sua família e vice-versa.
Sobre seu pai e mãe, pouco conhecemos através de Ned. E isso parece indicar que há uma distância, tanto porque não era um filho com deferência de nenhum deles, quanto porque ele desenvolveu sua psicologia longe de casa, sob a tutela de sua icônica figura paterna, Jon Arryn.
Sobre seus irmãos, Ned passou a vida à sombra de Brandon (sendo suplantado por ele até na tarefa de conseguir para si próprio uma dança com a garota por quem ele se apaixonou), mas até parecia apreciar esta posição, pois sentia-se mais confortável na posição de irmão cumpridor de seu dever.
Quanto à Lyanna, há muitos indícios de sua intimidade, o que talvez decorresse de seu temperamento analítico, em contraste com o sangue de loba dela. O modo como Eddard tentou persuadir Lyanna de que Robert seria um bom partido parece revelar que Eddard pensava ter algum influência sobre ela. Ao mesmo tempo, Eddard afirma que Robert não conhecia a garota como ele. Pode ser, inclusive, que a falta de de rancor de Eddard por Rhaegar e sua reação mais moderada quando o príncipe a coroou Rainha da Beleza e do Amor em Harrenhal decorram de um certo conhecimento sobre a natureza de Lyanna e de como ela poderia estar correspondendo àquilo.
Sobre Benjen, o relacionamento com Eddard parece mais distante. É curioso pensar que, sendo o outro único filho sobrevivente de Rickard e Lyarra, somente tenha se aproximado melhor de Ned nos anos entre o fim da Rebelião de Robert e seu ingresso para a Patrulha da Noite. É possível, inclusive, que essa falta de intimidade, aliada com o fato de Ned já ter retornado a Winterfell com dois filhos homens, tenham sido decisiva na decisão de Benjen ir para a Muralha.
O segundo aspecto da personalidade íntima de Eddard é como ele se portou durante sua idade adulta, enquanto fazia amigos, vivia amores e formava uma família.
Eddard nunca é descrito como sendo um homem atraente ou um amante encantador. Na verdade, Catelyn fala como ficou desapontada com ele ser mais baixo e melancólico e ter um rosto mais simples que o de Brandon. Mas ela afirma que com o tempo descobriu o amor no coração "bom e doce" de Ned.
É interessante notar que essa foi a mesma opinião que ela deu sobre o Norte a Lynesse Hightower:
Lembrava-se de como a Senhora Lynesse era jovem, bela e infeliz. Uma noite, após várias taças de vinho, confessara a Catelyn que o Norte não era lugar para uma Hightower de Vilavelha.
– Houve uma Tully de Correrrio que sentiu o mesmo um dia – Catelyn respondeu com gentileza, tentando consolá-la –, mas, com o tempo, encontrou aqui muitas coisas que podia amar.
(ASOS, Catelyn V)
Portanto, Ned é uma alegoria do Norte: inóspito, simples e melancólico, mas que guarda algum tipo beleza e calor. A próprioa Lyanna é descrita como uma bruta por alguns (meistre Yandel) e uma beleza selvagem por outros (Kevan Lannister). Sabemos que Ned não tinha a natureza da irmã, mas poderia ter um pouco dessa beleza selvagem? Talvez Ashara o tenha visto sob essa ótica? Talvez nunca saberemos.
O que sabemos com certeza é que Eddard era um marido dedicado, assim com Catelyn era uma esposa dedicada. Ironicamente, dois cumpridores de seu dever conseguiram fazer surgir amor em um casamento arranjado que era o substituto de outro casamento arranjado. A forma como Eddard se obrigou a respeitar até a crença religiosa da mulher é tocante (construindo um septo para ela e trazendo um septão a Winterfell).
Isto é diferente do tipo de amor que Robert tem por ele. A amizade entre os dois parece o típico caso em que um extrovertido carismático adota um introvertido sem amigos. Este tipo de relação - que é imposta por outra pessoa - parece ser o tipo com que Eddard lida bem. Ironicamente, poderíamos dizer que Ned só é amigo de seu "chefe", o que combina com sua lição a Jon de que um senhor nunca deve ser amigo dos homens que comanda (ADWD, Jon III).
Como pai, Ned era muito efetivo e marcou seus filhos profundamente. Podemos ver os resultados de sua criação naqueles que amadureceram antes de sua morte. Robb havia absorvido todo o dever, a honra e o senso de justiça do pai, se tornando um Eddard em pele de Tully. Jon seria sua imagem e semelhança, caso não fosse filho de outros e não tivesse sido acossado a vida inteira por Catelyn. Ainda assim, é incrível que toda essa adversidade não o tornou menos cópia de seu "pai". É notório que Jon é mais orgulhoso que Robb, mas isso é uma coisa sua, talvez um mecanismo de defesa, resultado de um complexo de inferioridade, ou apenas das falsas certezas da juventude.
Bran, Arya e Rickon eram jovens demais para que a influência do pai cristalizasse em sua personalidade. Portanto, eles hoje estão suscetíveis à influência de outras figuras paternas na jornada que enfrentam. Ainda assim, pequenas lições de Eddard continuam a ecoar neles mesmo anos mais tarde. Bran ainda se lembra sobre como seu pai dizia que apenas diante do medo os homens podem ser corajosos, e Arya procura uma matilha constantemente para não perecer como o lobo solitário 'quando os ventos brancos se erguerem'.
O caso oposto foi o que aconteceu com Theon Greyjoy. Nem todo o tratamento com deferência que lhe foi oferecido em Winterfell resultou em boas relações com Ned. Ainda que descontemos seu conflitos internos pessoais (assunto para outro texto), esta repulsa de Theon pode ser explicada pelo fato de que ele havia crescido e sido educado dentro de uma cultura que odeia os habitantes do continente, em especial os nortenhos. Portanto, diante da educação recebida nas Ilhas de Ferro e do tratamento solene que lhe era dirigido, não parece inverossímil que ele mais tarde alegue que era sempre lembrado de sua condição de prisioneiro e pense que Eddard era frio com ele.
Entretanto, como visto em A Dança dos Dragões, o verdadeiro ressentimento de Theon era saber que nunca seria parte da família Stark. De fato, havia semelhanças demais entre a história de Ned e Theon para que suponhamos que Ned não tivesse boa dose de tato quando eles se relacionavam. Ned também havia sido retirado de casa quando ainda era criança para ir morar com um estranho em uma terra estranha. Ainda que sua condição no Ninho da Águia fosse bastante menos opressora do que a de Theon em Winterfell, ninguém poderia dizer que Ned foi voluntariamente enviado para o Vale. Assim, As conclusões de Theon serão sempre injustas.
Mas esse não é o caso mais interessante e agudo entre as crianças criadas por Ned. O relacionamento mais desafiador e com mais consequência era aquele com sua filha Sansa. Comecemos por dizer que não havia nada afetivamente errado entre eles, mas as circunstâncias tornaram as falhas deste relacionamento em um sintoma do que havia de errado no próprio Eddard como Mão do Rei. Em síntese, os erros de Sansa também foram erros de Ned.
Durante os eventos sinistros que ocorreram em A Guerra dos Tronos, Ned repetidamente deixa suas filhas no escuro sobre o que realmente estava se passando. Em razão da diferença de naturezas, Arya e Sansa têm respostas diferentes às situações. Eddard tem mais sucesso em apaziguar Arya, cujas semelhanças com Lyanna podem ter ajudado com que ele a compreende-se melhor (veja: Eddard até permitiu que Arya tivesse treinamento em armas quando sabe-se que o próprio Lorde Rickard não o permitiu a Lyanna).
Contudo, Sansa não é uma garota que tinha 'ferro por baixo da beleza', como Lyanna. Sansa é a garota para quem 'a cortesia era a armadura de uma dama'. E é justamente aqui esta a falha de Eddard. Ned não tem traquejo social, não entende de sutilezas e acaba traído e executado justamente por isso. Portanto, não é nenhum coincidência ou ironia que Sansa esteja sob a tutela e controle do homem que conhecia o suficiente de sutilezas para, por exemplo, trair e garantir a execução de Ned e ainda sair de mãos limpas e levando a filha que Ned não soube lidar adequadamente.
Mas a bizarra relação pai-filha entre Mindinho e Sansa é assunto para outro texto.
LORDE EDDARD STARK
Eddard Stark foi Lorde de Winterfell e guardião do Norte por 15 anos e é amado o suficiente na região para que pessoas arrisquem as próprias vidas em intrigas e guerras para proteger seus filhos. Mas se era Brandon quem teve a educação senhorial adequada e Ned não é carismático ou tem traquejo social, como isso é possível? Muito facilmente, alguém responderia que isso se deve a um longo verão de 10 anos. Mas não é só isso, á traços da personalidade de Eddard que o tornam um bom senhor.
O primeiro deriva de uma afirmação de Catelyn lembranda por Arya quando viu Tywin Lannister em Harrenhal:
Lorde Lannister tinha um aspecto forte para um velho, com rígidas suíças douradas e uma cabeça calva. Havia algo no seu rosto que fazia Arya lembrar-se de seu pai, embora não se parecessem em nada. Tem uma cara de senhor, é só isso, disse a si mesma. Lembrava-se de ouvir a senhora sua mãe dizer ao pai para envergar a cara de senhor e ir tratar de algum assunto. O pai ria daquilo. Arya não conseguia imaginar Lorde Tywin rindo de qualquer coisa.
(ACOK, Arya VII)
Como se vê, Eddard tinha cara de Lorde. O suficiente para ser comparável a ninguém menos do que Tywin Lannister. Pode parecer irrelevante, mas é algo que o próprio Bran também nota, como Eddard assumia o rosto do Senhor de Winterfell logo no primeira capítulo do primeiro livro.
O segundo é que Ned não faz separação entre o público e o privado. Sua relação com seus próprios servos é muito pessoal. A ponto de achar que o Senhor devia ceiar com seus homens e conhecê-los, para que eles não morram por um estranho (AGOT, Arya II). Esta tipo de política pessoal é tipicamente nortenha. É o tipo de política que mais tarde Jon Snow indica a Stannis Baratheon a seguir: deixe que eles lhe conheçam e eles lhe seguirão.
Este tipo de política, contudo, não é o que seria útil em Porto Real. Mas também este erro não pode ser atribuído totalmente a Ned. O primeiro erro foi de Robert, que selecionou Ned com base na confiança, não em suas competências. Caso Robert, tivesse olhado para sua própria família (como Stannis esperava, por isso que ele partiu para Pedra do Dragão depois que Robert o pulou), talvez o conflito contra os Lannister teria sido muito mais restrito e menos danoso ao reino.
Havia sinais que Robert deixou de ler quando selecionou Eddard para o cargo de Mão. O primeiro era que Eddard era essencialmente um soldado. Jaime Lannister, quando avalia Randyll Tarly como candidato a Mão de Tommen, ele avalia que um soldado é uma "fraca Mão para tempos de paz" (AFFC, Cersei II). E isto é especialmente verdade quando notamos que Eddard é um agente político sem agenda ou ambição. Na ausência de um conflito real, ele é apenas alguém segurando a cadeira para outra pessoa (e que não via a hora de ir embora).
Talvez tenha sido o fato de que Ned continuou no Norte a se portar como um segundo irmão obediente e não causar problemas a Porto Real que tenha feito Robert pensar que Lorde Stark daria uma boa mão. Mas a postura isolacionista de Eddard deveria ter funcionado como um sinal de que o homem não saberia lidar com costumes da política sulista.
Porém, no final, Robert preferiu algo que lhe trouxesse conforto e familiaridade. E a falta de traquejo de Ned cobrou seu preço. Desde o primeiro encontro com o conselho, Eddard demonstrou que não tinha talento para fazer aliados, não estava acostumado a não ter a palavra final e tinha uma retórica rudimentar. Todas estas qualidades reunidas fazem de uma pessoa um imã de inimizades.
Fora isso, Ned não se cercou de pessoas que poderia confiar, tampouco agiu para a destituição de pessoas de quem ele desconfiava do conselho do rei (o que seria de alguma fácil de conseguir, já que metade do conselho era de baixo nascimento).
Por fim, quando seus erros de cálculo se acumularam e circunstância fora de seu controle se mostraram desfavoráveis, Eddard julgou que poderia usar seu cargo e uma força mercenária (patrulheiros da cidade subornados) para resolver tudo e cometeu mais um erro de subestimar Cersei, dando-lhe uma chance de fugir, no que ele classificou como "a loucura da misericórida".
No final, os Lannisters usaram sua própria honra contra ele, fazendo com que ele confessasse ter fabricado a verdade pela qual seus homens morreram em seu golpe de estado fracassado.
EDDARD, O MORTO
Primeiro, temos que afirmar o óbvio: Ned não está vivendo uma segunda vida em algum pombo em Porto Real, como afirma a infame e bizarra teoria. Nós estivemos na cabeça de Eddard e ele nunca teve sonhos de warg ou qualquer experiência de troca-peles.
Mas, fora de questões lúdicas, por que Martin matou Ned?
Algumas pessoas pensam que, ao matá-lo, GRRM estava dando o tom dos livros. Pessoas sem capacidade de se adaptar não estariam aptos a serem parte do jogo dos tronos e seriam alvo fácil para jogadores mais talentosos e experientes.
Outros afirmam que foi justamente para mostrar que assim eram as políticas medievais, e que Martin está apenas sendo realista e fiel ao tom da história de nosso mundo. Porém, Martin já afirmou enfaticamente não ter ou defender uma visão niilista do mundo.
Eu gostaria de propor uma terceira via: que Ned foi morto por circunstâncias fora de seu controle. Afinal, no fim, sua morte não era prevista nem por seus inimigos. Foi apenas um capricho de Joffrey, assim como a tentativa de assassinato de Bran.
Qualquer que tenha sido a razão para Ned morrer pela própria espada que ele executa Gared no início dos livros, a morte de Eddard aparentemente já era prenunciada (foreshadowed) desde o começo do livro, com a descoberta a loba gigante morta e seus filhotes desamparados perdidos no mundo.
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2019.09.18 03:12 weblastwolf Muitas plataformas - Meu PC não aguenta mais! [Discução]

Muitas plataformas - Meu PC não aguenta mais! [Discução]
Um ótimo dia a todos.
Hoje eu estava trabalhando como um dia qualquer e de repente eu me deparo com a noticia de que a Rockstar lanço uma plataforma de jogos nova, e isso fez eu refletir e fazer um experimento que gostaria de estar discutindo com algumas pessoas, antes algumas regras desse experimento:
As regras consiste em:
  1. Instalar qualquer plataforma de jogos que você tenha ao menos um jogo
  2. Rodar todas ao mesmo tempo a partir do momento que liga o computador e o momento que desliga (imagina que delicia ver todas as plataformas dando update quando iniciado a máquina)
  3. Rodar todas as plataforma ao mesmo tempo, pelo menos em segundo plano.
Eu preciso explicar que não gostaria de desabilitar ao iniciar o computador ou fechar elas, pois eu quero fingir que eu sou um usuário leigo que vai instalando todas as plataformas, mesmo não jogando os jogos que tem nelas, pois isso ocorre com muita gente que acaba instalando muita coisas e nem jogando.

Resultados:
Após instalar todas as plataforma eu tive a seguinte imagem

https://preview.redd.it/h6422w4a19n31.png?width=440&format=png&auto=webp&s=25b1e0af02250ea1df7efa39f12bebd978f74ae6
Atenção para os seguintes:
  • Minecraft: eu não sei ao certo mas atualmente quando você abre o jogo ele tem uma interface de loja, talvez em breve vai ter coisas para comprar, posso estar enganado.
  • Twitch: eu coloquei ela aqui pois ele ajuda a instalar addons e mods, e também tem uma aria para adicionar jogos
  • Discord: sim da para comprar jogos pelo Discord caso você não saiba

Estatísticas para "Nerds"

Plataformas Espaço em Disco Alocação de memória RAM
Steam --- 280 MB
Epic games 93 MB 175 MB
Rockstar games --- 93 MB
BethesdaNet Launcher 29 MB 530 MB
Origin 335 MB 250 MB
Uplay --- 230 MB
GOG galaxy 453 MB 150 MB
Discord 57 MB 150 MB
Twitch App 400 MB 200 MB
Minecraft (Fora do calculo final) 2 MB 115 MB
Total 1.2 GB 2 GB
Espaço em disco em branco é porque não está registrado no painel de controles, e não ocorre um grande consumo de espaço em disco, o que me preocupa é o consumo de memória RAM.

Mas os pontos que eu gostaria de discutir é:
  • O que podemos fazer para resolver isso?
  • Novas plataformas irão surgir?
  • vale a pena instalar muitas plataformas ou apenas ficar com uma ou duas?
  • você realmente vai querer comprar um jogo exclusivo de cada plataforma?
  • Vale apena comprar um computador robusto para apenas instalar as plataformas?
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2019.09.10 04:41 mgramigna4L A Rainha dos Desamparados

Pedro acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Olhando para cima é possível ainda notar claridade. Ao horizonte o sol ainda está começando a se por. O chão, coberto de folhas secas, está úmido, como se tivesse chovido mais cedo. Pedro aparenta estar seco, apesar disso. Ele repara que esta deitado, escorado em uma pedra. Ela, e todas ao redor, têm muito lodo em partes de suas superfícies. Ao lado de onde ele se encontra está uma caveira humana.
Ele se reclina e depois agacha próximo a ela. Pedro a fica encarando, analisando cada milímetro daquela caveira, procurando por algum tipo de pista. Ele a olha no lugar onde os olhos deveriam estar, um terrível calafrio sobe a espinha do rapaz. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. “O que isso significa?” – Ele se pergunta.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– O que? – Pedro fica estupefato.
A Caveira falou? A Caveira falou. Isso não seria possível. Ele ignora e conclui que deve estar tão cansado que apenas está delirando. Mas por que ele estaria cansado? Ele acabou de acordar em um lugar completamente desconhecido. Ele não se lembra de nada. Pedro acaba de perceber que a única coisa que se lembra é o próprio nome e, novamente, uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. Pedro olha para o chão perto de onde estava deitado e há marcas, riscos. Como algum tipo de círculo.
– É a única coisa que sei sobre a minha vida. Do que era antes disso. – Disse a Caveira. – Eu não lembro nem o meu próprio nome. – Aquela voz estranhamente suave e profunda disse com extrema melancolia.
– Pera aí, o que? – Pedro quase pulou de susto dessa vez.
– Você realmente perguntará apenas isso? – Ela respondeu com outra pergunta.
Pedro não sabia o que pensar. Ele havia acordado em um lugar completamente desconhecido e, agora, uma Caveira começou a falar com ele. Não é para as caveiras falarem. Elas são só restos mortais. E apenas uma parte. Tem algo de muito errado acontecendo. Completamente errado. Pedro percebe um cheiro de chuva vindo ao longe. Ele olha para o pouco de céu que consegue enxergar. As nuvens não escurecem, nenhum tipo de sinal. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ele olha ao horizonte novamente e ele está se pondo mais rápido.
– Certo. Pedro, não é? – A Caveira fala com um certo desdém. – Já que você vai ficar apenas contemplando o ambiente sem se sair do lugar, eu vou te dizer tudo o que precisa saber e você vai fingir que entendeu. Entendeu? – Aquele tom de desdém tinha escalonado em alguns níveis.
Começa a escurecer aceleradamente. Pedro continua olhando para os lados confuso.
– Não, não, não… Ele já está perto. Me pegue e corra para o mais longe possível. – A Caveira disse em um tom de urgência.
– O qu-
– Não pergunte “o que?” de novo, rapaz idiota. Vá. VÁ! – Ela o interrompeu, perdendo a paciência.
Pedro faz o que a Caveira mandou. Por algum motivo ele acha que ela soa como uma pessoa nobre. Ele começa a se questionar quem ela foi em vida. O cheiro de chuva fica cada vez mais forte e próximo, mas ainda sem nenhum sinal de água a cair dos céus. Ele corre o mais rápido que pode, sem olhar para trás. Mas, apesar disso, ele consegue ouvir passos extremamente velozes, quase em ritmo de galope, vindo na sua direção. Talvez um animal muito grande. Mas por que?
O jovem começa a ficar ofegante, a Caveira em seus braços fala algo sobre dimensões de bolso, vítimas, mas ele não consegue ouvir. Ele só quer fugir, mas novamente uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 717527202. É quando a noite fica completa e uma flecha atravessa o crânio de Pedro. Ele cai no chão, perto de uma chave dourada. A Caveira rola por alguns metros.
– Não, não. De novo não. – A Caveira reclama.
– Eu realmente achei que você conseguiria dessa vez. – Disse o Caçador se aproximando.
– Haha. – Ela riu ironicamente. – Você apenas escolheu mais um inútil porque sabia que ele não seria capaz de nada. – Ela disse em tom de revolta.
O Caçador era uma figura imponente. Ele tinha mais de dois metros de altura, seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma toga e uma capa confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Ele tinha um machado guardado nas costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita e um arco em mãos. Montado em um lobo atroz, cujos pelos eram mais escuros que a noite sem luar. Ele se aproxima da Caveira e a pega no chão. Ele sorri.
– Para eu cumprir o meu lado da barganha, você também precisa cumprir o seu. – Disse o caçador.
– Se você me desse, pelo menos, alguma chance. – A Caveira quase implora.
– Na próxima você consegue. – O Caçador diz ainda sorrindo.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Renato acorda assustado. Ele olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ele se vê no meio de uma floresta de árvores altas. A primeira coisa que ele nota, depois disso, é a presença de uma Caveira logo ao seu lado. Ele não se lembra de nada, mas uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 963732819.
Ele ainda não se levantou e permanece completamente imóvel, prendendo a respiração o máximo que consegue. Como se o mínimo suspiro fosse despertar algo. Ele não repara que o sol está se pondo.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou.
– QUE PORRA É ESSA? – Renato se assusta. A Caveira falou? A Caveira falou.
O jovem se levanta bruscamente. Uma flecha atravessa seu crânio e ele cai morto. Já era noite e ele não havia nem notado. O Caçador se aproxima caminhando calmamente, pressiona seu pé direito no pescoço do jovem e retira a flecha do seu crânio.
– Ok, dessa vez eu só estava sendo jocoso. – Disse ele enquanto limpava o sangue na capa. – Da próxima vez você terá uma ótima chance.
Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria com uma expressão de desaprovação nesse momento. Ela sabe que o Caçador nunca te dará uma chance real. Sua vida nunca mais será sua, seu nome nunca mais será seu. A Caveira está condenada a ser apenas isso.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.

Rosa acorda. Ela não se lembra de nada. Ela olha ao redor e não reconhece nenhum elemento que o rodeia. Ela se vê no meio de uma floresta de árvores altas. Ela analisa, minuciosamente, os arredores. A Caveira próxima à onde ela acordou chama sua atenção. Ela a pega nas mãos e observa cada mancha e rachadura. Ela olha no lugar onde os olhos deveriam estar e vê algo. Uma única imagem, como um frame escondido entre os pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. A garota não sabe o que aqueles números significam e, na verdade, ela não se importa. Ao olhar para o chão ela nota que o eneagrama já esteve desenhado ali.
– Me chame de Rainha dos Desamparados e me dê uma coroa de espinhos. – A Caveira falou ainda nas mãos dela.
– Pera aí, o que? – Ela questionou.
A Caveira já estava decepcionada, mais uma alma perdida que o Caçador só estava usando para o seu bel prazer e para atormenta-la por mais alguns séculos.
– Rainha dos Desamparados? O que isso significa? E por que uma coroa de espinhos? – Ela questionou genuinamente curiosa.
– Olha, garota-
– Rosa. Meu nome é Rosa. – Ela a interrompeu.
– Rosa. Tudo bem, Rosa. Eu sou a Caveira. Eu te contarei tudo com um imenso prazer, mas apenas se sairmos daqui o mais rápido possível. O sol já vai se por logo e-
– Por que tá com um cheiro de chuva no ar? – Ela a interrompeu novamente com uma pergunta bem pertinente.
– Eu lhe explico no caminho. – A Caveira respondeu em um tom assertivo.
– Ok. – Ela imediatamente concordou.
Ela começa a correr entre as árvores e em direção ao sol. Talvez a Caveira esteja começando a gostar dela e, talvez, dessa vez realmente haja uma chance.
Rosa encontra um possível esconderijo. Um desnível bem embaixo de uma árvore. Não necessariamente um buraco, mas grande o suficiente para cabe-la ali por um tempo.
– Ok, agora você me explica o que tá acontecendo. – Rosa diz ao se sentar. Ela ergue a Caveira em suas mãos à altura dos olhos.
– Bem… Você está sendo caçada. – Ele diz em um tom quase maternalista. – Eu só posso chama-lo de “O Caçador” e ele faz isso por puro entretenimento. Ele me mantém cativa aqui, como uma espécie de isca. Ele é sádico e isso, para ele, é entretenimento.
– Como assim você só “pode” chamar ele de caçador? Ele tem um nome? – Rosa pergunta demonstrando um interesse genuíno.
– Eu estou à mercê dele enquanto permaneço cativa aqui, então tenho que obedecer certas regras impostas por ele. – Ela responde em desalento.
– Quais são essas regras? Onde a gente tá? E por que você tá presa aqui?
– Nós não estamos em lugar nenhum. Aqui não é de onde você é, nem de onde eu sou. É um espaço entre os espaços. Criado pelo Caçador com algum tipo de item mágico ou encantamento, não sei ao certo. – A Caveira começa a explicar. – Como você pode ver, eu morri. Era, ou para eu ter ressuscitado, ou ido para o mundo dos mortos. O Caçador, de alguma forma e por algum motivo, interceptou minha alma e caveira e me aprisionou aqui. É tudo só mais uma parte do jogo dele.
– Eu sinto muito. – Ela diz honestamente.
– Obrigada.
– Então se aqui não é lugar nenhum, aquilo – Rosa diz apontando com uma das mãos – não é o sol.
– Sim e não. É uma forma artificial de iluminação. Um sol que se movimenta enquanto esse lugar onde estamos, se mantém parado. E nesse contexto o Caçador é a lua.
– Por isso a gente precisa sair antes do sol se pôr, o mais rápido possível.
– Exato. – Ela confirma.
– Mas como? – Ela faz outra pergunta certa.
– Bem… Existem chaves espalhadas pela floresta, ela são nossa única oportunidade de sairmos daqui. – A Caveira pausa por uns instantes. – Com vida. – Ele disse cada letra com peso na voz.
– Mas pra onde a gente vai se sair daqui?
– Isso depende. – Ela diz com um certo receio na voz.
– Depende do que, Caveira? – Rosa pergunta com um certo tom de insolência.
– Depende de qual chave você conseguir pegar. – Ela diz com um certo pesar na voz.
Rosa fica visivelmente abalada. Ela não se lembra onde é a sua casa, mas a chance de nunca mais voltar para lá é assustadora. Ela sente uma certa nostalgia de um lugar que não sabe qual é. Ela sente um frio na espinha e uma única imagem, como um frame escondido entre seus pensamentos, surge em um lapso de memória. Um eneagrama e uma série numérica, com um algarismo em cada uma de suas nove pontas. 129293175. Rosa começa a se importar com isso.
– Os números. O que eles significam? – Ela pergunta.
– Você realmente não vai querer saber. – A Caveira diz em um tom de pesar.
Rosa aceita a resposta.
– E aquela coisa do “Rainha dos Desamparados” e “coroa de espinhos”? – Ela questiona, rapidamente mudando de assunto.
– É a única coisa que eu sei sobre a minha vida. Sobre quem eu era antes disso. – A caveira responde em um tom melancólico. – Eu acho que deveríamos ir.– Ok.
Rosa se levanta e ainda com a Caveira em mãos ela começa a se mover agachada. A floresta é densa e não há trilhas. Todo o caminho feito é à esmo. Elas contam com a sorte para encontrar uma chave. A única coisa que Rosa quer é ir embora. Ela tenta não transparecer, mas está com medo. Como nunca esteve antes. Mas, de certa forma, o medo é bom, nesse caso. Ele a deixa alerta. Ela está sendo caçada, mas ela se sente uma caçadora.
Rosa respira fundo, e se dá conta que está apenas fugindo, que é apenas uma presa. Nada daquilo faz sentido, os números não importam, uma caveira fala. E o que diabos é um eneagrama? Ela se perde em meio a esses pensamentos enquanto foge e, bruscamente, para.
– O que foi? – A Caveira pergunta.
– A gente não vai conseguir, não é? – Rosa pergunta em um tom de desesperança.
– Não, claro que vamos. Não é a hora de perder as esperanças, menina. – Ela diz novamente em um tom maternalista. E um cheiro de chuva começa a dominar o ar.
– Quantas pessoas já conseguiram fugir daqui? – Ela pergunta franzindo a testa.
A Caveira não responde.
– Foi o que eu pensei. – Rosa diz soltando a Caveira no chão. – Se alguém tivesse conseguido você não estaria aqui, não é?
A garota começa a andar. Ela vai a um ponto e dá meia volta. Rosa não sabe se aceita o fim inevitável ou se luta, mesmo que tenha mais chances de perder. Estranhamente o lusco-fusco parece mais arroxeado que o comum. Ela olha ao horizonte novamente e o sol está se pondo mais rápido. O cheiro de chuva começa a ficar forte. O sol se põe completamente. Rosa está imóvel. Ela finge que não ouve o forte barulho do Caçador chegando. É como uma trovoada. A Caveira desistiu de inspirar confiança na garota. De repente começa a chover.
– Rosa. ROSA! – A Caveira exclama.
– O QUE FOI? – Ela pergunta revoltada.
– Nunca choveu antes.
– Nunca?
– Nunca.
Rosa se abaixa. Uma flecha passa raspando pela sua cabeça quando ela começa o movimento. A garota pega a Caveira em mãos e começa a correr em zigue-zague. Ela para escorada em uma árvore alguns metros à frente.
– Nunca? – Rosa pergunta clamando por confirmação.
– Nunca.
– Ok. – Com apenas duas letras ela demonstra ter recuperado a confiança.
Ela volta a correr prestando muita atenção em tudo, caso encontre uma chave. Ainda é noite, ainda chove. O chão começa a ficar escorregadio. Elas continuam fugindo e nada da noite passar. A chuva oculta o caçador, a noite quer dizer que ele está perto. Rosa se escorrega e deixa a Caveira cair. Ela rola por alguns metros. Rosa se levanta e olha para trás, ela o vê.
O Caçador montava em um lobo atroz. Rosa nunca havia viso pelos mais escuros de que aqueles do animal. O Caçador era uma figura imponente, ele tinha mais de dois metros de altura. Seu queixo era largo, sua pele era branca acinzentada, ele tinha cabelos e barba ruiva, sobrancelhas grossas, traços faciais agressivos e não aparentava ser humano. Várias marcas e algumas cicatrizes eram visíveis, seus olhos emitiam uma luminescência arroxeada, como o céu. Seus trajes aparentavam uma origem greco-romana. Ele não usava armadura, apenas uma calça e uma toga confeccionados rusticamente de pelos avermelhados. Um machado estava guardado em costas, uma aljava coberta de flechas na coxa direita. Ele pega uma delas e leva ao arco empunhado, mirando na direção de Rosa.
Ela pula no chão e, enquanto ainda se movimentava, uma flecha atravessa sua panturrilha com extrema força. Ela continua alojada em sua carne, é possível que tenha havido uma fratura óssea. Rosa grita de dor, mas resiste. A Caveira chama sua atenção e grita.
– A CHAVE!
Uma chave dourada estava em meio à folhagem e terra úmida, bem próxima a elas. Rosa rasteja para se aproximar. O Caçador se aproxima lentamente, larga o arco no chão e pega o machado. Ela consegue chegar até a chave, mas não até a Caveira.
– O que você está esperando? – A Caveira pergunta em meio ao barulho da chuva.
– Eu não vou sair daqui sem você. – Rosa responde.
A Caveira se sente lisonjeada, mas não consegue conceber tamanha idiotice. Afinal, se apenas uma pessoa conseguir fugir, o Caçador lhe concederá sua vida de volta.
– Garota, não seja idiota e só vá. – A Caveira a repreende. – Eu não preciso disso, eu só preciso que você fuja.
– E como eu faço isso? – Ela pergunta já com a chave em mãos.
– Ninguém nunca chegou tão longe. Agora é com você. – Se a Caveira ainda tivesse um rosto estaria sorrindo de orgulho agora.
Rosa diz um “ok” para si mesma. O Caçador se aproxima, mas a chave começa a brilhar em sua mão. Ela se deita virada para cima, o brilho aumenta exponencialmente. A garota a segura com as duas mãos e à leva ao peito. Rosa fecha os olhos. Ela consegue se lembrar. Ela vê a sua casa bem no meio de Chinatown, em San Francisco. Ela se lembra da agência que trabalhava como programadora. Ela consegue ver a fazendinha de sua abuela, Alba, próxima à cidade de Cabo Rojo, bem na costa sudoeste do território. Ela se lembra dos pais que ficaram em San Juan sem água, sem energia elétrica, quase sem comida após o furacão. Ela se lembra. A luz que chave emana parece densa, parece cegar. Por causa da chuva, Rosa não consegue ouvir o que a Caveira diz a ela.
O Caçador decepa a cabeça de Rosa antes que ela fuja, antes de tudo. Um corte limpo, a cabeça nem ao menos sai do lugar, ele mantém o machado ali. A Caveira tentou alerta-la, mas foi em vão. Tudo foi em vão. O Caçador tira uma chave que estava em uma corrente em seu pescoço e ela começa a brilhar. Ele anda de volta ao lobo e, desta vez, ignora completamente a presença da Caveira.
– Caçador… CAÇADOR! – A Caveira clama e ele se vira.
– Tudo tem seu tempo. – Ele responde.
– O meu nome… Por favor. Pelo menos me diga o meu nome. – Ela, sem forças, suplica.
Ele pega o machado, vira as costas e vai andando na direção do lobo. A cabeça de Rosa rola por alguns metros.
– ÓRION, POR FAVOR, ME DIGA O MEU NOME! – A Caveira o confronta, mas em tom de súplica e meio a falhas na voz e engasgos.
– Você não pode ser o que não pode ser. – Ele fala sem querer dizer muito. – Pelo menos, dessa vez, você terá companhia… – ele sorri – Myriam.
Um imenso clarão tomou conta de tudo.
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2019.08.11 00:22 fidjudisomada Primeira Liga 2019/20, #1: SL Benfica 5-0 FC Paços de Ferreira

GOLEADA DE MÃO-CHEIA NO ARRANQUE DA DEFESA DO TÍTULO

O Estádio da Luz encheu – quase 63 mil espectadores! – em pleno mês de agosto para ver o primeiro passo do Campeão na defesa do título nacional. O Benfica repetiu o resultado da Supertaça (5-0), desta vez na receção ao Paços de Ferreira, na ronda inaugural da Liga NOS 2019/20, e já e líder.
Perante 62.956 mil espectadores e quase uma semana depois da conquista do primeiro troféu oficial da temporada, o Benfica apresentou-se em casa apenas com uma alteração em relação ao onze que alinhou de início no dérbi com o Sporting: saiu o lesionado Gabriel, entrou Samaris.
Frente a um Paços de Ferreira com a lição bem estudada no regresso ao escalão máximo do futebol português, a dupla Raul de Tomas e Seferovic pôs os pacenses em sentido logo nos primeiros minutos de jogo: cruzamento rasteiro do avançado espanhol na direita (2’) e depois na esquerda (6’), com o suíço a não chegar – por muito pouco – a tempo para a finalização.
Com uma boa organização defensiva e a fazer uma boa leitura do jogo, a formação de Filipe Rocha (Filó) ia conseguindo evitar que o Benfica encontrasse, com facilidade, situações de finalização. O início equilibrado desfez-se assim que Nuno Tavares assumiu o protagonismo…
Golaço! Remate fortíssimo e em arco do lateral-direito, sem hipótese para Ricardo Ribeiro. Pizzi deu para Nuno Tavares que rematou de fora de área para uma estreia de sonho!
Cinco minutos depois e atingida a meia hora de jogo, o ritmo aumentou, o Benfica assumiu o controlo do jogo e, depois de mão na bola de Bruno Santos, Manuel Oliveira assinalou grande penalidade a favor das águias.
Chamado a converter o penálti, Pizzi aumentou a vantagem. Bola para um lado, Ricardo Ribeiro para o outro e estava feito o segundo golo da noite.
O Paços de Ferreira despertou, reagiu e, aos 37’ – depois de uma primeira ameaça com um golo invalidado a Douglas Tanque por fora de jogo – voltou a ficar perto do primeiro: Bernardo Martins e Douglas apareceram em boa posição, mas a bola acabou fácil nas mãos de Odysseas.
A equipa orientada por Bruno Lage saía em – justa – vantagem para o balneário depois de 46 minutos (1 de compensação) por cima de jogo. Segundo as estatísticas, mais posse de bola, mais ataques, mais remates e, claro… mais golos.
Sem mexidas nos onzes, a segunda parte trouxe chuva e mais uma ameaça dos encarnados que entraram mais pressionantes, mais dinâmicos e a impedir as saídas do Paços de Ferreira que, aos 65’ se viu reduzido a 10 elementos depois do segundo amarelo mostrado a Bernardo Martins.
E se as contas já estavam difíceis para os forasteiros, a situação piorou a partir dos 70 minutos.
Bom cruzamento de Nuno Tavares na direita, assistência do recém-entrado em jogo Chiquinho e Seferovic só teve de encostar para o terceiro da noite.
Numa altura em que o Benfica tinha em jogo cinco "produtos" Made in Caixa Futebol Campus – Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro, Florentino e Jota – a Luz voltou a ouvir-se.
Seis minutos depois de entrar (84'), o brasileiro Vinícius respondeu da melhor forma a um cruzamento de Nuno Tavares – mais uma vez a ter responsabilidade no golo! – e encostou para o quarto. Mais uma estreia oficial… e a marcar.
Mais uma chapa cinco aplicada pelo Benfica em 2019/20, desta vez no arranque da Liga NOS. No primeiro tempo, um golaço de Nuno Tavares e uma grande penalidade cobrada por Pizzi deram vantagem aos encarnados; na segunda parte, Seferovic, novamente Pizzi e Vinícius contribuíram para a goleada. A equipa de Bruno Lage já está na liderança do Campeonato.
Garantidos os primeiros três pontos no Campeonato Nacional, segue-se uma deslocação ao Estádio do Jamor para defrontar o Belenenses na 2.ª jornada da competição. O desafio está agendado para as 19h00 do próximo sábado, 17 de agosto.
Recorde-se o onze inicial do Benfica: Odysseas; Nuno Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Florentino, Samaris (78’ Vinícius), Pizzi e Rafa (78’ Jota); Raul de Tomas (66’ Chiquinho) e Seferovic.
Suplentes não utilizados: Zlobin, Jardel, João Ferreira, Taarabt.

BRUNO LAGE: "FOI UMA EXIBIÇÃO BEM CONSEGUIDA"

Bruno Lage, treinador da equipa principal das águias, ficou satisfeito com o resultado alcançado, mas salientou que ainda há muitas coisas a melhorar. O Benfica venceu por 5-0 a equipa do Paços de Ferreira, em jogo relativo à 1.ª jornada da Liga NOS.
Análise ao jogo
"Uma vitória justa perante um adversário que complicou imenso, principalmente até aparecer o nosso primeiro golo. Tinha a lição bem estudada, bloqueou-nos um pouco, tentaram também bloquear o nosso jogo interior e, depois, quando surge aquele golo fantástico do Nuno conseguimos desbloquear o jogo. A partir daí tivemos outro critério da bola a entrar dentro, entrar fora, tentar procurar profundidade e ter outro tipo de soluções, mas o primeiro golo acaba por deitar por terra aquilo que era a estratégia e solidez do Paços. Aparece o segundo golo e penso que a partir daí o jogo fica inteiramente do nosso lado. Foi uma exibição bem conseguida, com um resultado muito agradável, mas ainda temos um longo trabalho pela frente e desafiante de voltar a trazer a imagem que nós tivemos o ano passado. Eu não olho apenas para o resultado. Eu olho para o que fazemos em campo, hoje estou apenas satisfeito, acho que podíamos ter jogado melhor, é um resultado muito bom, estamos todos satisfeitos com o início de época que estamos a fazer. A vencer não meto a cabeça debaixo da areia, a ganhar não ando em bicos de pés, a minha motivação e o meu foco é sempre naquilo que nós vamos fazendo no dia a dia."
A escolha para o meio-campo
"Samaris por uma simples razão, o público não viu os três jogos à porta fechada e é por isso que joga hoje o Samaris. Com o jogo de hoje fazemos 11 jogos, ou seja, já todos os jogadores têm vários minutos e eu tive de dar oportunidade aos novos de poderem competir com equipas de outro nível para poder conhecê-los a esse nível, fazer as minhas experiências e também ter um conhecimento melhor sobre aquilo que cada jogador pode dar em cada posição e se algum destes novos jogadores pode desempenhar mais que uma posição. Não tendo Gabriel, que é um jogador que é importante e determinante na nossa forma de jogar, teria de voltar a colocar, neste jogo, Florentino e Samaris que foi a dupla que terminou a época passada, tão simples quanto isso. A simplicidade de eu tomar esta decisão é olhar um pouco para aquilo que é a minha forma de liderar. Respeito os mais velhos, não coloco os mais novos a grande distância dos mais velhos, dou oportunidades a toda a gente independentemente de serem mais velhos ou mais novos. Têm de ter rendimento e depois é ter memória de quem trabalha, de quem luta, de quem se dedica e de quem treina bem."
A exibição de Nuno Tavares
"Isto é o futebol, o azar de uns é a oportunidade de outros e o Nuno é um miúdo muito calmo, muito tranquilo, foi posto à prova e está a jogar nos confrontos que tem tido com grandes jogadores e tem-se dado bem. Curiosamente, no primeiro golo ninguém estava à espera que ele aparecesse ali, nem eu estava, eu estava a pedir-lhe algo completamente diferente e ele aparece ali, chuta à baliza e faz golo. O facto de ser pouco usual, um defesa-direito com pé esquerdo e procurar o jogo interior, faz acontecer estas coisas. Teve também grande mérito em fazer o passe para o Chiquinho e a assistência para o Vinicius, por isso é dia a dia, treino a treino, jogo a jogo, está a trabalhar de forma exemplar e para além de ter nele um lateral-esquerdo, tenho também um lateral-direito."
As estreias de Nuno Tavares, Chiquinho e Vinicius
"É um momento muito importante para eles que com certeza traz outro tipo de moral e confiança, mas é um desafio colocar esta gente nova, integrá-los o mais rapidamente possível naquilo que é a dinâmica da equipa e que a equipa volte a ter o jogo e a qualidade de jogo que tinha o ano passado."
A evolução do plantel
"O nosso trabalho é perceber como podemos evoluir, e a nossa evolução em termos de plantel é sermos competitivos. Eu gosto de perder muito tempo com os jogadores, gosto de os ver treinar, gosto de os ver jogar e, por exemplo, o Raul [De Tomas] não foi contratado do nada. Só eu vi oito jogos completos do Raul, para conhecer, para perceber como o ia ligar com os outros jogadores e o mais importante é querermos ser competitivos, vamos olhar primeiro para a equipa B e não havendo na equipa B, temos de atacar no mercado."
As opções para o lado direito
"Nós temos André Almeida, Ebuehi, João [Ferreira] e Tomás [Tavares, por isso, daqui, um destes quatro irá jogar."
O Benfica é a equipa que melhor pratica futebol? "Eu respondo da seguinte maneira: ainda não somos a equipa que jogou o futebol da época passada e é isso que me interessa."

Coisas e Loisas

  • Raul de Tomás faz o primeiro jogo pelo Benfica na 1ª Liga. Já tinha feito a 1ª partida oficial na Supertaça, diante do Sporting;
  • Nuno Tavares marca no 1º jogo pelo Benfica na 1ª Liga. O defesa só tinha um tento marcado em todos os anos de formação do Benfica - Benfica x V. Setúbal (Sub-19);
  • Pizzi marca pela 3ª vez em 2018/2019. Já tinha bisado na Supertaça, diante do Sporting;
  • Portugueses que marcaram na estreia pelo Benfica na 1ª Liga (SÉC XXI): Nuno Assis; Luisinho; André Gomes; Nélson Semedo; André Horta; Ferro; NUNO TAVARES;
  • Pizzi a marcar de penálti pelo Benfica na Liga: Sporting x Benfica - 18/19; Benfica x Nacional - 18/19; Feirense x Benfica - 18/19; SC Braga x Benfica - 18/19; SC Braga x Benfica - 18/19; BENFICA X PAÇOS - 19/20;
  • Chiquinho faz a estreia pelo Benfica na 1ª Liga: Na época passada, fez 34 jogos com o Moreirense;
  • Haris Seferovic marca pela 1ª vez na Liga 2019/2020. Foi o 3º jogo seguido a marcar no Estádio da Luz - Benfica x Portimonense e Benfica x Santa Clara (2018/2019);
  • Pizzi bisa no encontro e chega ao 4º golo em 2019/2020. É o 2º encontro consecutivo a marcar 2 golos, depois da Supertaça;
  • Carlos Vinícius faz a estreia pelo Benfica na Liga. Em 2018/2019 fez 14 jogos e 8 golos ao serviço do Rio Ave;
  • Carlos Vinícius faz golo no 1º jogo ao serviço do Benfica. Não marcava na Liga desde o dia 2 de janeiro - Rio Ave x Moreirense;
  • Benfica abre o campeonato com uma goleada (5x0). Foi a 6ª época consecutiva em que os encarnados começaram a Liga a vencer;
  • Últimas entradas do Benfica no campeonato: Benfica 2x0 Paços Ferreira - 2014/2015; Benfica 4x0 Estoril - 2015/2016; Tondela 0x2 Benfica - 2016/2017; Benfica 3x1 SC Braga - 2017/2018; Benfica 3x2 V. Guimarães - 2018/2019; BENFICA 5x0 PAÇOS - 2019/2020.
  • Ao marcar em dose dupla, Pizzi chegou ao golo 50 pelo Sport Lisboa e Benfica: 2014/2015 - 4; 2015/2016 - 8; 2016/2017 - 13; 2017/2018 - 6; 2018/2019 - 15; 2019/2020 - 4;
  • Médios com mais golos pelo Benfica: Rogério Pipi - 204; Mário Coluna - 126; Diamantino - 85; Santana - 79; António Simões - 72; Carlos Manuel - 58; Corona - 57; PIZZI - 50;
  • Avançados que marcaram pelo Benfica na estreia em jogos da Liga (SÉC XXI): Tomo Sokota; Edgaras Jankauskas; Azar Karadas; Weldon; Franco Jara; Lima; Jonas; Kostas Mitroglou; Haris Seferovic; CARLOS VINÍCIUS;
  • Bruno Lage na 1ª Liga: 20 jogos; 19 vitórias; 1 empate; 0 derrotas; 77 golos marcados; 16 golos sofridos;
  • Bruno Lage na Liga: 2x4; 0x2; 0x1; 5x1; 2x4; 10x0; 0x3; 4x0; 1x2; 2x2; 0x4; 1x0; 1x4; 4x2; 6x0; 1x4; 5x1; 2x3; 4x1; 5x0;
  • Bruno Lage a marcar 3 ou mais golos: 4x2 - RAFC; 5x1 - BFC; 2x4 - SCP; 10x0 - CDN; 0x3 - CDA; 4x0 - GDC; 3x0 - GNK; 0x4 - MFC; 1x4 - CDF; 4x2 - EFF; 4x2 - VFC; 6x0 - CSM; 1x4 - SCB; 5x1 - PSC; 4x1 - CDSC; 5x0 - SCP; 5x0 - FCPF;
  • Com Bruno Lage no comando, em jogos de 1ª Liga, o Benfica já fez o gosto ao pé em 77 ocasiões. Com o técnico campeão nacional os encarnados contam com uma média de 3,85 golos por jogo;
  • Benfica 2019/2020: 2 jogos; 2 vitórias; 1 título; 10 golos marcados; 0 golos sofridos.

Multimédia

Eleição do MVP

Talking Points

Preparámos uma lista de temas para conversas sobre este jogo, mas estejam à vontade para passar por cima dela, ou pegar num ou alguns, e apresentar as tuas observações e expressar opiniões:
  1. O resultado foi justo? Na tua opinião, o que faltou à equipa para alcançar um resultado ou exibição melhor?
  2. Está satisfeito com a resposta da equipa hoje? Qual foi o aspeto do jogo que mais te impressionou?
  3. Com o benefício da visão a posteriori, que alterações farias ao 11 inicial?
  4. Em retrospetiva, o que farias diferente ao longo do jogo? Como avalia os critérios de substituição? Trouxeram algo diferente ao jogo?
  5. Qual foi o jogador que mais se destacou com a camisola do SL Benfica? Nessa nota, quem foi a maior deceção?
  6. Quais são os aspetos positivos que o SL Benfica pode tirar deste jogo?
  7. Enfrentaremos Os Belenenses, SAS na próxima partida, no Estádio Nacional do Jamor, em jogo a contar para a 2.ª rodada da Primeira Liga 2019/20. Quais as perspetivas?

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2019.04.26 00:53 Hudell Alguém sabe identificar qual peça de hardware do meu computador está com problema?

Histórico resumido da compra do computador (só pra dar mais contexto pra angústia), podem pular por que não é relevante pro problema:
Separei uma verba pra comprar um PC bom, principalmente pra trabalho, mas com uma placa de vídeo boa já que também trabalho com jogos. Sempre tive notebooks então estava seguindo por esse caminho e iria comprar um dos notes mais pica da dell, mesmo eu tendo desgosto por dell (odeio note que esquenta). Por falta de crédito pedi para um amigo pagar com o cartão dele, o que acabou fazendo o site cancelar a compra depois de uns 4 dias "em análise".
Aí estava chegando a semana do consumidor e resolvi esperar para ver se teria algum desconto, mas não teve nada. Nesse tempo pensei melhor e percebi que hoje em dia eu não tenho mais necessidade de um notebook, então comecei a olhar computadores desktop. Acabei indo parar num site de uma loja que me foi super bem recomendada e que permitia montar o PC escolhendo peça por peça e eles entregavam montado. Peguei um PC default deles e mudei algumas coisas (como que pode ter tanto site oferecendo 4GB de RAM e chamar de PC gamer?). Paguei no cartão do amigo novamente e tive o mesmo problema: Compra aprovada pelo cartão, 4 dias em análise da própria loja e então compra cancelada com estorno e sem feedback.
Nisso já tinha passado 3 semanas desde que havia decidido comprar um PC. Resolvi tentar mais uma vez com a mesma loja. O amigo pediu pra esperar virar a fatura do cartão pro mês seguinte, então dei alguns dias. Nesse tempo fiquei simulando vários computadores pelo site, pesquisando a diferença de cada coisa e cada marca, comparando um CPU com outro, uma RAM com outra, compatibilidade da placa mãe X com a memória Y, etc. Chegou o dia de comprar e eu estava confiante de que havia escolhido as melhores opções possíveis para a faixa de preço que eu queria. Qualquer melhoria extra custaria uns 2 mil adicionais e faria pouca diferença.
Dessa vez pedi para o amigo comprar no nome dele e entregar na casa dele, pra evitar qualquer problema. Ele comprou e então começou a espera. 5 dias em análise, alguns emails e ligações trocados até que eventualmente a compra foi aprovada e iniciada a montagem. Tinha entendido que a montagem levaria 2 dias, mas depois que esse tempo passou eu voltei no site e percebi que na verdade eram 8 dias. Outros 8 dias se passaram e status ainda estava como "em montagem", 3 semanas depois da compra, mais de 6 semanas depois da primeira tentativa de comprar um PC novo. Mais emails e ligações não atendidas e o status mudou para "aguardando retirada pela transportadora", ou algo assim. Um dia, dois dias, três dias, quatro dias e o status ainda estava assim. Até que de repente o computador é entregue na casa do meu amigo, sem que o status tenha sido alterado.
Paguei mais uns 100 reais para trazer o pc da casa do amigo até a minha (outra cidade) e finalmente pude usá-lo em toda a sua glória. Rodava 2 emuladores de android com meus personagens de Ragnarok Mobile upando minimizados, uma VM com linux para trabalhar, discord, chrome, firefox e mais um monte de coisa abertos e o computador aguentou tudo sem suar.
TL;DR: Queria um PC novo pica e acabei pesquisando todas as peças e montando um personalizado, mas levou quase dois meses entre eu decidir comprar um PC e eu receber o PC em casa.
O problema:
Depois de um dia inteiro ligado, o computador desligou sozinho e não voltou a ligar. Era madrugada, então acabei indo dormir sem fazer nada. No dia seguinte tentei de tudo que era possível, com autorização e instruções da loja onde comprei: retirei e recoloquei todos os cabos e peças, testei com outra fonte, com o mínimo possível de coisas ligadas, em outra tomada, com outro cabo, nada fazia o bichinho ligar. Nas trocas de emails comentei que a única coisa que não tinha tentado era retirar o dissipador, pois não sabia como funcionava a conexão dele. Assisti um vídeo no youtube e resolvi tentar. Notei que uma das travas não estava bem apertada e apenas a apertei. O PC voltou a ligar.
"Era falta de carinho, precisava ser tocado"
O computador funcionou bem depois disso por duas semanas. Cheguei a deixar ele ligado direto por uma semana inteira, na outra semana desliguei e religuei várias vezes. Até que na segunda-feira de manhã, o computador não ligou. Abri e olhei novamente o dissipador, mas não estava solto, conferi todas as outras peças mas nada parecia mal conectado nem nada do tipo. Precisava trabalhar então deixei ele ali parado e usei meu note velho durante o dia. A noite tentei ligar novamente e ele simplesmente ligou, como se nada tivesse acontecido.
Usei o computador a noite inteira, até altas horas da madrugada. Desliguei para dormir, mas esqueci de desligar a fonte. Quando fui ligar novamente pela manhã, ele ligou normalmente, mas as cores da tela estavam estranhas, mais escuras. Pareciam uma sombra ou um blur. Conferi o monitor e não tinha nada de errado, então desliguei tudo. O PC não voltou a ligar. Tentei mais uma vez o ritual de conferir cada cabo e cada peça, sempre em contato com o pessoal da loja (que dá um suporte muito bom, sem seguir script mas realmente entendendo o que está acontecendo e dando sugestões pertinentes). Não rolou.
Mandei mais um e-mail com um questionamento sobre a pilha da placa mãe. Eu notei que todas as vezes que o problema aconteceu o computador perdeu as configurações da BIOS, então perguntei se poderia ser algo relacionado a pilha. Eles disseram pra deixar o PC sem a pilha por alguns minutos e eu fiz isso. Quando coloquei novamente, o PC ligou.
Mais uma vez usei o computador a noite inteira, até quase cinco da manhã. Desliguei o PC e mais uma vez deixei a fonte ligada, não lembro por que. Quando acordei no dia seguinte, o problema se repetiu: O computador ligou mas as cores estavam estranhas. Desliguei a fonte e o PC não ligou mais. Deixei ele parado durante o dia e fui tentar ligar apenas a noite, mas nada fez ele ligar. Tentei mais uma vez lá pelas quatro da manhã e nada ainda.
Voltei de uma reunião as 10 da manhã e o computador ligou, sem eu ter mexido em nada. Trabalhei nele o dia inteiro sem problemas. Perto das seis da noite eu estava em uma videoconferência quando a imagem da tela sumiu por dois segundos e quando voltou estava com o mesmo problema de cores escuras. "Se eu desligar agora ele não liga". Por acaso tive que dar uma saída de meia hora logo depois da videoconferência. Deixei o PC ligado. Quando voltei as cores estavam normais de novo. Foi então que comecei a escrever este post.
Resumão:
Outras observações que talvez sejam relevantes:
Tenho garantia e vou enviar de volta, mas aí ficarei semanas sem o PC e tenho medo de chegar lá, ele funcionar normalmente e me enviarem de volta e ainda cobrarem o frete. Gostaria de saber com certeza o que está causando esses problemas.
Minhas teorias são: fonte, placa mãe ou a rede elétrica da casa (moro em uma casa alugada, sei pouco sobre a rede elétrica daqui).
Edit: A placa mãe estava dando curto e foi substituída na garantia.
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2018.10.11 08:34 Br2the416 Limongi: “Líderes responsáveis não têm o direito de se isentar diante da insanidade de Bolsonaro”

Fernando Limongi, doutor em ciência política, não esconde a angústia com o resultado do primeiro turno das eleições do último domingo. Para ele, a vitória de Jair Bolsonaro joga o país no escuro e aqueles que o apoiam estão minimizando riscos extremamente perigosos que o candidato do PSL trará caso vença o segundo turno. Pesquisador do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento e do Núcleo de Instituições Políticas e Eleições (NIPE/ CEBRAP), Limongi se mostrou chocado com a neutralidade assumida por grandes lideranças como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso neste segundo turno da eleição. Cardoso é um dos fundadores do CEBRAP, criado em 1969 por um grupo de professores afastados das universidades pela ditadura militar. “Isso é uma covardia inadmissível”, diz. Leia os principais pontos da conversa, em tópicos.

Salto no escuro com Governo obscurantista

Eu quero começar fazendo uma declaração quase que política, pensando como uma pessoa que é financiada para pensar. Eu sou pago pelo Estado brasileiro pra pensar e eu acho que eu tenho que fazer um pronunciamento público. Eu acho que a direita brasileira, o conservadorismo brasileiro - ou o que quer que seja, quem votou e apoiou Bolsonaro – está minimizando o risco que está correndo e está fazendo uma opção muito perigosa. A elite brasileira está dando um salto no escuro. Quer dizer, na verdade não está dando um salto no escuro, porque sabe o que está fazendo e está fazendo bobagem. Estamos aceitando a direita brasileira, o centro brasileiro está aceitando ser liderado por um cara que é um obscurantista, um retrógrado, um apologista da violência, um cara que apoia o golpe de Estado e tem saudade do regime militar.

Covardia inadmissível de Fernando Henrique

Essa direita brasileira, o centro incluído, criou um fantasma e foi gerando um temor desproporcional e descabido ao PT, como se nós estivéssemos de volta à Guerra Fria e o PT fosse uma ameaça comunista, totalitária, o que não é. Não há nenhum elemento, nenhuma informação objetiva que permita chegar a essa conclusão. O PT cometeu erros, cometeu erros sérios, mas eles são fichinhas se comparados ao que o Bolsonaro ameaça fazer e diz que vai fazer e cresceu fazendo. Uma parte do centro está se dizendo diante de uma escolha de Sofia e não está. Só tem um lado que não pode ser escolhido em hipótese alguma e as pessoas estão minimizando isso. Me deu arrepio ver que o Fernando Henrique Cardoso se declarou neutro, isso é uma irresponsabilidade, isso é uma covardia inadmissível. Eu fui presidente do CEBRAP, eu sou herdeiro do Fernando Henrique, eu salvei o CEBRAP de fechar. Eu estou até emocionado [a voz de Limongi fica embargada]. Não é possível que ele não se lembre do que ele sofreu, do que ele passou e que ele minimize isso. E pior! Ele declarou, inicialmente, que seria contra o Bolsonaro e que votaria no PT, agora ele que resolveu usar o Twitter, ele, covardemente, cede à pressão popular. Um intelectual não pode fazer isso, um intelectual tem compromisso. O Fernando Henrique não pode fazer isso.

“Cria cuervos”

Eu salvei o CEBRAP que ele [FH] criou, ia fechar. E eu assumi a presidência para salvar. Sacrifiquei parte da minha carreira acadêmica, fiquei quatro anos lá sem fazer nada, a não ser administrar cozinha de um lugar pra agora ouvir que isso aí [Bolsonaro] não é nada?! Esse cara não envolve risco? Não é possível que não se tenha parâmetro de comparação entre um cara que é apologista de um regime militar, o regime que perseguiu o senhor Fernando Henrique Cardoso, certo? O Fernando Henrique foi parar no pau-de-arara. Um cara que declara ter ódio ao Rubens Paiva, tem uma verdadeira fixação em falar mal do Rubens Paiva, do Vladimir Herzog, acha que aquilo foi um acidente de trabalho, [assassinato de ambos na ditadura], acha que aquilo estava certo. Alguém pode em sã consciência dizer que existe comparação entre o risco que o PT representa e o risco que o senhor Bolsonaro representa? Quem acha que vai tourear esse cara está sendo de uma ingenuidade absurda. Nós já vimos esse filme várias vezes, esse é o famoso Cria Cuervos. Nós estamos aceitando como se não fosse um risco um cara que é apologista da violência da ditadura militar, um cara que votou o impeachment da Dilma elogiando o [Brilhante] Ustra.

Em jogo, a barbárie

Ninguém que critique o Bolsonaro está defendendo a Dilma ou necessariamente dizendo que PT é santo. É esse maniqueísmo que o centro e a direita brasileira aceitaram jogar e estão agora sendo vítimas dele sem perceber ou o que? Isso é uma insanidade que está acontecendo nesse país. Nós ainda temos chance de corrigir, mas só vai corrigir se gente como o Fernando Henrique Cardoso vier a público e falar como um intelectual e pensar na sua responsabilidade política. É um risco inacreditável que nós estamos correndo, uma irresponsabilidade que essas pessoas que começaram a nutrir um terror ao PT, um horror ao PT, vieram agora a público deixar escapar. Isso não tem cabimento! Isso não tem um termo de comparação. Uma tristeza ouvir a declaração do Xico Graziano dizendo que agora ia apoiar o Bolsonaro. Xico Graziano não tem memória? Não lembra o que aconteceu com ele quando ele se colocou contra, nas redes sociais, o Bolsonaro dizendo que as eleições de 2014 estavam sendo fraudadas? Quando ele saiu a público, corajosamente, para dizer que aquilo era uma besteira ele foi trucidado nas redes sociais por esse grupo de trogloditas que está por trás do Bolsonaro. Não tem meia palavra com esse cara, ele é um troglodita. Isso tem que ser dito, não tem como minimizar isso. Em nome do quê? De um temor que o PT volte a fazer uma política macroeconômica e expansionista? Tudo bem, o PT cometeu erros e tem uma dificuldade de fazer autocrítica. Mas e o senhor Bolsonaro fez alguma autocrítica? Ou, por que que nós devemos acreditar no senhor Bolsonaro paz e amor? O que está em jogo é a barbárie.

Ódio cego ao PT

As pessoas estão sendo vítimas do monstro que criaram, da imagem que criaram. [...] Depois de ser derrotado pela quarta vez pelo PT, ali o centro e a direita perderam a razão, saíram paro tudo ou nada. Mas se eu falo isso as pessoas vão minimizar dizendo "Ah, o cara é petista!" Eu quero falar: "Vamos pensar o que nós temos que fazer?". Não é possível sequer ficar neutro diante deste cenário. Não é uma Escolha de Sofia, só tem um lado, o resto é defesa pra gente sobreviver. E isso eu tô falando digamos assim dos "velhos": [José] Serra, Aloísio [Nunes], Fernando Henrique Cardoso, Xico Graziano [que saiu do PSDB para apoiar Bolsonaro]. Gente que não pode esquecer do que passou. Não pode se esquecer de Rubens Paiva, não pode se esquecer do [Vladimir] Herzog. Isso não pode ser minimizado. Não pode! Não tem como! Esse gênio que está saindo da garrafa, você não põem de volta. Vamos fazer um experimento mental e imaginar que o Haddad declarasse que o seu ministro da Economia será Marcos Lisboa. Cada um tem o [Paulo] Guedes que merece, certo? Então, por que o Fernando Haddad não poderia declarar que o seu ministro da Economia vai ser o Marcos Lisboa? O Marcos Lisboa hoje, por um acaso, é o patrão do Fernando Haddad porque o Fernando Haddad trabalha no Insper, então, ele tá lá dentro. O Marcos Lisboa já trabalhou para o PT, foi parte da equipe do PT. Por que a informação de que o Guedes trabalharia para o Bolsonaro dá mais garantia do que uma possibilidade do PT vir para o centro e ser pragmático.

Perseguição e censura

Lógico [que haverá perseguição]! É disso que estamos falando, censura vem aí se esse cara ganhar! Ele não tem trato com tolerância. Óbvio, vai testar as nossas instituições. Mas as nossas instituições têm se provado muito pouco capazes de lidar com esse perfil.

Desconfiança com urnas, levantada por Bolsonaro

Ele disse que não são capazes de lidar com fake news. E o pessoal diz, “eu não voto mais no PT porque o PT mente”. Sim, e aí vocês votam num cara que é apologista da fake news. Um cara que disse hoje que não vai assinar nada contra a fake news, porque ele pratica fake news, porque ele surfa nisso e é dado a teorias conspiratórias. Ele declarou que existe uma internacional fundada pela Dilma -está lá na entrevista que ele deu para Jovem Pan-, que existe uma internacional da fraude eleitoral da América Latina cuja sede está em Quito, no Equador. O cara é louco, o cara é um desequilibrado. Ele acredita nessas histórias. Essa história da fraude eleitoral é uma das teorias da conspiração mais malucas, a la época da Guerra Fria. [...] E o TSE e a Justiça brasileira foram brandos nisso, ao afastar qualquer hipótese de que isso teria acontecido lá no passado.

Entrevista do Bolsonaro à Record no dia do último debate

A lei eleitoral regula minuciosamente cada acesso à televisão. Isso não existe, tanto que quando há um debate há uma série de regulações: quem pode ser convidado, quem não pode ser convidado. Ninguém pode ser tratado diferente, ninguém pode ter mais tempo. Por que se abriu essa exceção para o Bolsonaro? Isso é inadmissível. Então, tem alguma coisa que está deixando as eleições se tornarem um vale tudo. Há uma sucessão de erros estratégicos. A gente sabe e qualquer estudos de ciências sociais, de interações sociais de pessoas agindo racionalmente com o horizonte limitado, quando você junta todas essas ações o resultado pode ser um resultado péssimo para todos. Está todo mundo agindo racionalmente, todo mundo defendendo seus interesses, lutando pelo seus interesses, mas na hora que interage o resultado é péssimo para todos. A maior parte dos eleitores não quer nenhum dos dois. Mas a elite política criou esse fantasma e o PT agiu equivocadamente, no meu ponto de vista, quanto a sua estratégia. O PT apostou em salvar o Lula, em se agarrar ao Lula e isso foi um erro. Tanto que o PT teve tantos votos quanto ele tem de preferência partidária. Ele ficou reduzido a sua base. Não se ganha eleição assim.

A razão não veio

Acho que ninguém, ninguém imaginou que viria essa violência que veio. Todo mundo achou que em algum momento a razão viria. E eventualmente o "se" não é possível. Você tem o contra factual. Você fala "se" isso tivesse acontecido talvez não tivesse ocorrido a facada, se o Bolsonaro não tivesse sido retirado da campanha, se ele não fosse calado de forma inadvertida, talvez nada disso tivesse ocorrido. O Bolsonaro ficou quieto e foi beneficiado. Receptador de todo esse ódio que se criou na sociedade brasileira pela sua própria elite.

Sem experiência

Eu falo: olha, você ganha mais do que 10 salários mínimos, você que optou pelo Bolsonaro, olha o vídeo desse pessoal quebrando a placa da Marielle, vê em quem você está votando. Quem você acha que está chamando? Está chamando a raposa pra tomar conta do galinheiro, quer dizer, e que garantias lhe dá o senhor Paulo Guedes? Esse cara não tem experiência pública nenhuma, é um desconhecido. Guedes vai nos fazer ter saudades de Guido. Guido vai ser um gênio comparado a Guedes. Não é porque passou por Chicago que você vira gênio. E não é só a esquerda que tem ideologia, a direita - e isso é o que é mais preocupante agora - está gerando uma ideologia perigosíssima. Uma ideologia de intransigências, de radicalismos, de negação de qualquer moderação.

Campanha no WhatsApp

Tem um subterrâneo acontecendo nas redes sociais que é a mesma coisa que aconteceu no Brexit, na Colômbia, nos Estados Unidos. Então, a gente está lutando com este demônio aqui, mas tem também o demônio do WhatsApp. Tem uma loucura rolando e tem uma nova tecnologia para se fazer campanha. Isso mudou. Eu estudo eleições e histórias das eleições há muito tempo e entendo como isso foi se transformando. Se você for olhar nos anos 40, quando o Brasil se redemocratiza, o principal recurso para se ganhar eleições era o caminhão, você precisava tirar eleitor do campo e transportar para cidade. Então, o recurso essencial pelo qual se brigava era o caminhão. Você tirava o caminhão do seu adversário, você ganhava as eleições. Daí chegou um momento que se começa a ter rádio, televisão e agora tem as redes sociais. Isso muda. Vai ter um momento em que essa novidade vai mais ou menos equiparar, os dois lados vão saber usar igual, mas por enquanto a direita está usando melhor, está sabendo usar, está pondo recurso nisso. Está havendo uma “Internacional de Direita”, como tem a “Internacional de Esquerda”. Tem uma tecnologia que está rolando, tem um know-how que está rolando, e esse pessoal se pôs a favor do Bolsonaro. E é um pessoal inconsequente. Nós temos uma direita inconsequente nascendo aqui e que está presente no mundo.

Extrema direita no Brasil

Sempre teve uma extrema direita no Brasil, tem uma parte dizendo que tem uma grande novidade, mas acho que a novidade é menor. Não pode esquecer que Paulo Maluf ganhou todas as eleições na cidade de São Paulo, depois da redemocratização, mesmo quando ele perdeu no Estado pra governador, ele ganhou na capital. Então sempre teve direita, não tem problema ter, é parte do jogo. Se o Bolsonaro ganhar não tem conversa, ele assume o poder e todo mundo aceita, o jogo é esse e o jogo só continua se você aceita brincar dentro das regras do jogo. A questão é se o Bolsonaro aceita jogar com as regras do jogo daqui pra frente.

Educação com Bolsonaro

Vamos pegar os economistas formados em Chicago, formados em Princeton, formados em Harvard que aceitam a ideia de que o grande problema do Brasil é a falta de investimento em capital humano, que o problema é a educação, que o brasileiro é pouco produtivo e que por isso estamos atrasados, por tanto toda e qualquer atenção no Brasil deve estar para a política pública. Essas pessoas têm medo do PT e da política macroeconômica do PT, mas não têm medo da política educacional que o senhor Bolsonaro vai aplicar. Porque ele quer colocar criança de volta pra casa, quer tirar criança de dentro da escola, porque isso faz parte do programa de governo dele [programa sugere a valorização da educação à distância]. Não pode dizer que não leu. O senhor Guedes não vai dar garantia para isso. Ele quer tirar criança da escola, porque ele não quer que as crianças sejam expostas a professores marxistas [programa de Bolsonaro destaca em vermelho ”um dos maiores males atuais é a doutrinação”]. E se as crianças voltam pra casa quem vai tomar conta de criança? Quem vai trabalhar? Olha o desarranjo econômico que esse cara pode gerar por uma insanidade ideológica. Todo mundo falou "ah, o PT é muito ideológico". E o senhor Bolsonaro é um poço de razão e de ciência? Ele é um energúmeno ideológico. Ele vai acabar com a educação no Brasil. Ele vai mandar a gente de volta para a Idade Média. Esse cara é um obscurantista. Ele vê um comunista em cada agente estatal. Aí ele se junta com a direita mais radical, neoliberal, que acha que todo agente do Estado é um paternalista protegendo um looser.

Arrecadações e possível corrupção

Quem vai ser o novo PC Farias [tesoureiro do ex-presidente Collor de Mello]? [Gustavo] Bebiano [presidente do PSL] será o PC Farias 2, certo? Sempre tem que ter um cara que controla todos os contratos, centraliza toda rede de negociações com os interesses, que precisam ser atendidos porque eles vivem de fornecer coisas para o Estado, etc. Essa negociação rola, vai rolar. Então, quem que vai fazer isso? Ou vai ser um dos filhos do Bolsonaro ou vai ser o Bebiano ou vão ser todos eles, cada um em uma área. A corrupção que vai rolar vai ser inacreditável porque é um bando de amadores, uns caras que nunca mexeram com Educação, nunca mexeram com Saúde, nunca mexeram com Ciência e Tecnologia, não sabem o que rola lá. O que vai aparecer de gente para eles vendendo projetos. A hora que muda o governo tá todo mundo caçando onde encaixar o projeto que ele não conseguiu vender ao governo anterior para o novo governo. E obviamente atrás de cada um deles tem um interesse se organizando. Foi isso que o PC Farias fez, vai ser isso que o senhor Bebiano vai fazer ou qualquer um que assumirá esse papel. Tudo bem a Dilma e a política econômica do Guido Mantega e a nova matriz econômica é inadmissível, é um erro crasso, ninguém justifica. Foi uma política macroeconômica eleitoral para ganhar eleição, quebrou o Brasil, foi uma irresponsabilidade. O PT não fez uma autocrítica, um absurdo, jogou dinheiro pela janela, delirou, tudo errado. PSDB também não fez diferente, mas não vamos falar que fizeram igual. Agora o que se está fazendo é uma escolha sem igual entre Bolsonaro e PT.

Crise mundial da democracia

Se for pensar internacionalmente, nós temos uma crise na democracia. Está todo mundo aturdido, é Trump, é Brexit, é Hungria, é Polônia, movimentos aparecendo em tudo quanto é canto, um desequilíbrio muito grande. Acho que tem uma coisa que é geral que deu uma desbalanceada, que talvez tenha a ver com essa mudança de tecnologia, de fazer campanha e o ritmo das tecnologias e adaptação que precisa ter entre o modelo antigo de se conquistar voto e o modelo atual. Mudou e acho que está todo mundo meio baratinado. A forma como a opinião pública reage aos fatos, a velocidade agora é outra. O eleitor está muito mais volátil e uma parte do eleitorado está saindo da política totalmente. O turnout [comparecimento nas urnas] na Europa foi lá pra baixo, nos Estados Unidos foi lá para baixo, então, o centro moderado está saindo, os radicais ficam e a política ganha outra dimensão. Tem alguma loucura acontecendo. Nós não sabemos se isso vai se reequilibrar.

Salvação

O Bolsonaro foi candidato a presidente da Câmara dos Deputados há dois anos, sabe quantos votos ele teve? Quatro. Então, ele era um patinho feio e era desconsiderado, mesmo. Ele era um marginal que ninguém considerava como um player. O pessoal do mercado financeiro o adotou, muito provavelmente trouxe junto essas tecnologias de comunicação e ele foi feito. Uma parte do empresariado o elegeu como a salvação contra o PT.

Partido de Bolsonaro forte no Congresso

Ele ganhou um Congresso mais próximo para ele [elegeu 52 deputados, a segunda bancada da Câmara]. Mas boa parte desses caras não fizeram política, está chegando lá. Kim Kataguiri, que já acha que pode ser presidente do Congresso, é um cara sem senso. Ele tem lá um monte de gente que acha que vai resolver tudo no grito. Sabe-se lá, o [Alexandre] Frota... como vai se comportar? Uma incógnita. Em geral caras como esse desaparecem porque não sabem fazer política. E política é um saco.. Tem de se conversar o dia inteiro.

Política no WhatsApp X política real

No Congresso a política é outra coisa. Tem gente que quando vai lá se prova bom. Caso do Romário. Fez uma agenda legal. É um cara que se deu ao trabalho de aprender um novo business. Essa ideia de que político profissional é um mal... ainda bem que tem político profissional. Houve uma renovação grande, e criou-se um espaço vazio que ninguém sabem quem vai ocupar. E quem vai chegar à presidência do Senado? Da Câmara? Ninguém vai dar a presidência da Casa ao Kim Kataguiri [eleito deputado federal por São Paulo], aquilo é extremamente complexo. O que fez do Eduardo Cunha aquela pessoa imensamente poderosa? A capacidade de conhecer aquilo, como aquilo funciona. O cara era uma máquina. Sabe tudo, tinha controle sobre absolutamente tudo, com três celulares. Não é coisa para amador. Tem um voluntarismo bobo que tomou conta da juventude e empresários. De que tudo com boa vontade se resolve... as pessoas entram em conflito.

Maldição do impeachment

Foi um erro cavalar em todas as dimensões. Procurei alertar naquela época sobre com quem centro e a direita estava se aliando. Foram para Temer e Cunha. Eles só queriam salvar a própria pele. Pensou-se no dream team na economia e estaria tudo salvo. Você não faz a sociedade com o diabo e não paga um preço.Sociedade com o Bolsonaro você vai pagar um preço e é altíssimo. O preço com o PT é extremamente mais baixo. O PT tem uma reputação. Bolsonaro é um novato. É alguém que não se pode confiar. Quem acredita em racionalidade da informação, pega passado, balanço, futuro, como você pode pegar as informações dele, e dizer que é confiável? É um cara mentiroso, de maneira asquerosa e populista dizendo que adotou o mercado. Claramente para obter o poder. Daí criticam PT porque faz algumas coisas. [Bolsonaro] é um cara que começou a vida como terrorista durante a democracia. É esse cara que vão querer? Lideranças responsáveis não têm o direito de não se posicionar e deixar passar esta insanidade. O caso mais terrível é o nazismo. Pensava-se que [Hitler] era um tonto que a gente controla.

Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/10/politica/1539187153_593055.html
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2018.05.17 22:42 rodrigoablima SOZINHO

Pessoal, estou começando a escrever. Aceito críticas, sugestões e elogios. Não tenho grandes pretensões, apenas quero melhorar minha escrita. Vou deixar vocês com um pouco de meu texto. Nele o protagonista perde a esposa num incêndio muda-se para São Paulo e aloja-se num hotel onde para esquecer o passado afunda-se nas drogas e outros vícios. É um romance de morte e ressurreição de paixão e redenção.
Olho a janela. Poeira e fumaça. Uma música viaja pelo ar. Crianças podem ser ouvidas a brincar na rua. O sol. Ah... O sol. Seu brilho está morrendo e sua luz ancestral torna o crepúsculo laranja como a eternidade. Dou uma tragada. Seguro. Solto. Respiro. O tempo desacelera. Fico olhando uma folhinha carregada pelo vento. Releio a carta que você me escreveu. Imagino seu rosto, seu perfume e seu toque. As memórias foram tudo que me restaram. Memórias sujas, cinzas como tons em cobalto. Pensar em você me faz mais sozinho. É como cavar um buraco no fim do poço da solidão. Eu não mereci o que fiz. Por que tudo terminou. Por que tudo terminou assim. Eu tinha tantos planos para nós dois, mas você se foi. E deixou minha vida com um gosto amargo de remédio ruim. Eu tinha que fazer algo ou iria acabar acabando com minha vida. Faz uma semana que não saio de casa. Já assisti todos os programas da TV a cabo. Já li e reli os livros que carreguei comigo depois do incêndio. O fogo consumiu não só minha casa e me desfigurou. Ele consumiu minha vida. Sou uma múmia murcha, oca e quebradiça. Não sou nem o reflexo do que eu era. Sou uma imagem embaçada de mim mesmo. Sou um eco distorcido em uma caverna escura e vazia. Um vento frio entra no quarto. O cobertor está viciado no suor. A sirene de uma viatura ecoa instavelmente ao longe. Olho no relógio. 22:30. Era a hora que você chegava. Expulso uma lagrima sacolejando o rosto como se espantasse uma lembrança ruim. Tomo coragem. Levanto da cama e logo estou na rua. O lugar é o mesmo de sempre. Parece maior, só que mais vazio e solitário. Caminho vagarosamente. Passo por várias lojas de comida e pequenos carrinhos de lanches. Sinto fome. As luzes das vitrines bruxuleiam em meus olhos. Uma tristeza quase brota como uma lagrima, mas eu a retenho. Não quero que outros vejam minha tristeza. Uma fina chuva cai. Então posso chorar sem notarem minhas lágrimas. Queria poder dizer te amo mais uma vez. Não tinha notado essa galeria nova. Entro. Compro um doce e como devagar. O açucar é dez vezes mais viciante que a cocaína. O prazer é o maior dos vícios. Eu era viciado no prazer. Agora acho que é o contrário. Encontro alívio na solidão e na contemplação. Ostra feliz não produz pérola. Ditado besta. Você gostava de ditados bobos. Sabia vários que eu não conhecia. Amasso o papel do doce e jogo no lixo. Estou sem chão e caminho. Quero me reencontrar. Você era meu GPS.
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2018.02.07 21:42 mckuhne89 Fitas paralelas/piratas de 5 a 8 jogos na memória para super nintendo.

Eu lembro que, quando criança, eu tinha uma fita com 8 jogos para super nintendo, contendo, que eu me lembre: top gear 2, Tom e Jerry, Faceball 2000, Super Turrican... Eu perdi essa fita e acabei ganhando uma de 5 jogos no lugar que possuia , Mighty Morphin Power Rangers: The Movie, Goofy Troop, Alladin, Batman Returns e First Samurai... Mas não encontro a imagem dessas fitas pela internet que tenho em minha memória...Vocês possuiam algo similar? Quais os jogos presentes nas suas fitas de vários jogos inclusos?
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2017.06.29 14:10 feedreddit Aplicativos de celular mostram histórias da região Portuária “esquecidas” pela Prefeitura

Aplicativos de celular mostram histórias da região Portuária “esquecidas” pela Prefeitura
by Cecília Olliveira via The Intercept
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“O museu me decepcionou e saber disso me causa repulsa”. A surpresa da mineira Margarete Schmidt ao visitar o Museu do Amanhã, na zona portuária do Rio de Janeiro, se deu quando foi informada de que a região – conhecida como “Pequena África” – foi a porta de entrada de centenas de milhares de pessoas escravizadas até o fim de 1830 . “Fiquei enojada. Não dá para imaginar a situação de vida dessas pessoas”, disse estarrecida.
As informações sobre a região não foram encontradas no Museu do Amanhã, que é focado em ciências e “possíveis caminhos para os próximos dos próximos 50 anos”, mas no Museu do Ontem, um aplicativo criado pela Agência Pública que ajuda os usuários a descobrirem histórias escondidas no centro do Rio.
O app segue uma lógica parecida com a do Pokémon Go, uma vez que permite uma interação do usuário com o espaço onde a história foi feita. Uma das opções para quem estiver na região é explorar o porto a pé, guiado pelo mapa atual ou por um de 1830, redesenhado pela artista plástica Juliana Russo. O aplicativo mostra os pontos turísticos e traz um compilado de reportagens sobre fatos pouco conhecidos. É possível, por exemplo, ouvir anúncios de negociação de escravos publicados nos jornais do Rio à época, narrados na voz da cantora Anelis Assumpção, ou até mesmo trechos do livro 1808, do jornalista Laurentino Gomes.
São 160 pontos mapeados e distribuídos em cinco tours temáticos: Terror, Samba, Fantasmas do Centro, Corrupção e História do Brasil. O tour do Terror se desenvolve a poucos metros do Boulevard Olímpico ­– onde turistas e moradores do Rio aproveitavam o “clima olímpico” durante os Jogos de 2016. Com o aplicativo, o usuário se depara no local com a deprimente história dos “Tigres”, como eram conhecidos os escravos na época. O áudio é angustiante:
A urina e as fezes dos moradores recolhidas durante a noite eram transportadas de manhã para serem despejadas no mar por escravos que carregavam grandes tonéis de esgoto nas costas. Durante o percurso, parte do conteúdo, repleto de amônia e uréia, caía sobre a pele e com o passar do tempo deixava listras brancas sobre as costas negras. Por isso, estes escravos eram conhecidos como ‘Tigres’.
Os “Tigres” continuaram em atividade na região até 1860. Para Margareth, o aplicativo faz a pessoa sentir o cheiro, a dor do “Tigre” e o olhar de repulsa dos transeuntes. “O problema é que o primeiro que ouvir poderá contraindicar [o app] a terceiros, pois é pesado. Muitos podem negligenciar, pois é mais fácil que encarar a história”, pondera.
Claro, a história da escravidão não é algo agradável. Mas negá-la não a faz desaparecer. Para a advogada Thais Pinhata, que estuda temas relacionados à negritude e já visitou a zona portuária mais de uma vez, “por maior que seja a cidade, ela ainda carrega um ‘quê’ de provinciana”. “São as mesmas famílias, ocupando os mesmos espaços e se vangloriando de fortunas e feitos que saem desse período de império/colônia, mas que se forem pensados a fundo, terão de ser vistos também sob outras perspectivas, como a escravização. É fácil dizer que o avô construiu esse ou aquele prédio, que fulano trouxe a art deco para o centro, difícil é dizer o custo que isso teve para quem vivia ali”, disse.
Em abril, Thais participou do lançamento de outro roteiro com propósito semelhante ao proposto pelo do Museu do Ontem. O “Pequena África” faz parte do aplicativo desenvolvido pelo projeto “Passados Presentes – turismo de memória da escravidão no Brasil”, da Universidade Federal Fluminense. O roteiro oferecido também busca difundir a memória da escravidão no Rio, especialmente as dos quilombos.
Imagem: Projeto Passados Presentes - turismo de memória da escravidão no Brasil
“Eu sabia da existência do mercado de escravos aqui, sabia que tinha alto volume de pessoas. Mas, quando estive com as pessoas que desenvolveram o aplicativo e elas mostraram a quantidade de quarteirões que isso ocupava, me assustei muito. Imagina quem nem para e pensa sobre isso. Falar de espaços faz com que tenhamos que falar de temas mais profundos”, reitera Thais sobre o porquê da escolha de se priorizar o Amanhã em detrimento do Ontem.
Os mercados de escravos tomavam conta da região portuária do Rio. No entanto, até 2011, isso era desconhecido. A área a que a advogada se refere tem quase um quilômetro de extensão. Sai do Cais do Valongo – maior porto negreiro das américas, onde mais de 700 mil negros escravizados aportaram a partir do século 18 –, passa pelo Museu de Arte do Rio (Antigo Palacete Dom João VI) e sobre o Túnel Rio 450 Anos, inaugurado em março de 2015.
São locais que fazem parte do conjunto de obras realizadas no Porto Maravilha, “concebido para a recuperação da infraestrutura urbana, dos transportes, do meio ambiente e dos patrimônios histórico e cultural da Região Portuária“. Parece que a prefeitura do Rio “esqueceu” a história africana ao construir o complexo sobre os milhares de ossos de escravos traficados, dizem os historiadores.
Largo da Prainha “ontem”, na pintura de Johann Moritz Rugendas na década de 1820 e hoje.
Mas o Museu do Ontem foi desenvolvido para resgatar a história. Por isso, quando o usuário chega no Largo de São Francisco da Prainha, é notificado que ali havia um dos mercados de escravos da região do Valongo. Era ali que, de acordo com o Passado Presente, provavelmente se situava o barracão pintado pelo artista alemão Johann Moritz Rugendas na década de 1820, já que a torre ao fundo é identificada como a da Igreja da Venerável Ordem Terceiro de São Francisco da Penitência, que ainda se pode avistar do local.
Um Hoje esvaziado
A região portuária e as pomposas obras do Boulevard Olímpico, Túnel Rio 450 e Museu do Amanhã também são cenário de outra história no Rio, a a da corrupção. A região abriga a maior parceria público-privada do país, feita em 2009 para o desenvolvimento do Porto Maravilha, como foi denominada a revitalização da zona portuária. O conjunto de obras aparece nas planilhas de contabilidade de corrupção da empreiteira Odebrecht, e foi citada Operação Xepa, da Polícia Federal, como uma das fontes de pagamento de propina a políticos. A revitalização custou R$ 8,2 bilhões e foi anunciado como um dos legados da Rio 2016. Além da Odebrecht, a Carioca Engenharia e OAS também participaram das obras na região. As duas também são investigadas na Operação Lava Jato.
Vista do Boulevard Olímpico
Foto: Tasso Marcelo/AFP/Getty Images
O “Tour da Corrupção” também está disponível no aplicativo com imagens e reportagens. Para descobrir os caminhos do dinheiro desviado, o usuário precisa de uma hora. Já o “Tour História Brasil”, que demanda duas horas de caminhada, aborda a história da região desde a chegada da família real. No “Tour do Samba”, o usuário descobre, em uma hora, os encantos da casa da Tia Ciata, do Afoxé Filhos de Gandhi, da Pedra do Sal entre outros outros locais onde o samba se desenvolveu na cidade. Porque afinal, a história dos negros não se resume a pilhagens e escravidão. É também a riqueza de nossa cultura.
O Museu do Amanhã promete “uma narrativa sobre como poderemos viver e moldar os próximos 50 anos”, “para ampliar nosso conhecimento e transformar nosso modo de pensar e agir”. A pergunta que fica é quase retórica: Como planejar o amanhã desconsiderando o ontem?
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2015.12.31 00:24 amici_ursi Subreddit Stats: portugal top posts from 2014-12-29 to 2015-12-28 16:18 PDT

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    4. Tou com vontade de comprar estas pantufas só para experimentar isto. (66 pts, 22 comments)
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    6. O cenário para esta entrevista estava original (61 pts, 10 comments)
    7. Cavaco Lee (50 pts, 1 comment)
    8. A 11 de Setembro de 1985 aconteceu o pior acidente ferroviário de Portugal. Duas composições colidiram junto ao apeadeiro de Moimenta-Alcafache a cerca de 100 Km/h, com o nº total de mortos estimado em mais de 100 pessoas. (49 pts, 43 comments)
    9. [HEA]No início do sec.XX, o Leiteiro era uma profissão em Lisboa. Andava pelas ruas com as vacas ou cabras, e vendia o leite ao domicílio, tirado diretamente dos animais. (42 pts, 17 comments)
    10. O motor não pega? Um pouco de perfume é capaz de ajudar (39 pts, 9 comments)
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    1. Um pãozinho é sempre apetitoso, mas... (99 pts, 12 comments)
    2. Lembram-se da minha carrinha roubada? (83 pts, 28 comments)
    3. Estuário do Tejo, por Samantha Cristoforetti, astronauta italiana (66 pts, 2 comments)
    4. Chico esperto (62 pts, 5 comments)
    5. Portugal não consegue travar avanço da vespa-asiática (62 pts, 37 comments)
    6. Os 100 apelidos mais comuns em Portugal (registados no primeiro semestre de 2015). (61 pts, 73 comments)
    7. Há que chamar as coisas pelos nomes (59 pts, 10 comments)
    8. The Strangest, Most Eclectic, Fantastical Palace I've Ever Seen: The Pena Palace, a UNESCO World Heritage Site in Sintra, Portugal (x-post /Europe) (53 pts, 20 comments)
    9. André Carrilho vence World Press Cartoon (52 pts, 7 comments)
    10. HEA que o site de queixas electronicas do MAI tem um botão de pânico para quem estiver a fazer uma queixa às escondidas (52 pts, 12 comments)
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    1. The feels (317 pts, 67 comments)
    2. ;( (145 pts, 19 comments)
    3. How Powerful is Portugal? (101 pts, 98 comments)
    4. Encontrei um livro muito interessante! (74 pts, 46 comments)
    5. Depois de ver aquela imagem do NOS Alive(x-post /adviceanimals (68 pts, 15 comments)
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    1. Cavaleiros que dizem joelho (144 pts, 35 comments)
    2. Vou só deixar esta imagem aqui, ok? Pronto, é tudo, continuação de bom dia. (94 pts, 7 comments)
    3. "O chefe-editor da Redditor" - é fácil ser "jornalista" no SAPO... (90 pts, 37 comments)
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