O que não falar sobre em uma primeira data

Ela se tornou uma pessoa que ninguém reconhece mais', declarou. Em seguida, ele afirma que tem várias revelações a fazer sobre a primeira-dama e que não guardará mais segredo. Tenho muitas coisas para falar, muitas coisas que a gente guardou por anos, anos, para defender o nome dela e a posição dela. Para falar sobre a data em que Neymar nasceu, o texto diz: “Neymar da Silva Santos Jr. was bornon February 5, 1992.”Nota-se que, inglês, datas são ditas na seguinte ordem: mês + dia + ano.Use essa mesma estrutura para escrever as datas em inglês. Em uma confecção, você pode usar o Big Data para descobrir se há uma preferência nacional ou regional por suéteres de lã ou blusas de algodão. Da mesma forma, a visualização desses dados podem indicar oportunidades. Um exemplo claro dessa ação foi o case do McDonalds. Vale ter uma equipe de TI altamente especializada, mas melhor ainda é descentralizar o conhecimento, contando com profissionais que entendem sobre big data em cada setor, o que aumenta a capilarização da tecnologia na empresa. 4. Planeje a ação. O modo como uma empresa funciona depende dos processos. Gestores de frotas precisam saber sobre seu direito de apresentar recurso de multa por não identificação de condutor. A lei prevê penalidade à empresa que não apresentar o condutor que cometer infrações com os veículos da frota. Por isso, é importante indicar o condutor dentro do prazo concedido pelo órgão de trânsito. No entanto, se… Vamos entrar em 2016 livres de atitudes e manias que a gente nunca pensou que fossem tão daninhas, mas estão nos colocando no grupo de pessoas insuportáveis. Prepara! 1 — Não existe o jeito ... Todas essas palavras aparecem em todas as línguas. O que elas têm em comum é que elas não têm sintaxe - que é a regra de organização das palavras para criar frases bem formadas em uma língua. 'O que está em questão não é o dia do pinto', diz Thammy Miranda sobre o Dia dos Pais O empresário enfrenta ataques pela data comemorativa e revela: 'a sensação de ter o Bento do meu lado ... “O professor tem uma formação no curso de pedagogia que só ensina Matemática e Língua Portuguesa. Ele não aprende História e Geografia”, afirma. “Eles não sabem os conteúdos e é normal que eles não saibam, mas eles também não têm a menor ideia do que são as estratégias de didáticas relacionadas com estes conteúdos. Zema atribui a incerteza sobre a data do pagamento ao momento econômico de Minas Gerais, que, assim como o restante do mundo, sofre em função dos reflexos da pandemia da COVID-19.

U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

2020.09.20 14:53 UninformedImmigrant U wot m8? Estórias de um gajo que se mudou para o UK [Capítulo 1: Mudanças e chegadas]

Olá amigos. No post anterior introduzi levemente o espírito desta série, e este é o primeiro capítulo "a sério" da série. Este capítulo versa sobre o processo de preparação para a mudança e o "primeiro embate" da chegada ao novo país; que assuntos tive que tratar imediatamente antes de me mudar, assim como assim que cheguei. Como tenho dito, esta experiência é pessoal, e é importante que entendam que não se aplicará certamente a todos. Riam-se, chorem, e deixem os vossos pensamentos na caixinha em baixo.
Ao longo do texto vão ver uns números entre parênteses rectos ([XXXX]). Isto são referências que estão por extenso perto do fim do post, na secção apropriadamente denominada "Referências".

Take-Aways Principais

Eu gosto de ter uns bullet points com as ideias principais que se devem reter de cada capítulo, uma espécie de "se não leres mais nada, lê isto" do capítulo. Os deste capítulo rezam assim:
Os detalhes estão no texto por aí abaixo.

A odisseia do trabalho científico em Portugal

Já alguma vez tiveram aquele sonho em que querem gritar e não conseguem? Aquela sensação quase infantil de impotência, do pavor da inacção e do pasmo em relação ao que quer que seja que se está a desenrolar à nossa frente? Ou aquele em que querem esmurrar alguém mas não acontece nada? A sensação de impotência é, pessoalmente, das piores que podemos ter; a de querermos fazer alguma coisa, acharmos que sabemos o que fazer e não conseguirmos.
Trabalhar no tecido académico e de micro-empresas português (vulgo technology transfer) é um bocadinho assim. Por mais que um gajo se esforce, é muito difícil escapar à subsidio-dependência, à chico-espertice, à mediocridade, à inexperiência, à falta de processo e, acima de tudo, à falta de recursos. Por bom que seja o sonho, por interessante que seja o projecto, por positivo que seja o ambiente de trabalho, por porreiros que sejam os colegas, há uma sensação latente de "isto não vai dar para construir uma carreira". Isto torna-se particularmente agudo quando se trabalha numa área de tecnologia de ponta, para a qual inevitavelmente o mercado português está pouco desenvolvido. Não havendo mercado, a empresa vira papa-projectos e passa a viver de fundos comunitários, QRENs, COMPETEs, H2020s e coisas que tal. O tempo que se devia gastar em desenvolvimento é gasto a tentar convencer revisores de projectos a darem-nos mais uma esmola, e todos os projectos são uma corrida ao fundo: como é que conseguimos fazer esta omelete bonita com muito poucos ovos? Será que precisamos mesmo de duas pessoas para fazer isto, não dará só uma? Certamente o equipamento X também dá para este projecto.
Um aspecto particularmente doloroso neste ambiente é a altíssima rotatividade dos colegas. Quando se trabalha nestas condições tende-se a depender de recursos precários: bolseiros de investigação, estágios IEFP, estágios profissionais, estágios académicos, e por aí fora. Isto torna imediatamente impossível treinar alguém para fazer alguma coisa de jeito, e dei por mim a ensinar 3 ou 4 pessoas a fazer a mesma coisa em ocasiões diferentes ao longo dos anos. Nunca ninguém fica e toda a gente parte para outra, seja porque a empresa não lhes pode pagar, ou porque são incompetentes demais para nos darmos ao trabalho de lhes tentar arranjar financiamento. As caras e os nomes confundem-se numa espécie de groundhog day tecnológico em que cada ano que passa temos as mesmas conversas. Um tipo que vá ficando, ora porque é bom ou porque é teimoso, vai dando por si a avançar na idade ao mesmo tempo que os colegas não. A certo ponto, todos os meus colegas eram pelo menos uns 4 ou 5 anos mais novos que eu; ora se até eu quase nem tinha barba (hipérbole), então eles estavam mais verdes que as bananas da Costa Rica quando chegam ao Continente.
Quando me perguntam porque é que os portugueses têm tendência a se dar bem lá fora, aponto-os sempre para as condições em que somos habituados a fazer trabalho world-class. As publicações a que submetemos artigos não querem saber das nossas dificuldades; querem papers de qualidade. As agências de financiamento não querem saber de rotatividade, querem saber de know-how, track record e orçamentos. O trabalho que temos que entregar para sobreviver tem que ser de topo, ao mesmo tempo que as condições são de fundo. Pega-se num tipo habituado a isto, senta-lo numa cadeira de 300€, dá-se-lhe 3 monitores e um portátil que dava para comprar um carro, e é natural que o desempenho seja incrível.
Eu não me considero um perfeccionista (e acho que quem se considera perfeccionista pensa demais de si próprio) mas procuro estar numa constante curva ascendente no que toca à qualidade do meu trabalho. Umas vezes a curva é mais inclinada, outras vezes é menos inclinada, mas a cada dia estar um bocadinho melhor que no dia anterior. Aliás, quem me conhece sabe que esse é um traço que aplico em quase tudo: no trabalho, na vida, no desporto, etc. Antes de me mudar sentia que tinha batido no tecto da qualidade do que podia entregar. O meu esforço era máximo e o factor limitador da qualidade da entrega era a forma como o trabalho que eu tinha para fazer era entregue. Não havia tempo suficiente para inovação, era preciso planear de forma irrealista (e entregar de forma irrealista) para se conseguir fazer o malabarismo de todos os projectos. A constante mudança de contexto comia horas todos os dias.
A ética de trabalho portuguesa é, geralmente, horrível. Se eu trabalhei as minhas 8h, entreguei o que tinha para entregar e não tenho horário de trabalho, então vou sair às 16h. Ou chegar às 10h. Geralmente, fazer menos que 9-19 é mal visto, e eu fui sempre muito vocal (se calhar de forma prejudicial para mim próprio) acerca do quão estúpido isso me parece. Cheguei a ouvir algo semelhante a "tu és daqueles gajos que vão de férias desaparecem do mapa". Não é esse o objectivo das férias?

Um dia destes decidi mudar-me para o UK

Então um dia desatei a mandar CVs por esse mundo fora, a ver o que colava. Inevitavelmente, apareceram-me várias ofertas interessantes, a melhor das quais no UK. Contas feitas, a oferta praticamente multiplicou o meu salário bruto por 5 (talvez um bocadinho mais), empurrando-me de um salário mediano em Portugal para um salário bastante acima da média no UK. Esta é daquelas particularidades a que me refiro quando digo que a minha experiência é extremamente pessoal: eu tive a sorte de gostar e ter talento para trabalhar nesta área, e a dupla sorte de ser uma área em que simultaneamente há muita oferta e pouca procura de trabalho. Meio ao calhas cultivei um skillset muito valioso, ou que consegui vender bem. Infelizmente, para manter esta conta dissociada da minha identidade não vos posso especificar qual é; somos poucos, tornava-se muito fácil encontrar-me pelas publicações.
Curiosamente, está agora (à data da escrita) a fazer um ano que me decidi mudar. Nessa altura, a maior preocupação de quem se mudava para o UK era o Brexit, mas houve uma série de factores que me acalmaram:
Acerca deste último: ser estrangeiro no UK ou ser em qualquer outra parte é, para mim, semelhante. Então, se o Brexit por alguma razão resultasse numa perseguição aos estrangeiros, ou numa forte desvalorização da libra, etc, a minha situação ainda assim seria melhor que antes. Teria um CV mais rico, experiência adicional na indústria, e dinheiro no banco, tudo factores que facilitariam a mudança para um país terceiro.
Portanto com os factores políticos resolvidos por ora, e com a família a apoiar, lá me decidi.
Lá vim eu.

Preparação

A preparação para a mudança dividiu-se em:
Para benefício máximo meu e das duas empresas envolvidas, decidi reservar apenas umas 3 semanas sem trabalhar para tratar de tudo. Arrependi-me profundamente: devia ter fodido uma das empresas (a velha, potencialmente) e tido mais tempo para mim e para os meus. Naturalmente, houve muito que pude fazer enquanto trabalhava, como tratar da documentação. A logística foi um pesadelo; tive que esvaziar o apartamento em 2 dias e encontrar forma de arrumar tudo o que tinha na minha casa de família. Uma boa parte ficou por fazer pois queria passar tempo com a família em vez de arrumar merda. Tive que denunciar o contrato de arrendamento, da energia, da água e das telecomunicações. Obviamente, a Vodafone foi a mais merdosa no meio disto tudo, primeiro porque queriam que pagasse a fidelização (tive que demonstrar que vinha para o estrangeiro), e depois porque queriam cobrar o equipamento apesar de o ter entregue a horas e em boas condições. Típica escumalhice de telecom portuguesa, nada de novo.
A preparação legal foi mais cuidada. Para referência, a documentação que preparei foi:
Também nomeei (por procuração) um representante legal em Portugal. Inicialmente pareceu-me overkill, e apenas o recomendaria se tiverem alguém que seja de muita, muita confiança. Mas para mim tem sido muito útil, pois essa pessoa pode-me substituir em qualquer todos os compromissos, requerer a emissão de documentação em meu nome, transaccionar os meus bens (tipo vender o carro velho) e negociar em meu nome com as telecoms quando se armam em parvas (ver Vodafone acima). A pessoa que ficou com esta responsabilidade é da minha absoluta confiança, mas mesmo assim é um compromisso que deve ser mantido debaixo de olho e apenas pelo tempo necessário.
Às tantas perguntei-me "sua besta, já pensaste em quanto dinheiro vais gastar?" Bom, através de uma combinação de salário baixo e escolhas financeiras pouco saudáveis (que reconheço mas não quero detalhar), as minhas poupanças resumiam-se a uns míseros 2000€. Amigos, 2000€ não é dinheiro nenhum. Precisava de mais. Pelas minhas contas, e porque não vinha sozinho, precisaria de cerca de 15000€ para fazer isto com algum descanso, ainda que não conforto.
Lembram-se de quando tivemos uma crise "once in a lifetime" em 2008? Aquela da qual vamos ter saudades agora em 2021? Essa mesmo. Uma consequência engraçada dessa crise foi que as pessoas se habituaram a fazer crédito ao consumo, e os bancos habituaram-se a emprestar dinheiro como quem dá cá aquela palha, já que o Estado depois os resgata e ninguém vai preso. Como sempre trabalhei, paguei os meus impostos e nunca tive dívidas, pude pedir um crédito pessoal para pagar a mudança inicial. 15k no banco, check.
Obviamente não o gastei todo, e a empresa para onde fui trabalhar devolveu-me uma esmagadora parte do que gastei através de um fundo de "relocation expenses". A empresa pagou (mas eu tive que adiantar):
Em cima disso, paguei eu:
Admito que fiz algumas escolhas controversas, e houve muito dinheiro perdido em conversão de moeda. Podia ter ficado fora da cidade enquanto procurava apartamento, podia ter comprado mobília mais barata, podia ter dormido no chão, podia ter comprado malas mais baratas, podia ter andado de comboio em vez de alugar carros quando precisei. Mudei-me de uma forma que considero "medianamente confortável": não o fiz luxuosamente, mas dei-me ao luxo de trazer a Maria, de não ter que partilhar casa e de evitar largamente transportes públicos. Com o dinheiro que a empresa me devolveu constituí um fundo de emergência. Não liquidei logo a dívida porque entendo que é mais importante ter um fundo de emergência do que estar debt-free (mais sobre isso daqui a um post ou dois).
São escolhas. Emigrar é caro, amigos. Conheço quem o tenha feito com 200€ no bolso, mas não é confortável e não quero isso para mim.
Praticamente foi tudo pago através do Revolut. Criei uma conta pouco antes de vir, comprei o premium para não ter limites de conversões, e usei. Inclusivamente recebi lá o primeiro salário enquanto não criei a conta no banco.
A preparação emocional foi a menos complicada. O meu núcleo duro é relativamente pequeno, e toda a gente estava preparada há muito tempo para que eu "fugisse"; era conhecido praticamente desde que tinha começado o PhD que a minha área não era viável em Portugal, e que estava revoltado com a ética de trabalho merdosa. Naturalmente a minha mãe não gostou da ideia, mas são coisas da vida. Ainda assim, um conselho: não se armem em fortes e não descuidem a preparação psicológica/emocional que é necessária para este tipo de viagem. Eu sei que pessoas diferentes têm níveis de resiliência diferentes, mas o português tem muito a mania de achar que é o maior; cuidado com isso. Além disso, não deixem que estas preparações vos tomem todo o tempo que têm; guardem tempo para estar com a família, para lazer, e para descansar. Eu deixei-me consumir um pouco e não foi bom.

Como não ser sem-abrigo

Aterrei em meados de Setembro num dia nublado com duas malas de 30kg, uma mochila para mim e outra para a Maria, e a convicta certeza de que me estava a foder. Tinha cerca de 2.5 semanas até começar a trabalhar, e até lá a missão era só uma: encontrar um apartamento. Há muito para dizer acerca da habitação no UK, vou escrever um post só para isso e por isso aqui vou focar apenas na experiência do recém-chegado.
Eu decidi que não estava disposto a arrendar pelo privado; iria sempre através de uma agência imobiliária. Como não tinha tanta familiaridade com o mercado nem com a legislação, achei que seria mais seguro ir por essa via mais cara e minimizar a possibilidade de ser ludibriado. Recomendo vivamente. Então comecei a encetar contactos por telefone para marcar visitas a apartamentos.
E aí bateu-me.
Eu não conseguia perceber nada do que estes caralhos diziam ao telefone. NADA. "Ahka hrask apfiasdafsd duja sudn" diziam eles, e eu "sorry, I have a really bad connection, could you repeat that?" e eles lá repetiam mais calmamente "G'mornin, how can I help you today?". Muita vez disse eu que tinha pouca rede, a ver se eles abrandavam um bocadinho. E funciona! Top tip: se estiverem a tentar perceber o que eles dizem por telefone, queixem-se da ligação; o serviço móvel no UK é tão mau que eles vão na conversa.
Agora, eu sei falar inglês, ok? Naveguei perfeitamente bem as entrevistas, tenho dúzias de publicações em inglês "impecável", e trabalho em inglês há anos e anos. O problema é o seguinte: falar inglês enquanto se trabalha e escrever coisas em inglês são ambos experiências muito diferentes da de tentar falar com um nativo com sotaque, que assume maneirismos e expressões que não conhecemos, sobre locais que não conhecemos e dentro de um sistema (de arrendamento) que não conhecemos, tudo isto por telefone e sem poder ler nos lábios nem ler expressões corporais.
Com algum desenrascanço tipicamente português fui enchendo os dias de visitas a apartamentos na zona. Num dos dias aluguei um carro para ir ver apartamentos numa cidade vizinha (onde até acabei por ficar), algo que recomendo vivamente. Durante essas semanas vimos facilmente uns 25 apartamentos, talvez mais. As primeiras impressões foram:
(Um aparte acerca da alcatifa: se tiverem uma casa toda alcatifada comprem um robot aspirador de qualidade e aspirem todos os dias, até mais do que uma vez. A vossa qualidade de vida vai aumentar 1000 vezes.)
Escolhido o apartamento, fizemos uma oferta/candidatura. Oferecemos o valor que o senhorio pedia e, já tendo falado com muitos agentes, ofereci-me para pagar o contrato inteiro de 6 meses no dia da entrada. O que se seguiu foi um processo que, para mim, era completamente estrangeiro: o de "referencing" do potencial arrendatário. Pediram-me as moradas anteriores até 3 anos e os contactos dos senhorios, assim como a minha morada de família permanente e (muitos) dados pessoais. Essa informação foi usada para verificar que eu não era um impostor, e para verificar que tinha o hábito de pagar a renda. Ligaram para a minha antiga senhoria portuguesa, uma senhora de 82 anos, a perguntar se eu pagava a renda. Por mero acaso ela fala inglês (foi investigadora) e soube-lhes dar resposta, mas achei a atitude absolutamente desnecessária. Lembro-me de me sentir ofendido; "mas estes filhos da puta acham que pagar 6 meses à cabeça não chega?"
Seguiu-se um contrato de arrendamento para uma Assured Shorthold Tenancy [1], que é a modalidade "normal" de arrendamento para habitação por aqui. O agente imobiliário tratou de toda a papelada, mas eu tirei um dia para ler todo o contrato e verificar se batia certo com o que conhecia da lei daqui, o que recomendo vivamente. Atenção que a partir de meados de 2019 as taxas cobradas pelos agentes imobiliários passaram a ser limitadas por lei [2], por isso se vos pedirem alguma taxa administrativa mandem-nos sugar no pénis mais próximo. Na altura disseram-me que o normal, antes dessa mudança, seria o arrendatário pagar uma taxa de 700 libras à imobiliária pelo serviço. Era matá-los.
Assinado o contrato, ficou fixada uma data para entrada no apartamento. O valor a pagar é esperado nesta altura, no momento imediatamente precedente à entrega das chaves, o que significa que é preciso ter esse dinheiro disponível num cartão aceite pela imobiliária. Obviamente que é possível pagar por transferência, mas isso pode atrasar a data de entrada, e eu estava a pagar hotel por isso tinha interesse em me despachar.
Este processo foi, para mim, extremamente stressante. Até ao momento em que temos a chave na mão, o nível de incerteza é altíssimo: vou precisar de estender a estadia no hotel? Vou ter dinheiro que chegue caso o senhorio recuse o arrendamento? Será que vou ter que procurar noutra zona? Será que vou conseguir fazer isso enquanto trabalho? Para mim, encontrar a primeira casa foi facilmente a parte enervante da mudança. Agora já tenho uma posição muito mais sólida: conheço a zona, conheço o mercado, tenho um pé de meia e transporte próprio. O início custa muito mais.

Burocracias adicionais a tratar no início

Além da casa, que era a minha primeira preocupação, há um outro conjunto de coisas que têm que ser tratadas quanto antes:

Referências

[1] https://england.shelter.org.uk/housing_advice/private_renting/assured_shorthold_tenancies_with_private_landlords [2] https://www.gov.uk/government/collections/tenant-fees-act [3] https://www.gov.uk/council-tax [4] https://www.gov.uk/tax-codes [5] https://www.gov.uk/income-tax/how-you-pay-income-tax

Capítulos Anteriores

O próximo capítulo deve ser mais sobre habitação ou sobre compramanter carro e conduzir. Depende de qual o capítulo que acabar por ficar pronto mais cedo. Às tantas calha ser outro qualquer ¯\_(ツ)_/¯
Se este post gerar uma resposta tão forte como os outros, é possível que eu não consiga responder a todos os comments. Se for esse o caso, peço desculpa; vou dar o meu melhor.
No outro post alguém (um mod?) colocou o flair "Conteúdo Original". Não encontrei esse por isso pus "discussão".
Abraços, e obrigado por virem à minha TED talk.
submitted by UninformedImmigrant to portugal [link] [comments]


2020.09.14 03:04 KatarinaMolovSOP É muito difícil ter empatia dentro de casa

Hoje eu desisti. Desde muito tempo venho me sentindo um lixo por causa da pandemia. O apocalipse chegou no Brasil quando eu finalmente consegui conquistar coisas que eu lutei pra conseguir. Finalmente tinha um emprego de carteira assinada depois de 2 anos procurando, finalmente tinha conseguido passar no curso que eu tanto queria, na faculdade que eu queria, e eu finalmente estava melhorando da depressão que me acompanha desde os 14 anos.
E ai o Corona chegou na minha cidade. Não perdi o emprego, fui para home office, mas as cobranças aumentaram de maneira exponencial, e minhas aulas foram suspensas por tempo indeteminado.
Passam 6 meses e continuamos na mesma, porém a cobrança do emprego aumentou tanto, mas tanto, que eu passo mal todos os dias por causa do estresse, e minhas aulas começaram em agosto com previsão pra acabar o primeiro período na primeira semana de outubro. A ideia da faculdade foi comprimir dois períodos em 6 meses, então estou lotada de trabalho até o pescoço, e tem a depressão, ah, a fudida da depressão que me acompanha a quase 7 anos... Eu afundei nela.
Hoje de manhã na hora do café eu chorei, e chorei muito, falei pra minha mãe o tanto que eu sentia saudades de comprar um picolé no mercadinho e poder voltar a pé pra casa tomando meu picolé, sem ter que me preocupar de passar álcool na embalagem. Falei da saudade que eu sinto de andar de ônibus, de abraçar meus amigos, de ir no cinema. Falei sobre o tanto que eu sinto falta da normalidade, e que não aguento mais ficar trancada em casa por culpa de gente que não respeitou o isolamento logo no início e agora criou esse efeito cascata que nos prende em casa desde o mês 3.
Ela me disse pra parar com isso, já que todo mundo tá assim. Eu só queria ser escutada.
Depois minha tia veio perguntar como eu estou e eu comecei a chorar e disse a mesma coisa para ela, e ela me disse que isso é falta de fé.
Depois veio a minha irmã e juntou no bonde e me disse que eu choro demais e deixo todo mundo da casa mal.
Eu só queria ser escutada
E ai as três juntaram para falar que eu não devia estar triste desse jeito já que eu faço tratamento psicológico e psiquiátrico, falaram que minha terapia e meu remédio não valem de nada, já que eu continuo desse jeito. E falaram um monte, por quase duas horas. Fui desabafar e acabei levando xingo.
Bom, eu desisto. Já falei pra psicologa que eu vou parar com a terapia e agradeci ela pelas sessões que tivemos, já fiz uma lista com as despesas que eu tenho e deixei explicado onde está o dinheiro para pagar elas, e fiz uma lista com minhas contas bancárias que precisarão ser encerradas, e já escolhi minha data, que é depois do fim do meu período, já que tenho muitos trabalhos em grupo e não quero deixar ninguém na mão.
É isso, eu desisto, e vou embora assim que o período acabar. Não quero ser mais um estorvo pra essa merda chamada família. Eu já cheguei no meu limite, e já passei por muito abuso físico aqui dentro que não dá pra resumir em um só post, essa falta de pelo menos um ombro pra chorar foi a gota d'água. Daqui 4 semanas eu vou estar em paz, e é isso. Tempo suficiente pra ajeitar o que precisa ser ajeitado.
submitted by KatarinaMolovSOP to desabafos [link] [comments]


2020.08.27 16:02 Scabello More about Belarus color "revolution"

Text from a amazing marxist virtual magazine from Brazil.

https://revistaopera.com.b2020/08/26/belarus-nacionalismo-e-oposicao/

Belarus: nacionalismo e oposição


As manifestações em Belarus estão recebendo uma grande cobertura nos meios ocidentais, o que se reflete na imprensa brasileira, que se contenta em traduzir e repetir aquilo que é dito em grandes veículos europeus. A amplitude e até a paixão dessa cobertura gera, por efeito de contraste, uma sensação de falta de profundidade, já que em meio de tantas notícias, carecemos até mesmo de uma introdução sobre aspectos específicos do conflito e dos atores que participam dele. O que a cobertura nos oferece, no entanto, é uma narrativa sobre manifestantes lutando contra um ditador em nome da liberdade, discurso fortalecido por uma certa abundância de imagens. Na frente desta luta, a candidata derrotada – alegadamente vítima de fraude – Sviatlana Tsikhanouskaya, uma “mulher simples”, “apenas uma dona de casa”, o símbolo da mudança. Em alguns dos meios de esquerda e alternativos, este posicionamento da grande mídia já gera uma certa desconfiança. Imediatamente surgem perguntas sobre quem forma essa oposição e se podemos fazer comparações com a Ucrânia em 2014, onde uma “revolução democrática” foi acompanhada por grupos neofascistas, ultranacionalismo e chauvinismo anti-russo. Outros já se revoltam contra o reflexo condicionado e declaram que não podemos julgar os eventos de Belarus pela ótica dos eventos ucranianos, e que avaliações não deveriam ser feitas na função inversa da grande mídia. Me deparando com a diversidade de problemas que podem ser desenvolvidos a partir do problema de Belarus, decidi começar com um problema simples de imagem e simbologia, mas que nos traz muitas informações. As imagens que estampam os jornais são dominadas por duas cores: branco e vermelho.

Uma disputa pela história

Uma faixa branca em cima, uma faixa vermelha no meio e outra faixa branca embaixo – esta bandeira domina as manifestações oposicionistas em Belarus. Ela surgiu primeiro em 1919, em uma breve experiência política chamada de República Popular Bielorrussa, órgão liderado por nacionalistas mas criado pela ocupação alemã no contexto do pós-Primeira Guerra, Guerra Civil na Rússia e intervenção estrangeira que ocorreu naquele período. Uma bandeira diferente do símbolo oficial de Belarus: do lado esquerdo, uma faixa vertical reproduz um padrão tradicional bielorrusso, como na costura, em vermelho e branco, do lado duas faixas horizontais, vermelho sobre verde (somente um terço em verde). Bandeira muito similar à velha bandeira da República Socialista Soviética de Belarus, com a diferença que na antiga o padrão tradicional estava com as cores invertidas e na massa vermelha horizontal brilhava a foice-e-martelo amarela com uma estrela vermelha em cima. Os manifestantes também usam um brasão de armas histórico do Grão Ducado da Lituânia, a Pahonia, onde vemos um cavaleiro branco, brandindo sua espada e segurando um escudo adornado por uma cruz jaguelônica. O emblema oficial de Belarus, no entanto, é diferente, correspondendo à simbologia soviética, onde um sol que se levanta sobre o globo ilumina o mapa de Belarus, com bagos de trigo nos flancos e uma estrela vermelha coroando a imagem. Essa diferença entre símbolos do governo e da oposição não é só uma diferença política momentânea, mas remete a uma disputa pela identidade nacional de Belarus, a processos divergentes de formação de consciência nacional, conforme exemplificados por Grigory Ioffe. Quando Belarus se tornou independente da União Soviética nos anos 90, isto aconteceu apesar da vontade popular, sem movimentos separatistas como os que ocorreram vigorosamente nas repúblicas soviéticas bálticas, vizinhas de Belarus pelo norte, ou na parte ocidental da Ucrânia, país que faz fronteira com Belarus pelo sul. Pelo menos até pouco tempo atrás, a maioria dos cidadãos se identificava com a Rússia e concebia a história de Belarus no marco de uma história soviética. Para a maioria da população, o evento mais importante da história de Belarus foi a Grande Guerra Patriótica, isto é, a resistência contra os invasores nazistas, o movimento partisan como primeiro ato de vontade coletiva. É depois da guerra que os bielorrussos se tornam maioria nas cidades do país (antes de maioria judaica, polaca e russa), bem como dirigentes da república soviética – líderes partisans se tornaram líderes do partido. Esse discurso filo-soviético também é acompanhado pela ideia de proximidade com a cultura russa, inclusive a constatação de que é difícil fazer uma diferenciação nacional entre as duas culturas. Em termos de narrativa histórica, isso é acompanhado por afirmações como a de que a Rússia salvou o povo das “terras de Belarus” da opressão nacional e religiosa dos poloneses. Então, figuras históricas da Rússia são lembradas, como por exemplo o general Alexander Suvorov (1730 – 1800), que é celebrado como um herói da luta contra a invasão polonesa das “terras de Belarus” e da Rússia em geral. Essa ideia de união entre Rússia e Belarus é fundamental para o pan-eslavismo. A revolução em 1917 também é considerada um episódio nacional, o começo da criação nacional de Belarus dentro da União Soviética, com sua própria seção bolchevique e adesão dos camponeses à utopia comunista, mas nem isso e nem a história nacional russa superam a Segunda Guerra Mundial como fator de consciência nacional. Contra esta visão surgiu uma alternativa ocidentalizante, que propõe que Belarus é um país completamente diferente da Rússia, que foi dominado pela Rússia e que precisa romper com Moscou para ser um país europeu. Essa tendência tenta afirmar a existência de um componente bielorrusso específico na Comunidade Polaco-Lituana, identificando a elite pré-nacional com nobres locais. Atribuem a “falta de consciência nacional” no país à intrigas externas. Seus heróis de forma geral são heróis poloneses, e celebram quando os poloneses invadiram a Rússia. Se esforçam por fazer uma revisão histórica que justifique a existência de uma nacionalidade bielorrussa atacando a narrativa ligada à Segunda Guerra Mundial, renegando a luta dos partisans e enquadrando sua nação como uma “vítima do estalinismo”, que passa ser comparado com o nazismo como uma força externa. Suas preocupações centrais, além de tentar construir uma história de Belarus antes do século XX, está a preservação da língua bielorrussa em particular, com suas diferenças em relação ao russo. Nessa visão, as repressões do período Stálin deixam de ser uma realidade compartilhada com os russos e outras nacionalidades soviéticas, para ser entendida como uma repressão contra a nação de Belarus, exemplificada principalmente pela repressão de intelectuais nacionalistas. Na tentativa de desconstruir o “estalinismo” e os partisans, os nacionalistas defenderam a Rada Central de Belarus, um órgão colaboracionista criado pela ocupação alemã, que não pode ser chamado sequer de governo títere, mas que adotava a visão histórica dos nacionalistas e fez escolas de língua exclusivamente bielorrussa em Minsk. A Rada foi liderada por Radasłaŭ Astroŭski, que foi para o exílio norte-americano e dissolveu órgão depois da guerra para evitar responsabilização por crimes de guerra. A versão nacionalista não só defende a “posição complicada” dos colaboradores nos anos 40, como revisa positivamente o papel do oficial nazista Wilhelm Kobe, Comissário Geral para Belarus entre 1941 e 1943 (até ser assassinado pela partisan Yelena Mazanik). Argumenta-se que Kobe seria um homem interessado nas coisas bielorrussas e seu domínio permitiu o florescimento nacionalista. Do lado colaboracionista existiu uma Polícia Auxiliar e a Guarda Territorial Bielorrusa, as duas ligadas aos massacres nazistas e associadas a uma das unidades mais infames da SS, a 36ª Divisão de Granadeiros da SS “Dirlewanger”. Depois, foi formada por uma brigada bielorrussa na 30ª da SS. A colaboração usava as bandeiras vermelha e branca, com a Guarda Territorial usando braçadeiras nessa cor. Essas cores seriam retomadas na independência do país em 1991, mas foram muito atacadas por sua associação com a colaboração. Por isso ela foi rechaçada por uma maioria esmagadora em um referendo realizado em 1995, que definiu os símbolos nacionais de hoje e mudou o “Dia da Independência” para 3 de Julho, dia em que Minsk foi libertada das forças de ocupação nazista, em 1944. A visão nacionalista e ocidentalizante é minoritária, compartilhada por algo entre 8% e 10% da população; número que é consistente com o número de católicos do país – um pouco maior, na verdade, o que serve para contemplar uma minoria de jovens de Minsk, que proporcionalmente tendem a ser mais adeptos de uma visão distinta da história soviética. Em 1991, o nacionalismo se reuniu na Frente Popular Bielorrussa, em torno da figura do arqueólogo Zianon Pazniak, que representava uma militância radical, anti-russa, europeísta e guardiã dessa simbologia nacional. O movimento fracassou e parte disso provavelmente se deve à liderança de Pazniak, tido como intolerante. Havia também um movimento paramilitar chamado Legião Branca, que se confrontaria com Lukashenko no final dos anos 90. Estes seriam “os nazis bielorrussos dos anos 90”, pecha que é disputada por seus defensores, que os retratam até mesmo como democratas, mas que é justificada por seus detratores baseada em seu separatismo étnico e intolerância dirigida aos russos apesar de viverem no mesmo espaço e a maioria do seu próprio país falar a língua russa. Ainda assim, o alvo-rubro vem sendo reivindicado como um símbolo de liberdade, democracia e independência: seus defensores vêm tentando firmar a identidade dessa bandeira mais em 1991 do que em 1941. Para todos os efeitos, se tornou um símbolo de oposição Lukashenko, símbolo de “outra Belarus”, com boa parte dos jovens mantendo uma atitude receptiva em relação a ela – um símbolo carregado de controvérsia, mesmo assim. Essas divergências simbólicas escondem diferentes histórias e questões políticas radicais. Além disso, é possível constatar que Belarus tem dois componentes nacionais externos em sua formação: os poloneses e os russos. No plano religioso, o catolicismo associado com Polônia e a ortodoxia associada à Rússia (segundo dados de 2011, 7,1% da população católica, 48,3% ortodoxa e 41,1% diz não ter religião, 3,5% se identificam com outras). Na disputa histórica, existe uma narrativa filo-soviética e outra ocidentalizante. Nesta última década, o próprio governo Lukashenko presidiu sobre uma política de aproximação e conciliação dessas narrativas históricas sobre Belarus, tentando ocupar uma posição mais nacionalista, mesmo que mantendo o núcleo soviético como fundamental. Esta aproximação foi muito criticada por um núcleo duro de patriotas e irredentistas russos. Por outro lado, dentre os manifestantes não necessariamente há uma ruptura total com a narrativa histórica partisan e motivos antifascistas, pelo menos não se buscarmos casos individuais – nesse caso, o uso histórico da bandeira seria ignorado ou superado por outra proposta. Apesar de existir uma oposição que busca lavar a bandeira alvirrubra, é possível identificar nacionalistas radicais na oposição?

Belarus não é Ucrânia – mas pode ser ucranizada?

Pelo menos em meios ocidentais, se afirmou muito que “a crise de Belarus não é geopolítica”. Muitos textos publicados no Carnegie Moscow Center elaboraram em torno dessa afirmação. A declaração da Comissão Europeia afirmou isso. O professor e colunista Thimothy Garton Ash escreveu no The Guardian que sequer se pode esperar um regime democrático liberal depois da saída de Lukashenko, e relata contatos com bielorrussos que dão a impressão de um sentimento ao mesmo tempo oposicionista e pró-russo. Por esse argumento, Belarus é diferente da Ucrânia, as manifestações não têm relação com geopolítica, os bielorrussos até gostam da Rússia e a lógica extrapola ao ponto de dizer que, portanto, Putin tende a apoiá-las. Mais de um texto fala de como a identificação entre bielorrussos e russos, como povos irmãos ou até iguais, “anula” essas questões – isto é, estes textos têm como pressuposto uma solidariedade nacional, uma continuidade entre os dois povos, algo distinto do radicalismo nacionalista. Até parecem acreditar que isto tiraria de Putin o interesse de ajudar Lukashenko ou da Rússia enquadrar esses eventos na sua visão estratégica como algo equivalente ao problema ucraniano. De fato, Belarus não é a Ucrânia. A divisão sobre a identidade nacional não é tão polarizada em Belarus como é na Ucrânia. A divisão regional e linguística, bem como as diferentes orientações geopolíticas, não é tão radical. A marca da colaboração e suas consequências políticas não é tão forte em Belarus como é na Ucrânia – não acredito que o nacionalismo em Belarus está no mesmo patamar do ultranacionalismo ucraniano. No plano da operação política, a comparação com a Ucrânia é feita em função do Maidan de 2014, onde também existem diferenças. O Maidan teve a participação decisiva de partidos políticos consolidados e posicionados dentro do Parlamento, que no momento final tomaram o poder do presidente Yanukovich usando seu poder parlamentar. Partidos ligados a oligarcas multimilionários, com políticos que enriqueceram em negócios de gás, e nas ruas uma tropa de choque de manifestantes formada por nacionalistas bem organizados. Dito isso, devemos olhar para o posicionamento da oposição bielorrussa e não aceitar de forma acrítica as narrativas de que a manifestação não tem nada a ver com geopolítica e que não possuí liderança. Alegam que questões como adesão à OTAN e integração europeia não são primárias na política de Belarus – será mesmo? E essas questões nacionais, não têm relação alguma com as manifestações? Primeiro, um dos movimentos que protagoniza enfrentamentos de rua em Belarus desde outros anos (especialmente nos enfrentamentos de rua de 2010) e se destaca nos meios oposicionistas, inclusive com reconhecimento ocidental, é a Frente Jovem, que é um movimento nacional radical, acusado de filo-fascista e ligado aos neofascistas ucranianos. Este movimento também é ligado ao partido Democracia Cristã Bielorrusa (DCB), o qual ajudou a fundar. Ambos são contra o status oficial da língua russa e querem retirar o russo das escolas. Pavel Sevyarynets, um dos fundadores da Frente Jovem e liderança da DCB, é frequentemente referido como dissidente e “prisioneiro de consciência” foi organizador da campanha “Belarus à Europa”. Ele foi preso antes das eleições como um organizador de distúrbios. A Revista Opera teve acesso ao material de um jornalista internacional que entrevistou um professor de artes bielorrusso, autoproclamado anarquista e defensor das manifestações, que se referiu à prisão de Sevyarynets como um ato preventivo do governo e respondeu a uma pergunta sobre as reivindicações do movimento dizendo que as pessoas tem em sua maior parte bandeiras nacionalistas. Em segundo lugar, cabe ressaltar que um dos principais partidos de oposição e representante das declarações atuais é o Partido da Frente Popular Bielorussa (PFPB), descendente da Frente Popular dos anos 90, um partido de direita, adepto da interpretação nacionalista, hostil à Rússia e pró-europeu. O PFPB, a Democracia Cristã, a Frente Jovem e o partido “Pela Liberdade” são parte de um “Bloco pela Independência de Belarus”. Estes movimentos tiveram vários contatos com grupos neofascistas ucranianos, com a Frente Jovem em específico mantendo relações de longa data e tomando parte em marchas em homenagem a colaboradores como Stepan Bandera e Roman Shukeyvich (que na SS Natchigall foi um carrasco dos habitantes e partisans do sul de Belarus) – diga-se, entretanto, que não necessariamente funcionam da mesma forma que as organizações extremistas. Mesmo movimentos que se organizam como ONGs, com aparência de ativismo genérico e recebendo dinheiro de programas para promover a democracia a partir da Lituânia (que por sua vez direciona dinheiro do Departamento de Estado dos Estados Unidos), servem como organizações nacionalistas, como é o caso da ONG BNR100. Em terceiro lugar, podemos olhar para algumas lideranças de oposição presentes no Conselho de Coordenação formado para derrubar Lukashenko. Foi proclamado que o Conselho de Coordenação é composto por “pessoas destacadas, profissionais, verdadeiros bielorrussos”, por aqueles que “representam o povo bielorrusso da melhor maneira, que nestes dias estão escrevendo uma nova página da história bielorrussa”. Olga Kovalkova, peça importante da campanha de Sviatlana Tsikhanouskaya, que já havia listado pessoas do conselho antes dele ser anunciado oficialmente, em sua página do Facebook. Ela mesma é um dos membros. É graduada pela Transparency International School on Integrity e pela Eastern European School of Political Studies (registrada em Kiev, patrocinada pela USAID, National Endowment for Democracy, Open Society Foundation, Rockefeller Foundation, Ministério das Relações Exteriores da Polônia, União Europeia e estruturas da OTAN). Kovalkova é co-presidente da Democracia Cristã Bielorrussa; defende a saída de Belarus da Organização Tratado de Segurança Coletiva (OTSC; Tratado de Takshent), a separação do Estado da União com a Rússia e a retirada do russo da vida pública. O outro co-presidente da DCB, Vitaly Rymashevsky, também está no conselho. Ales Bialiatski, famoso como defensor dos direitos humanos e que foi preso sob acusação de enganar o fisco a respeito da extensão de sua fortuna, também fez parte do movimento nacionalista da Frente Popular de Belarus, do qual foi secretário entre 1996 e 1999 e vice-presidente entre 1999 e 2001. Também é fundador da organização Comunidade Católica Bielorrussa. É presidente do Viasna Human Rights Centre (financiado por Eurasia Foundation, USAID e OpenSociety) e recebeu o prêmio liberdade do Atlantic Council, além de prêmios e financiamentos na Polônia. Sua prisão em 2011 foi baseada em dados financeiros fornecidos por promotores poloneses e lituanos, enquadrado por um artigo de sonegação da lei bielorrussa.
Na hoste dos nacionalistas mais comprometidos representados no Comitê de Coordenação temos também Yuras Gubarevich, fundador do partido “Pela Liberdade”, antes um dos fundadores da “Frente Jovem” e foi durante anos liderança do Partido Popular; uma das grandes lideranças oposicionistas.
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Pavel Belaus é ligado à Frente Jovem, um dos líderes da ONG Hodna e dono da loja de símbolos nacionalistas Symbal. Ele também é ligado ao movimento neofascista ucraniano Pravy Sektor e esteve envolvido na rede de voluntários bielorrussos para a Ucrânia. Andriy Stryzhak, do BNR100, ligado ao Partido da Frente Popular, coordenador da iniciativa BYCOVID19. Participou do Euromaidan, de campanhas de solidariedade com a “Operação Antiterrorista” de Kiev no leste da Ucrânia e de articulação com voluntários bielorrussos. Andrey Egorov promove a integração europeia. Alexander Dobrovolsky, líder liberal ligado ao velho eixo de aliados de Boris Yeltsin no parlamento soviético, é pró-ocidente. Sergei Chaly trabalhou em campanhas de Lukashenko no passado, é um especialista do mundo financeiro, ligado a oposição liberal russa e pro ocidente. Sim, também existem elementos de esquerda liberal ligados ao Partido Social Democrata de Belarus (Hromada), uma dissidência do PSD oficial, que é a favor da adesão à União Europeia e da OTAN. Dito isso, não falamos o suficiente da influência nacionalista. Tomemos por exemplo o grupo Charter 97, apoiado pelo ocidente, principalmente pela Radio Free Europe, que se estiliza como um movimento demo-liberal. Dão espaço para a Frente Jovem, onde naturalmente seu líder pode chamar os bielorrussos que combatem na Ucrânia de “heróis” pois combatem a “horda” (se referindo a Rússia da mesma maneira que o Pravy Sektor). Voluntários bielorrussos combateram ao lado de unidades do Pravy Sektor e do Batalhão Azov. Durante as manifestações, o Charter 97 publicou, no dia 15 de agosto, um texto comemorando o “Milagre sobre o Vistula: no dia 15 de agosto o exército polonês salvou a Europa dos bolcheviques” e “Dez Vitórias de Belarus”, em que a Rússia é retratada como “inimigo secular” dos bielorrussos. Ações de ocupação de poloneses contra a Rússia são celebradas como “vitórias bielorrussas”. É importante também observar o papel que padres católicos vêm cumprindo nas manifestações, inclusive se colocando à frente de algumas delas. O bispo católico Oleg Butkevich questionou as eleições no dia 12 de agosto. Pelo menos em Lida, em Vitebetsk, Maladzyechna e em Polotsk, clérigos organizaram manifestações. Em Minsk, tomou parte o secretário de imprensa da Conferência de Bispos de Belarus, Yury Sanko. Em Polotsk, sobre a justificativa de ser uma procissão, o padre Vyacheslav Barok falou do momento político como uma “luta do bem contra o mal”. É claro que padres católicos podem participar de movimentos políticos de massa, eles também são parte da sociedade, mas este dado não deixa de ter uma significação política específica, visto que os radicais do nacionalismo bielorrusso se organizam no seio da comunidade católica. Ao mesmo tempo, isso gera ansiedade em um “outro lado”, no que seria um lado “pró-russo”, não só por conta de conspirações sobre “catolicização” do país, mas por ter visto na experiência ucraniana a associação de clérigos do catolicismo grego a neofascistas e eventualmente o Estado bancando uma ofensiva contra a Igreja Ortodoxa russa, o que inclui tomada de terras e expropriação de templos. O mesmo problema está ocorrendo neste ano com os ortodoxos sérvios em Montenegro; existem dois precedentes recentes no mundo religioso cristão ortodoxo que podem servir para uma mobilização contra as manifestações.

Programa de oposição: em busca do elo perdido

A candidatura de Tikhanovskaya não tinha um programa muito claro fora a oposição a Lukashenko. Porém, um programa de plataforma comum da oposição, envolvendo o Partido da Frente Popular, o Partido Verde, o Hramada, a Democracia Cristã e o “Pela Liberdade” chegou a ser formulado em uma “iniciativa civil” envolvendo estes partidos e ONGs que estava no site ZaBelarus. Depois, parte deste programa foi transferido para o portal ReformBy. Quando o programa passou a ser exposto no contexto das manifestações (por volta do dia 16), a oposição tirou o site do ar, mas ele ainda pode ser acessado com a ferramenta Wayback Machine. O programa quer anular todas as reformas e referendos desde 1994, retornando à Constituição daquele ano (e conforme escrita pelo Soviete Supremo). Se compromete a retirar da língua russa seus status oficial, além de substituir a atual bandeira por uma vermelho e branca. Existe uma proposta de reforma total de todas as instituições: bancárias, centrais, locais, judiciais, policiais, militares.
O programa também tem uma sessão dedicada à previdência, criticando o sistema de repartição solidária de Belarus como “falido” e responsável por uma “alta carga tributária sobre os negócios”. Propõem “simplificação”, “desburocratização” e “alfabetização financeira da população” para que esta assuma sua parcela de responsabilidade pela aposentadoria. O sistema seria “insustentável” no ano de 2050 por razões demográficas. Também criticam o “monopólio” da previdência pública, “sem alternativas no mercado”. A proposta oposicionista é de contas individuais de pensão com contribuição obrigatória, mas sem eliminar o sistema solidário, tornando o sistema “baseado em dois pilares”; elevar a idade de aposentadoria das mulheres (57) para igual a dos homens (62); “desburocratização” através da eliminação e fusão de órgãos públicos de seguridade social; eliminar diversos tipos de benefício e igualar os valores para todos os cidadãos (independente da ocupação). Essas propostas previdenciárias em específico são assinadas por Olga Kovalkova. Na seção de economia, o programa fala de um “problema do emprego” criticando as empresas estatais e demandando flexibilização da legislação, “incentivos para os investidores”, “uma política macroeconômica de alta qualidade, i.e. inflação baixa, política fiscal disciplinada, escopo amplo para a iniciativa privada”; “o mercado de trabalho é super-regulado”, diz o documento. “Melhorar o ambiente de negócios e o clima de investimentos”, “tomar todas as medidas necessárias para atrair corporações transnacionais”, “privatização em larga escala”, “criação de um mercado de terras pleno”, “desburocratização e desmonopolização da economia”, “adoção das normas básicas de mercado e padrão de mercadorias da União Europeia”, enumera o programa dentre as diversas propostas, que incluem privatização de serviços públicos e criação de um mercado de moradia competitivo. Até aqui, com exceção da referência à língua russa, estamos falando mais de neoliberais do que nacionalistas propriamente. Podemos dizer também que pontos como adoção de padrões europeus e reformas econômicas influenciam a questão geopolítica. Ainda assim, boa parte dessas reformas econômicas também são defendidas por Viktor Barbaryka, empresário bielorrusso que era tido como principal candidato de oposição a Lukashenko que está preso por crimes financeiros; Barbaryka é considerado um “amigo do Kremlin”, pró-russo. Existe uma seção perdida, a seção de “Reforma da Segurança Nacional”. Na primeira semana de protestos, surgiu na rede uma suposta reprodução do conteúdo dessa seção¹. O conteúdo é uma análise ocidentalista que enquadra o Kremlin como uma ameaça, propondo a saída do Tratado de Takshent, da União com a Rússia e medidas para fortalecer o país com “educação patriótica”. Muitos temas que já foram vistos na Ucrânia, com a identificação do Kremlin como uma ameaça tendo como consequência a proposição de medidas contra “agentes do Kremlin” dentro do país, na mídia e na sociedade civil (e, dentre elas, uma proposta de “bielorrussificação” das igrejas). Tão logo isso passou a ser denunciado na primeira semana depois das eleições, o site inteiro foi tirado do ar. A oposição, tendo entrado em um confronto prolongado que pelo visto não esperava (contando com a queda rápida de Lukashenko) sabe que esse tipo de coisa favorece o governo e cria um campo favorável para ele, por isso agora tentam se dissociar, falando deste programa como produto de uma iniciativa privada, apesar de ser uma articulação política envolvendo líderes da oposição. Tanto seus elementos de reforma econômica combinam com o que diziam políticos de oposição liberal em junho, como as supostas posições geopolíticas casam com os nacionalistas que tomam parte da coalizão (e na verdade, é um tanto óbvio que pelo menos uma parte considerável dos liberais é pró-OTAN). No mesmo dia que tal documento foi exposto na mídia estatal bielorrussa – e mais tarde, comentado por Lukashenko em reunião do Comitê Nacional de Defesa – o Conselho de Coordenação declarou oficialmente que desejam cooperar com “todos os parceiros, incluindo a Federação Russa”. Desinformação? Por mais provocativas que sejam as posições do suposto trecho do programa, é fundamentalmente o discurso normal de nacionalistas e liberais atlantistas em Belarus; agora que os dados foram lançados, é natural que a direção oposicionista que não reconhece os resultados das eleições procure se desvencilhar desses posicionamentos estranhos aos seu objetivo mais imediato, que é derrubar Lukashenko.² Ainda que os manifestantes possam ter motivações diversas, a situação atual está longe de ser livre do peso da geopolítica e das narrativas históricas que sustentam o caminhar de um país.
Notas:¹ – Procurando o trecho em russo no Google com um intervalo de tempo entre o primeiro dia de janeiro de 2020 até o primeiro dia de agosto (isto é, antes disso virar uma febre na rede russa), o próprio mecanismo de pesquisa oferece uma página do “Za Belarus” que contém o trecho, mas com um link quebrado – sinal de que há algum registro no cache do Google. A data é dia 25 de junho.
² – O Partido da Frente Popular da Bielorrússia acusou Lukashenko de “fake news” ao divulgar o que seria o seu programa como se fosse de Tikhanovskaya, tratando as medidas como “inevitáveis para Belarus” porém “fora de questão” no momento. O programa, naturalmente, é marcado pela retórica nacionalista e defende adesão de Belarus na OTAN, mas não usa o mesmo palavreado. Da mesma forma o programa do PFPB também tem princípios liberais-conservadores na economia.
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2020.08.27 05:07 altovaliriano A espada é o reino?

Um dos argumentos da teoria Blackfyre consiste no fato de que, no rascunho do 2º capítulo de Tyrion em A Dança dos Dragões, lido em público por GRRM (supostamente em 2005), havia uma alusão à espada Fogonegro (Blackfyre) estar dentro do baú com que Illyrio presenteia “Jovem Griff”.
É praticamente uma subteoria, pois, mesmo no rascunho, o modo como a observação é colocada é muito sutil. Um leitor normal pode até achar que os adeptos da subteoria estão procurando pelo em ovo
Vamos ao texto do rascunho:
"Illyrio diz que quer dar a Jovem Griff suas bênçãos e tem um presente para ele no baú. Haldon diz a ele que a liteira não conseguirá chegar a tempo. Illyrio fica bravo e diz que há coisas que Griff deve saber.
[...]
Haldon olha para Tyrion e então começa a falar em outro idioma. Tyrion não sabe dizer o que é, mas acha que deve ser em volantino. Ele capta algumas palavras que se aproximam do Alto Valiriano. As palavras que ele captura são: rainha, dragão e espada."
Bem ardiloso, não? Como sabemos, esta passagem não chegou ao texto final. O encontro com Haldon passou para o 3º capítulo de Tyrion, mas não houve qualquer menção sobre uma espada no baú. Porém, o texto deixa implícito que o conteúdo dos baús é algo que desperta suspeitas em Tyrion.
Tem um presente para o garoto em um dos baús. Um pouco de gengibre caramelizado. Ele sempre adorou isso. – Illyrio soou estranhamente triste. – Pensei que poderia continuar com vocês até Ghoyan Drohe. Uma festa de despedida antes de começarem a descer o rio…
[...]
Estes baús que trouxemos para vocês – disse o anão enquanto mastigavam. – Ouro para a Companhia Dourada, pensei primeiramente, até ver Sor Rolly carregando-os em um ombro. Se estivessem cheios de moedas, não poderiam ser levantados com tanta facilidade.
São apenas armaduras – Pato disse, com um encolher de ombros.
E roupas também – Haldon interrompeu. – Roupas da corte, para todo o nosso grupo. Finas lãs, veludos, capas de seda. Ninguém quer chegar diante da rainha parecendo um mendigo... nem de mãos vazias. O Magíster foi gentil o suficiente para nos providenciar presentes adequados.
(ADWD, Tyrion III)
Especula-se que Martin tenha feito muitos cortes nesse material, porque tornou o verdadeiro parentesco de Aegon muito óbvio. E, de fato, à época da leitura a menção a uma espada poderia passar completamente despercebida, haja vista que a espada Blackfyre não havia sido mencionada até então.
Como assim não havia menção à Blackfyre em 2005?”, você pode estar se perguntando. “A Espada Juramentada havia sido lançada em 2003, dois anos antes”. Bem, o problema é que, hoje, as pessoas olham para a data da postagem do rascunho no Forum of Ice And Fire como se fosse a data em que GRRM fez a leitura do texto. Entretanto, a data do post (06/11/2005) é a data de fundação do próprio forúm.
A leitura do capítulo, na verdade, ocorreu durante a 60ª Worldcon em San Jose, nos Estados Unidos (apelidada de ‘Conjose’) em 30 de agosto de 2002. Nesta época, não havia qualquer menção a Fogonegro nos livros, muito embora as Rebeliões Blackfyre já fossem mencionadas em A Tormenta de Espadas.
A primeira menção à espada só ocorreu um ano mais tarde (2003), com o lançamento de A Espada Juramentada. Muito possivelmente foi a quantidade de informação que GRRM despejou neste conto que fez com que ele sentisse a necessidade de refazer o capítulo lido em 2002. Afinal, Fogonegro não é mencionada em momento algum de O Festim dos Corvos.
Entretanto, desde sua primeira menção canônica ficara evidente de que a importância de Fogonegro extrapolava o fato de ser uma espada antiga de aço valiriano. Durante as Rebeliões Blackfyre a espada se tornou um token de legitimidade de Daemon Blackfyre (cujo sobrenome fora extraído da espada). Para seus seguidores, a entrega da espada a Daemon tinha mais significado do que Aegon IV nunca ter realmente se oposto a que Daeron o sucedesse:
Sim, meu senhor. Só que... o Rei Daeron era um bom homem. Por que escolheu Daemon?
[…] Você me pergunta por quê? Porque Daemon era o melhor homem. O velho rei viu isso também. Ele deu a espada a Daemon. Blackfyre, a espada de Aegon, o Conquistador, a lâmina que todo rei Targaryen empunhou desde a Conquista... ele colocou a espada na mão de Daemon, no dia em que o sagrou cavaleiro, um garoto de doze anos.
(A Espada Juramentada)
Mais personagens vinculam legitimidade à espada em O Cavaleiro Misterioso.
Portanto, muitos leitores concluem que, mesmo com a mudança no texto feita por GRRM, Illyrio Mopatis haveria adquirido Fogonegro e a teria escondido nos baús com que presenteou Aegon logo no começo de A Dança dos Dragões. Especulam que, agora que Aegon desembarcou nas Terras da Tempestade, caso o garoto seja visto portando a espada em questão, sua aparente legitimidade como filho de Rhaegar se fortalecerá.
De fato, eu penso que a queda de Ponta Tempestade (TWOW, Arianne II) possa até ter sido uma simples rendição ocorrida depois que Aegon apresentou-se ao lado de Connington empunhando a espada do conquistador. A convergência de tantos símbolos podem realmente exercer um grande apelo em corações mais legalistas, como o de Mathis Rowan.
Mas não são todos que se deixam convencer por estes símbolos. Mesmo durante as Rebeliões haviam legalistas que relativizavam a entrega da espada, muito provavelmente tendo em mente os argumentos semelhantes aos de Maekar (pai de Egg):
– Meu pai diz que foi porque Daemon era um espadachim, e Daeron nunca foi – Egg comentou. – Por que dar um cavalo para um homem que não sabe cavalgar? A espada não era o reino, ele diz.
(A Espada Juramentada)
Assim, o simples porte da espada pode até convencer alguns, mas não tem em si o potencial para fechar a questão. Em verdade, o que me causa mais estranheza é o fato de que muitos leitores adeptos a esta subteoria esquecerem que o último paradeiro conhecido de Fogonegro foi em Essos, nas mãos de ninguém menos que Aegor Rivers, o Açoamargo.
Será que ninguém se questionará como um espada que estava em posse dos Blackfyre foi parar nas mãos do suposto filho de Rhaegar retornado dos mortos? Ou será que Maekar estava errado e a espada é o reino?
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2020.08.27 01:34 XxolivertwistxX Hoje eu provavelmente perdi uma oportunidade de vida

E ai, como estamos? Achei que ia ficar curto, mas acabei me alongando, sorry.

Pois bem. Até dia 08 de Setembro estão rolando inscrições para um processo seletivo de Trainee da Ambev. Dentre todos os requisitos, o mais rígido era conclusão da graduação entre Dez/2018 e Dez/2020, no qual, com uma pequena ressalva, eu me encaixo, mas nesse assunto eu volto daqui a pouco.
A informação do processo seletivo chegou pra mim através de um amiga de infância, da mesma idade que eu (20 e poucos anos) que é casada com um cara que trampa lá dentro. Iniciei minha inscrição pela plataforma disponibilizada pela empresa e ontem, quando fui finalizá-la, topei com uma caixa em que eu deveria apontar como tinha descoberto o processo seletivo, sendo uma das opções a "indicação", bastando colocar o nome e email da pessoa que havia me indicado. Voltei a falar com essa amiga, perguntei se poderia utilizar o nome e email do cônjuge dela e a resposta foi positiva. Já deu aquele gás. Finalizei as respostas e foi isso.
Hoje de manhã, acordei com mensagens dela, me mandando alguns prints de que o cara havia recebido uma notificação a respeito da minha menção, pedindo uma confirmação de que ele realmente teria me indicado. O cara confirmou E AINDA FOI ALÉM. Falou direto com uma das pessoas responsáveis dentro do RH, falando da minha inscrição. Em resposta, essa pessoa mandou um áudio, dizendo com todas as palavras que eu deveria enviar meu currículo, para que caso eu fosse barrado em alguma das fases do processo seletivo, ELA ME CONSEGUIRIA UMA ENTREVISTA. Na hora, eu quase não acreditei. Fiquei a manhã toda conversando com essa amiga, ela me deu várias dicas e eu já ia começar JANTAR qualquer coisa que encontrasse sobre a Ambev pela internet. Tava empolgadasso.
O baque veio na hora do almoço. Abri meu email pra dar aquela checada padrão antes de começar a trabalhar e a primeira mensagem era uma resposta, da plataforma, indicando que eu não havia preenchido os requisitos da vaga e INSTANTANEAMENTE eu desabei. Aqui entra a ressalva da minha graduação.
Formalmente, encerro minha graduação em Dez/2020, mas to com o andamento do meu TCC um pouco atrasado. Na hora em que fui preencher o cadastro, a última etapa era composta por algumas perguntas, uma delas a respeito da data de término do curso. Na hora me ocorreu esse detalhe do TCC e NA INOCÊNCIA, encarei aquele questionário de maneira informal indicando o término da graduação pós Dezembro de 2020, sendo provavelmente o que me desqualificou. Essa informação já havia sido requerida em uma etapa de preenchimento anterior, me fugiu completamente o caráter classificatório dessa informação e eu perdi a chance de participar do processo. Não é possível realizar nova inscrição através do meu cadastro existente na plataforma, que também não aceita um cadastro novo em meu nome.
Enfim, de tudo, não sei o que é pior: 1) O fato de provavelmente ter perdido uma oportunidade que eu NUNCA MAIS VOU TER, 2) Ter perdido por COMPLETA INOCÊNCIA ou 3) Não ter qualquer noção de como crescer a partir de uma experiência dessas.
No fundo, me sinto merecedor da desqualificação. Na posição da empresa, jamais contrataria alguém que cometesse um erro desse nível, o que provavelmente vai me fechar a porta da entrevista a parte também. To me sentindo um completo lixo e vim gastar com vocês, porque só tive coragem de conversar sobre isso com a minha mina, mas nem tanto, para não brochá-la demais.
Hoje, recebo 500 conto por um estágio em um escritório de advocacia que caga pra mim. Era uma vaga que literalmente ia mudar minha vida, mas eu perdi.
submitted by XxolivertwistxX to desabafos [link] [comments]


2020.08.21 15:19 Antipido Signos

Eu sou uma pessoa muito lógica e por isso eu odeio signos e coisas afins...
Eu fico muito puto, quando eu tô de boa conversando com alguém e essa pessoa me pergunta qual a minha data de nascimento, e eu falo e a pessoa me fala: "Ah nossa, você é de Libra", eu tenho uma forte vontade de mandar essa pessoa tomar no meio do cu dela e sair andando e nunca mais falar com essa pessoa.
Pra mim n faz sentido essas coisas de signos, porquê se eu for acreditar em signo, eu também vou acreditar em Terra plana, Deuses (Eu sou ateu), Daqui a pouco eu vou ver um anime e começa a achar que eu posso pular de um terraço e sair voando.
Ontem eu estava conversando com um amigo e desabafando sobre a minha amorosa e como eu sou um idiota e afins, até que ele me fala que ele tem uma amiga que tem o mesmo problema que eu tenho em me relacionar, que é quando a pessoa começa a gostar de você, você para de gostar da pessoa. E ele me passou o número dela, porque ele disse que ela queria conversar comigo, e eu fui por que não tinha mais nada pra fazer mesmo era umas meia noite mais ou menos. Primeira coisa que ela me perguntou foi o meu nome e o meu aniversário, eu achei estranho, mas as pessoas são estranhas então eu só falei, e ela falou veio com papo de signos e nesse momento eu só mandei ela tomar no cu e bloquei ela. Talvez eu tenha agido errado, mas na hora eu não tava nem ai, eu só tava puto por ela ter vindo com papo de signos.
Eu queria parar de ser assim, eu vou tentar parar de ligar tanto para essas coisas...
Obrigado por ler o meu desabafo
submitted by Antipido to desabafos [link] [comments]


2020.08.19 19:50 anonima-sua-amiga Fui babaca por contar a minha tia que seu marido a traia e me assediava no dia de seu aniversário de casamento?

Oi Luba, editores, possível convidado, gatas e turma que está a ver.
*aviso, essa história ocorreu a 2 anos atrás, quando estava com 12 anos (hoje estou com 14), e também me desculpe pela história gigante, eu quando escrevo qualquer coisa gosto de deixar todos os detalhes*

Eu sempre fui mais próxima da família do meu pai do que da família da minha mãe (nós só nos vemos em datas comemorativas ou em feriados), então eu tinha mais contato com a minha tia, meu primo e meu tio. Minha tia é médica e trabalha muito, então vejo ela com menos frequência, meu tio é policial que trabalha em outra cidade em monitoramento nas estradas, então eu o vejo raramente. Meus tios se casaram por conta do meu primo, porque minha tia engravidou dele e na época ela teve que se casar com meu tio para não dar algum B.O. na justiça (não sei muito bem sobre essas coisas, mas só sei que ela teve que se casar com meu tio por causa do meu primo), na época ela não sentia nada pelo meu tio, e ele igualmente por ela, mas acho que com o tempo eles começaram a se gostar. Desde muito nova meu tio adorava me dar doces e eu como uma bela criança aceitava porque não existe outra coisa que criança mais gosta além de doce; e com os doces que ele me dava, eu comia, brincava, e quando me sentava ele começava a fazer carinho em mim. Na época eu não me importava porque não sabia, mas ele sempre fazia 'carinho' perto dos meus seios e bunda, mas ele fazia de um jeito que me desse sono, então eu não reclamava, já que sempre dormia. Ele também sempre quis ter uma filha, então quando eu ia na casa dos meus tios e eu ficava vendo meu primo jogar videogame (já que eu gosto mais de assistir do que jogar em si), ele sempre ia pro quarto onde estávamos, ficava deitado perto de mim, fazendo carinhos naqueles lugares, sempre dando mais atenção pra mim do que seu próprio filho. Meu primo não sei dizer, não sabia se ele não via ou simplesmente não se importava, porque ele em nenhum momento soube disso. A dois anos atrás, minha tia resolveu fazer um encontrinho entre família e alguns amigos dos meus tios para poder comemorar seu aniversário de casamento pela primeira vez (já que ela nunca comemorava), e me chamou, assim como meus pais, mas eles não podiam pois no dia estavam atolados com trabalho, então fui eu junto da minha avó. A festa correu bem, eu ficava perto dos salgadinhos e as vezes conversava com meu primo, até que chegou a hora de eles fazerem uma reunião entre meus tios. Teve bastantes declarações entre eles e essas coisas fofinhas, até que quando estava prestes a acabar a reunião, eu sai pra poder ir ao banheiro e quando estava voltando para o local, eu sinto alguém me puxar, me oferecendo um doce (não é preciso ser um gênio pra saber que era meu tio). Eu, que nessa época tinha acabado de descobrir sobre assédio e essas coisas (já que meus pais trabalham o dia inteiro e não tinham tempo pra me explicar sobre isso e a minha avó que achava que era melhor meus pais falarem sobre isso comigo e não ela, eu antes disso tudo tinha descobrido o que era assédio na internet e na hora fiquei chocada e horrorizada), eu tinha recusado, dizendo que queria voltar pra reunião o mais rápido possível. Ele me soltou, e disse que estava indo também, e nós dois fomos juntos. Eu estava extremamente desconfortável na sua presença, lembrando de tudo que ele fez, me afastando cada vez mais de seu corpo. Chegando na reunião, quando minha tia falou que quem quisesse se posicionar sobre alguma coisa, poderia. Naquela hora eu estava com uma puta vontade de levantar, então eu fiz e minha tia me permitiu falar. Eu falei pra todo mundo todos os assédios que ele fazia comigo, o estupro que ele quase cometeu comigo também, além de possivelmente trair minha tia; já que quando eu ia na casa deles, os horários que ele saia e voltava eram muito suspeitos, então eu especulei isso (no final eu acertei, já que depois de tudo ele realmente admitiu que traia minha tia). Começou um alvoroço do caralho, minha tia indignada questionando meu tio sobre isso, meu tio me olhando com raiva, meu primo metendo o foda-se ligando pra nada jogando no celular com um olhar confuso, os amigos dos meus tios surpresos, e eu e a minha avó olhando para a cena com um olhar pleno, adorando ver o circo pegar fogo (quando eu descobri o que era assédio, eu contei pra minha avó, por isso que estava pleníssima). Sobre o estupro citado lá em cima, foi em um dia em que eu tinha meu curso de inglês e eu estava 0% disposta a ir, por isso fingi dormir para poder faltar. Meu tio estava lá, e quando ele percebeu que minha avó estava distraída vendo a novela dela, ele veio no meu quarto, subiu em cima de mim, e começou a me tocar em todo lugar. Eu estava fingindo dormir, para poder tirar minhas conclusões de se aquilo era realmente assédio mesmo (eu já tinha a conclusão, mas eu queria ver até onde meu tio seria capaz de ir), e quando eu percebi que ele estava prestes a tirar o cinto, eu fingi acordar falando que queria ir no banheiro e ele foi embora de lá. Conclusão: meus tios se divorciaram, mas estão passando essa quarentena juntos por conta do meu primo. Meu pai ficou sabendo disso tudo, menos minha mãe, porque se não ela poderia até matar meu tio se deixassem; e eu nunca mais vi meu tio de novo.

Desculpa de novo pela história grande, e foi isso
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2020.08.16 20:32 AltinoAlagoinhas Amizade, Sexo E a escolha das Mulheres.

Ok, textão pq eu não tô sabendo organizar essas ideias na minha cabeça.
Primeiramente, eu sou um cara relativamente "presença" eu tenho 1,89 de altura, isso é relevante pois aqui na cidade onde eu vivo o caras não são tão altos e isso combinado com eu ser jogador de Vôlei em uns times amadores por aqui, meio que me dão uma certa vantagem em conseguir atenção de mulheres. Eu não tenho talento suficiente pra ser profissional e altura não é tudo, mas eu gosto de jogar.
Recentemente meu namoro acabou e eu comecei a refletir mais sobre minha posição e atitudes e como eu sou percebido por homens e mulheres e se isso esta me impedindo de manter um relacionamento solido.
Do ponto de vista dos meus amigos homens, eu tenho a vida que eles pediram a Deus e não ganharam na loteria. Eu tenho relacionamentos bem curtos,, variando de semanas a meses, onde esse ultimo foi o mais longo uns 10 meses e o Covid foi o que provavelmente deu essa vida extra. E nesses períodos sem relacionamento eu sou um tanto quanto bem eficaz em conseguir sexo casual(digo não mais que algumas transas com cada pessoa).O que desperta uma certa inveja nos caras, eles me elogiam e brincam, mas eu sinto o tom de rancor escondido por trás das brincadeiras e que as vezes escapam quando eles estão mais alcoolizados.
Uma vez eu cometi o erro de tentar animar um camarada que tava sofrendo depois de uma serie de rejeições, ele veio com "tu pega todo mundo e eu não pego nem as sobras" e tentei dizer algo assim "Calma, isso não é uma competição,qualquer hora vc se da bem,podia aproveitar pra malhar um pouco e etc". Pra que eu fui dizer isso, o cara ficou em tempo de chorar de raiva,"Não é competição pra vc que é um gigante e as mulheres fazem fila, nenhum treino no mundo vai me deixar mais alto ou bonito". Na hora eu não entendi o que eu falei de errado, depois eu vi que ele entendeu o que falei como pena pela inabilidade dele de conseguir atrair mulheres.
Aqui eu tenho que dar um contexto, aqui no meu circulo de amigos,talvez essa cidade (não tenho como saber), tem essa crença entre os homens que é mais fácil transar de cara(logo nos primeiros encontros) com uma mulher que não gosta de vc, mas te acha sexualmente atraente do que se ela tiver intenção de te namorar, a logica por trás disso é que ela pode sentir desejo pelo cara, mas não gosta dele como pessoa ou acha que vai ser traída o que deixa ela livre pra "dar" de primeira sem se preocupar se o cara vai perguntar se ela chegou em casa bem no dia seguinte. E tem os caras que elas tem intenção de criar algo solido e esses vão ralar pra levar elas pra cama,pois elas tem medo de ser vistas como fáceis. No geral nunca me importei com isso pq com o tinder outros app e o modo mais agressivo que as mulheres se aproximam de mim faz essa teoria soar muito machista e produto de ressentimento de caras rejeitados.
Mas ai uma semana atras, essa conhecida minha da academia começou a falar de amizade e sexo e então descobri que ela é lésbica, e na conversa ela disse que era opção pessoal dela nunca se envolver com amigas que ela não quisesse perder, mesmo existindo o conceito de amizades com beneficio(que ela abomina) e tal ela só se relacionou com 2 "amigas" que ela não se importava em cortar relações,o argumento dela é que relacionamentos sexuais dificilmente acabam amigavelmente e ela não quer correr esse risco com amigas que ela preza muito.
Enfim, essa duas ideias tão se chocando na minha cabeça agora, pq eu tô achando que eu sou vitima disso, que as mulheres já se aproximam de mim achando que vai ser só pra passar uma chuva(com medo de ser traídas ou simplesmente não gostam da minha pessoa mas me acham atraente).O que meio aponta pra ideia dos caras, nesse últimos 3 anos eu tive muitos casos de "uma noite" onde eu nem sei se fiquei no final da lista de contatinhos delas. Eu não uso Apps de encontros onde ´sexo casual é supostamente a norma, Meus encontros são sempre da academia, trabalho, cursinho e etc. O que deveria facilitar relacionamentos sólidos.
Eu sei que um relacionamento depende de inúmeros outros fatores, mas se os meus ja começam com data pra expirar, vale a pena investir nisso?
É isso, quem leu até aqui sem ficar entediado agradeço, quem se decepcionou foi mal. só precisava escrever pra tentar organizar melhor minha mente, pq segunda eu volto ao batente.
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2020.08.10 16:26 TiodoGais É MUITO ERRADO EU ODIAR O DIA DOS PAIS?

 Meu pai morreu antes de eu nascer, e como eu moro com minha mãe, minhas 5 tias e minha vó, me faltou uma figura masculina na vida. Longe de mim falar que não fui criado bem, diabos tive a melhor infancia que pude ter graças a minha adoravel familia,mas tambem foi uma infancia dificil de se passar sem um pai. Toda vez que um homem aparecia na minha vida(seja um namorado de minha mãe ou de minhas tias) eu automaticamente meio que o idolatrava como o pai que eu nunca tive,porque eles sempre me ensinavam coisas legais e me explicavam sobre a vida, ou então tiravam minhas duvidas de garoto. Mais eles sempre acabavam me decepcionando de alguma forma, os namorados de minha mãe a deixavam a machucando muito, os rolos de minhas tias mt vezes eram agressivos e falsos e geraram umas tretas horriveis, e o atual marido da minha irmã mais velha é um maldito que só sabe descer a porrada nela e queimar as roupas dela quando ela faz algo que ele n gosta. Enfim, depois de um tempo eu só meio que aceitei que já que meu pai morreu,eu perdi o direito de ter uma figura paterna na minha vida, nunca saberia o que é um abraço de um pai, ou nunca teria aquelas "conversas de pai pra filho",Deus como eu queria ter um pai na pré- adolescencia kkk É meio vergonhoso adimitir isso,mas sempre tive inveja de meus amigos, inveja deles terem pai, sempre que tocavam nesse assunto eu ficava triste, sempre que algum aluno novo chegava e me perguntava algo sobre meu pai eu ficava muito frustrado e triste. Mais o foda pra mim é o dia dos pais,todos os comerciais mostrando pessoas felizes com seus coroas, todos os textos e agradecimento aos pais que vejo na net,todos os produtos e filmes, eu passei a odiar esse dia,odiar mesmo. Sempre que chega essa data eu fico triste e ranzinza e ninguem entende o porque, sinto que sou um babaca por odiar essa data,mas pra mim ela só existe pra me lembrar de algo que nunca vou ter. Nesse ultimo dia dos pais eu peguei uma caixa de cima do guarda roupa e pela primeira vez em um tempo analisei meu "tesouro" como gosto de chamar,meu pai não gostava de tirar fotos, e minha mãe n gosta de lembrar do passado ent é quase como se ele nunca tivesse existido, mas o meu "tesouro"é a prova que ele existiu, um diploma enquadrado de 197x de quando ele terminou o fundamental. Eu analisei meu tesouro e fiquei imaginando como seria se ele tivesse aqui, o que me trouxe lembranças da minha infancia sem ele e fiquei puto de novo com o feriado. 
Foi mal pelo textão, queria desabafar.
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2020.07.30 05:40 altovaliriano Um Julgamento de Sete para Cersei Lannister

Ao final de A Dança dos Dragões, Kevan Lannister nos conta que Cersei finalmente conseguiu nomear à guarda real o campeão invocado por Qyburn (Sor Robert Forte) e requisitou à Fé que, ao invés de ser julgada por sete juízes como ocorreu a Margaery, lhe seja conferido a provar sua inocência via julgamento por combate:
Temos duas rainhas para julgar por alta traição, como devem se lembrar. Minha sobrinha escolheu julgamento por combate, segundo me informou. Sor Robert Forte será seu campeão.
(ADWD, Epílogo)
A rainha vinha lutando para arranjar um campeão decente, haja vista que sua guarda real estava desfalcada, algo que Cersei pensava justamente em usar contra Margaery Tyrell.
Como rainha, sua honra tem de ser defendida por um cavaleiro da Guarda Real. Ora, qualquer criança em Westeros sabe como o Príncipe Aemon, o Cavaleiro do Dragão, foi o campeão de sua irmã, a Rainha Naerys, contra as acusações de Sor Morghil. Mas com Sor Loras tão gravemente ferido, temo que o papel de Príncipe Aemon tenha de cair sobre um de seus Irmãos Juramentados – encolheu os ombros. – Mas quem? Sor Arys e Sor Balon andam longe, em Dorne, Jaime está em Correrrio, e Sor Osmund é irmão do homem que a acusa, o que deixa apenas... Oh, puxa…
Boros Blount e Meryn Trant – Senhora Taena soltou uma gargalhada.
(AFFC, Cersei X)
Afinal, Blont e Trant eram considerados ambos péssimas opções.
Margaery não respondeu de imediato, mas seus olhos castanhos estreitaram-se com suspeita.
Blount ou Trant – disse por fim. – Teria de ser um deles. Gostaria disso, não? Osney Kettleblack faria qualquer um deles em pedaços.
(AFFC, Cersei X)
Entretanto, com Sor Robert a seu lado as chances de Cersei vencer seu julgamento por combate aumentam significativamente, de forma que ela poderia passar a perna na Fé e no Alto Septão. Alguém poderia arguir que a Fé gostaria de inspecionar o campeão de Cersei antes de permitir que ele entre no julgamento, porém isso seria completamente fora das regras que conhecemos até agora.
Portanto, qualquer inovação neste sentido poderia dar argumentos aos apoiadores do regime Lannister contra a transparência e legalidade do julgamento, especialmente quando se têm em mente que Cersei será julgada antes de Margaery (no epílogo, a data de Cersei foi marcada, mas não há menção sobre a de Margaery). A invenção de novas regras para Cersei poderia deixar os Tyrell e seus vassalos (e seus exércitos) pouco à vontade sobre o que esperar no julgamento de Margaery, para dizer o mínimo.
Entretanto, existe uma coisa que está no direito da Fé fazer para minar as chances de Cersei vencer com escolha de um campeão que não pode morrer, ao mesmo tempo em que aumenta-se a legitimidade e sacralidade do julgamento por combate, ao invés de reduzi-la.
Dunk estava perdido.
Vossa Graça, meus senhores – disse, dirigindo-se para o estrado. – Não entendo. O que é esse julgamento de sete?
O Príncipe Baelor se mexeu com desconforto em seu assento.
É outra forma de julgamento por combate. Antigo, raramente invocado. Veio do Mar Estreito com os ândalos e os sete deuses. Em qualquer julgamento por combate, o acusado e o acusador pedem aos deuses que decidam a questão entre eles. Os ândalos acreditavam que se sete campeões lutassem de cada lado, os deuses, sendo assim honrados, ficariam mais dispostos a intervir e garantir que o resultado justo fosse alcançado.
(O Cavaleiro Andante)
Os eventos descritos no conto ‘O Cavaleiro Andante’ ocorrem aproximadamente cem anos antes de ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’ e já nessa época é dito que um julgamento dos Sete não ocorria “há mais de cem anos”. Porém, o conto foi lançado em 1998, antes mesmo do lançamento de A Fúria dos Reis, o que fortalece a impressão de que Martin apenas estava ensaiando o acontecimento para lança-lo em algum momento nas ‘Crônicas’.
Entretanto, quatro livros foram lançados e Martin nunca trasladou o evento dos Contos de Dunk e Egg para a saga principal. O que nos leva a crer que ele o fará agora? Bem, aparentemente, por que o novo Alto Septão gosta de honrar o número sagrados dos ândalos:
A delegação da Fé era liderada por seu velho amigo, Septão Raynard. Seis dos Filhos do Guerreiro escoltaram-no pela cidade; juntos faziam sete, um número sagrado e favorável. O novo Alto Septão, ou Alto Pardal, como o Rapaz Lua o apelidara, fazia tudo em grupos de sete.
(AFFC, Cersei VIII)
E de fato, o Alto Pardal já inovou no julgamento de Margaery Tyrell, que será julgada por sete juízes, não por coincidência, mas em referência explícita ao número sagrado dos ândalos:
Tommen ama tanto sua pequena rainha, Vossa Santidade, que temo possa ser difícil para ele ou seus senhores julgá-la com justiça. Talvez o julgamento deva ser conduzido pela Fé?
O Alto Pardal uniu suas mãos magras.
Tive essa mesma ideia, Vossa Graça. Tal como Maegor, o Cruel, tirou um dia as espadas da Fé, assim Jaehaerys, o Conciliador, nos privou das balanças da justiça. E, no entanto, quem é verdadeiramente digno de julgar uma rainha, além dos Sete no Céu e dos devotos na terra? Um número sagrado de sete juízes presidirá este caso. Três serão do seu sexo, feminino. Uma donzela, uma mãe e uma velha. Quem poderia estar mais preparado para julgar a imoralidade das mulheres?
Assim, não seria fora do personagem do Alto Pardal poderia invocar um Julgamento de Sete caso sentisse que Cersei estaria de alguma forma tentando trapacear na escolha do campeão. Afinal, quando Cersei ordenou que Osney Kettleblack confessasse ter se deitado com Margaery, o Alto Pardal foi rápido em perceber que havia algo de errado e tomar as rédeas da situação, dentro de suas competências:
Ele lhe disse a verdade. Veio ter com você de livre e espontânea vontade e confessou seus pecados.
Sim. Ele fez isso. Já ouvi muitos homens confessarem, Vossa Graça, mas raramente ouvi um homem tão contente por ser tão culpado.
(AFFC, Cersei X)
O que é mais marcante neste caso é a forma com a qual o Alto Pardal vinha conduzindo a conversa com Cersei. Ao ficarmos sabendo momentos depois que ele ouvia Cersei pedir clemência por Margaery enquanto já havia obtido a confissão de Kettleblack, percebemos a natureza perniciosa e astuta do novo Alto Septão. E a escolha de um Julgamento de Sete tem diversos desdobramentos que poderiam complicar ainda mais a absolvição de Cersei sem que ninguém pudesse dizer que o Alto Pardal a estava perseguindo ou encurralando maliciosamente.
Terei que lutar contra sete homens, então? – Dunk perguntou, desesperado.
Não sozinho, sor – o Príncipe Maekar respondeu, impaciente. – Não banque o tolo, não vai adiantar. Deve ser sete contra sete. Precisa encontrar mais seis cavaleiros para lutar ao seu lado.
(O Cavaleiro Andante)
Dessa forma, Sor Robert não poderia defender sozinho a honra da Rainha. Haveria de ter mais cavaleiros. E como Rainha, Cersei somente poderia lançar mão dos homens da Guarda Real, como ela e o Alto Pardal estavam em consenso.
[Cersei] – Isto será o melhor. Com certeza, Margaery tem o direito de exigir que sua culpa ou inocência seja provada por combate judiciário. Se assim for, seu campeão deve ser um dos Sete de Tommen.
[Alto Pardal] – Os Cavaleiros da Guarda Real serviram como os legítimos campeões do rei e da rainha desde o tempo de Aegon, o Conquistador. A Coroa e a Fé falam a uma só voz quanto a isto.
(AFFC, Cersei X)
Porém, fazer com que os Sete Cavaleiros da Guarda Real compareçam a Porto Real não será possível. Jaime e Balon Swann estarão em missões próprias sem comunicação direta com Porto Real. Loras está mortalmente ferido em Pedra do Dragão. Dessa forma, só restariam a Cersei 4 cavaleiros: Robert Forte, Meryn Trant, Boros Blount e Osmund Kettleblack.
Só que a situação de Sor Osmund também é complexa, haja vista que “Sor Kevan jogara Osmund Kettleblack (e seu irmão Osfryd) nos calabouços na mesma hora em que Cersei confessara que tomara os dois homens como amantes” e o plano é que eles sejam enviados “a Muralha, se admitirem sua culpa. Se a negarem, podem encarar Sor Robert.” (ADWD, Epílogo).
Assim, mesmo que por alguma ventura Sor Osmund venha a lutar no julgamento de Cersei seria difícil de acreditar que ele lutaria até a morte para defender a rainha. E as regras do julgamento de Sete permitem que um cavaleiro se renda ao invés de lutar até a morte.
Se Sor Duncan for morto, significará que os deuses o julgaram culpado, e a disputa estará acabada. Se ambos os acusadores forem mortos ou retirarem as acusações, significará o mesmo. De outro modo, todos os sete de um lado ou do outro deverão perecer ou se render para que o julgamento termine.
(O Cavaleiro Andante)
De todo modo, a questão é que Cersei teria que destituir Jaime, Balon e Loras (e talvez Osmund) e arranjar 3 (ou 4) novos guardas reais para entrar no julgamento, o que parece especialmente difícil no momento atual.
Especialmente se Mace Tyrell se tornar regente de Tommen com a morte de Kevan Lannister, pois aí a seleção dos guardas reais necessariamente passaria por seu crivo. Isso dificultaria que Cersei arranjasse mercenários (como Bronn), ávidos para ganhar o favor da Rainha. Sem falar que Mace dificilmente aceitaria a destituição de seu filho da guarda real (mas a depender das compensações oferecidas pode pensar melhor).
A questão é que estas dificuldades seriam extremamente convenientes para a Fé, uma vez que o não preenchimento destes requisitos poderia acabar com o julgamento antes mesmo de ele começar, o que tornaria a nomeação de Sor Robert completamente inútil.
Ou seja, se Cersei não conseguir que a guarda real inteira compareça a seu julgamento, ou não consiga formar uma nova guarda, será considerada culpada de todos os crimes, antes mesmo que qualquer combate se realize.
Vossa Graça, meus senhores – ele disse –, e se ninguém quiser ficar ao meu lado?
Maekar Targaryen olhou para ele friamente.
Se a causa é justa, bons homens lutarão por ela. Se não conseguir encontrar campeões, sor, significa que é culpado. Pode algo ser mais claro?
(O Cavaleiro Andante)
Aqui me parece haver duas possibilidades.
A primeira é que Cersei não consiga suprir a regra, seja condenada, tenha sua execução agendada para depois do julgamento de Margaery, mas durante este evento a Rainha Mãe execute a Conspiração do Fogovivo 2.0. Dessa forma, não veríamos Sor Robert em ação no julgamento, mas ele seria poupado para posteriores atos de grande violência.
A segunda é que Cersei consiga arranjar os guardas reais reminiscentes entre homens de lealdade duvidosa e Mace Tyrell os aprove tanto por pressão, quanto por acreditar que eles não sobreviverão ao julgamento, ou mesmo que se renderão ao primeiro sinal de dificuldade. Entretanto, Sor Robert será capaz de vencer praticamente sozinho todos os sete campeões da Fé, em um feito sobrehumano de combate. E assim a Rainha estará livre, mas ainda assim executaria a Conspiração do Fogovivo 2.0.
.
O que vocês acham? Acham que poderá acontecer assim?
Pensam que Sor Osmund será permitido a lutar? Cersei conseguiria achar os guardas reais restantes? Quem seriam possíveis candidatos à nova guarda de Cersei?
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2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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2020.07.23 10:36 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 10 a 3ra fase do CACD

Em primeiro lugar, lembro uma coisa muito simples: terceira fase não é segunda fase. Você não precisa se preocupar com propriedade vocabular, vírgulas antes de orações subordinadas reduzidas de infinitivo e coisas do tipo. É óbvio que não vale escrever completamente errado também, mas o que eu quero dizer é que a banca da terceira fase nem sabe das exigências da segunda fase direito, então não precisa se preocupar tanto com aspectos formais da escrita. Obviamente, a necessidade de ter uma tese central e alguns argumentos que a comprovem de maneira coerente permanece, mas isso não é novidade para ninguém. A importância do aspecto formal da terceira fase não está nas palavras e nos termos de uma oração, mas na sequência lógica de argumentos.
Algo bastante importante nas provas de terceira fase é destacar um argumento central, uma tese que responda à questão e que lhe permita apresentar exemplos/construções teóricas e desenvolver argumentos que a comprovem. Nessa situaç~o, vale a velha “fórmula” de dissertaç~o: introdução (com a tese central), argumentação (com uma ideia central por parágrafo, com argumentos que comprovem sua tese central) e conclusão (com retomada da tese e com articulação dos argumentos apresentados). Não há um número ideal de parágrafos, vale o bom senso (evitar parágrafos com apenas uma frase ou excessivamente grandes, mas não é necessário que tenham quase o mesmo tamanho, por exemplo, como ocorre na segunda fase).
Evite juízos de valor muito expressivos. Obviamente, tudo o que você escreve contém um pouco de subjetividade, mas evite adjetivações excessivas e algumas construções, como “é importante ressaltar que…”, “vale lembrar que...” ou “fato que merece destaque é…”.
Evite listagens longas e/ou imprecisas. Por exemplo: se você não se lembra de todos os países que fazem parte de determinado grupo, ou se eles são muitos, evite citações de todos os países (na verdade, não sei por qual motivo alguém iria querer citar os membros de um grupo assim, mas vai que precisa de algumas linhas de “enrolaç~o”, não é?). Ex.: “A UNASUL é composta por Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela”.
Preferir: “A UNASUL é composta pelos doze países latino-americanos (à exceção da Guiana Francesa)” ou “A UNASUL é composta pelo agrupamento dos membros do MERCOSUL e da CAN, acrescidos do Chile, do Suriname e da Guiana”. Quanto a imprecisões, evitar, por exemplo: “A UNASUL é composta por Brasil, Argentina, Venezuela, entre outros”. Se você n~o se lembra de todos ou se o número de países é relativamente grande para citar todos, opte ou pelas alternativas anteriormente apresentadas ou, pelo menos, por algo como “Na UNASUL, destacam-se o Brasil – por sua dimensão territorial, por sua população e por seu peso político-econômico –, a Argentina – importante mercado emergente, com forte setor agrícola voltado à exportação e com indústria diversificada – e a Venezuela – detentora de recursos naturais estratégicos e grande exportadora de petróleo”.
Evite, também, citações e menções excessivas. Elas não devem constituir a base de sua resposta. Excesso de citação de eventos pode ser um problema. Obviamente, citar datas, conceitos e períodos é fundamental, mas o problema começa quando essas referências ocupam frases inteiras, sem argumentação e sem sequência lógica de relações. Veja os Guias de Estudos antigos, para ter uma noção do tipo de resposta preferido pela banca. O importante é não exagerar, para o texto não ficar carregado de informações que, ainda que úteis, não sustentam a tese que responde à questão de maneira consistente. Para conceitos menos conhecidos, convém citar a fonte (de todo modo, ainda que certos conceitos, como “Estado normal”, sejam consagrados na literatura sobre política externa brasileira, dizer que “o país entrou, assim, no período que Amado Cervo define como ‘Estado normal’” me parece boa estratégia – até porque o próprio Amado Cervo já foi da banca corretora vez ou outra; o José Flávio Sombra Saraiva é outro que tenho certeza de que irá adorar ver seu nome mencionado em uma resposta).
Algo bastante útil é evitar criar (e cair em) armadilhas. Se você sabe, por exemplo, que o Pacto Andino foi firmado em 1969, mas não tem certeza se a organização aí criada já se chamava Comunidade Andina de Nações, por exemplo, opte por uma formulação de resposta que evite comprometer-se quanto a isso. Uma sugest~o seria, por exemplo: “Firmado em 1969, o Pacto Andino consubstanciou importante passo para a criaç~o da Comunidade Andina de Nações (CAN)”. Desse modo, você evita incorrer no erro de atribuir ao Pacto a responsabilidade pela criação da CAN, sem deixar de destacar sua importância para que isso ocorresse posteriormente. Evite, também, conceitos “politicamente incorretos” ou em desuso, como “governo neoliberal” (preferir “governo associado aos princípios do Consenso de Washington”, por exemplo), “país subdesenvolvido” (preferir “país de menor desenvolvimento relativo”, por exemplo) etc.
Para boa parte dos argumentos a ser empregados na terceira fase, a leitura atenta e o fichamento das melhores respostas dos Guias de Estudos anteriores podem ajudar bastante. Eu tive um professor de cursinho, o Ricardo Macau, que gostava de dizer que o intuito de fichar os Guias de Estudos era, simplesmente, roubar argumentos. Ninguém precisa inventar novos argumentos, para tentar “chocar” a banca. Se a banca publica um Guia de Estudos anualmente, dizia ele, é para mostrar a todos os candidatos o que ela queria ler como resposta naquela questão e o que ela quer ler nas respostas dos concursos dos anos seguintes. Dessa maneira, não há nenhum constrangimento em fichar os principais argumentos das provas dos anos anteriores e em usá-los nas questões pertinentes da terceira fase. Alguns desses argumentos foram muito úteis para mim, especialmente nas provas de História do Brasil, de Política Internacional e de Direito.
Uma coisa que pouca gente fala é que os Guias de Estudos nem sempre são cópias fidedignas das respostas dos candidatos. A organização do concurso entra em contato com os autores das respostas selecionadas e solicita que os próprios autores digitem suas respostas. Os candidatos podem fazer eventuais alterações pontuais de algumas imprecisões, mas alguns poucos acabam exagerando. Para quem está se preparando para o concurso, não poderia haver nada pior, já que não podemos ter uma noção exata de qual tipo de resposta foi avaliado como suficiente pelos examinadores (por saber que era possível alterar, eu sempre ficava em dúvida: será que ele/ela ganhou essa nota escrevendo tudo isso mesmo?). J vi gente dizendo que “quem consegue fazer as melhores respostas deu sorte, porque fez mestrado ou doutorado no assunto, pelo menos”, e isso é completa mentira. O que ocorre é que essas pessoas souberam conjugar estudo eficiente e capacidade de desenvolvimento analítico diferenciada que sejam convertidos em uma argumentação clara e consistente. Para isso, não tem mestrado ou doutorado que adiante. Em algumas questões, você sente ser capaz de escrever o dobro ou ainda mais sobre aquele assunto (principalmente, nas questões de 60 linhas), mas o que mais conta, no fim das contas, é a forma, o modo como você organiza suas ideias, os argumentos de que você faz uso etc.
Na prova de História do Brasil, alguns temas são mais ou menos recorrentes. Definição das fronteiras nacionais, política externa do Império, política externa dos governos Quadros-Goulart (Política Externa Independente), política externa dos governos militares (especialmente, Geisel), relações do Brasil com a América do Sul (destaque para as relações Brasil-Argentina desde o século XIX), relações do Brasil com a África (do período da descolonização até a década de 1980). Obviamente, há inúmeros outros temas (bastante pontuais às vezes) que também são cobrados, mas eu acho que, se eu tivesse só uma semana, para estudar tudo de História do Brasil, eu escolheria esses temas. Ainda que eles não sejam cobrados diretamente, podem ser encaixados em muitas outras questões.
A prova de Inglês consiste de uma tradução do Inglês para o Português (valor: 20 pontos), de uma versão do Português para o Inglês (valor: 15 pontos), de um resumo de texto em Inglês (valor: 15 pontos) e de uma redação sobre tema geral (valor: 50 pontos). As notas de Inglês são, geralmente, bem mais baixas que as das demais provas, o que, considerando que boa parte dos candidatos que chega à terceira fase tem alguma experiência no domínio avançado da língua inglesa (acredito eu), é claro sinal de que a cobrança é bastante rigorosa, e apenas conhecimentos básicos da língua não são suficientes.
Quanto à tradução e à versão, não tenho muito a dizer. Há dedução de 1,00 ou de 0,50 pontos (dependendo do tipo de erro) do valor total do exercício para cada erro de tradução13. O vocabulário cobrado nem sempre é muito simples (um ou outro termo pode ser mais complicado), mas, em geral, não há muitos problemas. Normalmente, as notas da tradução são bem maiores que as notas da versão. Um pequeno “problema” nas traduções e nas versões é o seguinte: o examinador escolhe, tanto nas traduções para o Português quanto nas versões para o Inglês, algumas expressões que ele quer, obrigatoriamente, que o candidato use determinados termos que correspondam àquela palavra ou expressão na outra língua. Assim, por exemplo, se há o termo “vidente”, para ser traduzido para o Inglês, e se o examinador escolheu essa palavra, para testar os candidatos, você ser penalizado, se tentar dizer isso com uma express~o como “a person who foresees” ou coisa do tipo. Se o examinador, entretanto, não houver escolhido essa palavra como teste, você poderá não perder nenhum ponto por isso. O maior problema é que, obviamente, você não sabe quais são as expressões que serão escolhidas enquanto faz a prova. Pode ser que uma expressão para a qual você não conhece a tradução exata não seja uma das escolhidas pelo examinador, e dizer a mesma coisa de outra maneira (com uma frase ou com uma expressão mais longa que exprima o mesmo sentido) pode não implicar penalização. Enfim, não há como saber isso antecipadamente, então a melhor alternativa é, sempre, a tradução o mais fidedigna possível. De toda forma, se não souber, aí não tem jeito, invente alguma coisa, pode ser que seja aceita. Só nunca, nunca, deixe um espaço em branco, pois isso atrai os olhos do examinador, e ele saberá que já tem algo faltando ali. Mesmo que você não tenha nenhuma ideia do que alguma coisa signifique ou de como traduzir, invente palavras, crie sinônimos que não existem, faça qualquer malabarismo linguístico que estiver a seu alcance, só não deixe espaços em branco. Como os examinadores corrigem mais de duzentas provas (números de 2010 e de 2011), pode ser que alguns erros acabem passando despercebidos.
13 Segundo o Guia de Estudos: menos 1,00 pontos por falta de correspondência ao(s) texto(s)-fonte, erros gramaticais, escolhas errôneas de palavras e estilo inadequado; menos 0,50 pontos por erros de pontuação ou de ortografia. Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtraem 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
O resumo do texto em Inglês costuma surpreender alguns candidatos com baixas notas. A atribuição de pontos é feita de acordo com uma avaliação subjetiva que considera várias coisas: quantidade de erros, abrangência de todos os pontos selecionados pelo examinador como os mais importantes do texto etc. Não é necessário incluir exemplos no resumo, que deve, com suas palavras, abranger todos os principais temas discutidos no texto, seus argumentos e sua linha de raciocínio (os temas e os argumentos podem ser apresentados na ordem que você considerar mais interessante, não é necessário seguir a ordem do texto). No resumo, não se emite opinião sobre o texto, e n~o é necessrio dizer “o autor defende”, “segundo o autor” (em Inglês, obviamente). Como se trata do resumo de um texto, é evidente que tudo o que está ali resume as opiniões do autor. Não é necessário fazer uma introdução e uma conclusão, você perderá muito espaço, e não é esse o objetivo do resumo. Seja simples e direto, acho que é a melhor dica.
O comando indica um máximo de 200 palavras, mas eles não contam. Já vi professores dizendo para que os alunos fizessem, obrigatoriamente, entre 198 e 200 palavras, mas, se você buscar os Guias de Estudos anteriores, verá que há resumos que fogem a esse padrão (para baixo ou para cima) e que foram escolhidos como o melhor resumo daquele ano. É claro que você não vai escrever 220 palavras, mas acho que umas 205, mais ou menos, estão de bom tamanho (escrevi um pouco mais de 200, acho que 203, não sei). A professora do cursinho de terceira fase dizia que podíamos fazer até cerca de 210 (desde que a letra não fosse enorme, para não despertar a curiosidade do examinador) que não teria problema. É claro que o foco deve estar nos 200, esse valor superior é apenas para o caso de lhe faltarem algumas palavras, para encerrar o raciocínio.
Em 2011, os 15,00 pontos do resumo foram divididos em duas partes: 12,00 pontos para a síntese dos principais aspectos do texto e 3,00 pontos para linguagem e gramática. O examinador determinou que havia seis tópicos principais do texto que deveriam ser incluídos no resumo e atribuiu até dois pontos para a discussão de cada um desses tópicos. Obviamente, não há como saber quantos serão esses tópicos. O melhor a fazer é tentar tratar de todos os aspectos mais importantes do texto com o mínimo possível de palavras. Se sobrarem 10 ou 15 palavras, não desperdice, faça uma frase a mais, quem sabe isso pode lhe render alguns preciosos décimos a mais.
A redação em Inglês é de 45 a 60 linhas, com valor de 50 pontos. Esses 50 pontos são distribuídos em: planejamento e desenvolvimento (20 pontos), qualidade vocabular (10 pontos) e gramática (20 pontos), com penalização de 1,00 ou de 0,50 pontos por erro, de acordo com o tipo de erro14 (descontados da parte de gramática). Nota zero em gramática implica nota zero na redação (logo, cuidado para não zerar). Há penalização de 1,00 pontos para cada linha que faltar para o mínimo estabelecido.
Normalmente, a redação trata de temas internacionais de fácil articulação. Não há recomendações de número de parágrafos, de número de linhas por parágrafo ou coisa do tipo. As principais coisas a observar são: ter uma tese central, usar argumentos que a sustentem, e, sobretudo, fornecer exemplos. Ao ver espelhos de correção de concursos anteriores no cursinho, fica evidente que muitas notas de planejamento e desenvolvimento são mais baixas devido à ausência ou à insuficiência de exemplos, como indicam os comentários dos examinadores em provas anteriores (a prova de Inglês é a única da terceira fase que vem com comentários e com marcações). Eu diria, portanto, que é necessário prestar atenção na argumentação coerente que comprove a tese, é claro, e no fornecimento de vários exemplos que sustentem a argumentação apresentada. É claro que só listar dezenas de exemplos pode não adiantar nada, mas, se você souber usá-los de maneira coerente, como complemento à argumentação, acho que poderá ser bem recompensado por isso. Ao contrário do que já vi dizerem por aí, não há penalizaç~o por “ideologia” discrepante daquela da banca. Aproveitando a temática da prova de 2001, não interessa se você é contra ou a favor da globalização, o importante é elencar argumentos fortes e sustentá-los com exemplos pertinentes.
14 Segundo o Guia de Estudos, menos 1,00 pontos por erro (exceto para erros de pontuação ou de ortografia, para os quais há subtração de 0,50 pontos). Apesar dessa previsão no Guia de Estudos, a banca também tem considerado, nos últimos concursos, que também se subtrai 0,50 pontos por erro de preposição, ao invés de 1,00 pontos.
Por fim, a parte de qualidade vocabular não se refere só ao uso de construções avançadas de Inglês (inversões, expressões idiomáticas etc.). De nada adianta usar dezenas de construções avançadas, se você tiver muitos erros de gramática. Os 10 pontos de qualidade vocabular levam em consideração tanto o número de construções avançadas que você usou quanto o número de erros de gramática que você teve. Ainda que você use poucas construções avançadas, se não errar nada de gramática (ou se errar muito pouco), sua nota nesse quesito deverá ser bem alta. Dessa forma, acho que o melhor a fazer é preocupar-se, primeiramente, com gramática. Uma pequena lista de expressões idiomáticas passíveis de se empregar, combinada com o uso de construções mais avançadas (como inversões, por exemplo), já pode significar boa nota de qualidade vocabular, se você não perder muitos pontos de gramática. Não vou dizer quais usei, senão todo mundo vai usar as mesmas e ninguém vai ganhar pontos. Usem a criatividade: vejam expressões diferentes, palavras conotativas apropriadas, verbos e palavras mais “elaborados” etc.
Em resumo, acho que o principal da redação é: errar pouco em gramática e fornecer exemplos. Com isso e com bons argumentos, sem fugir ao tema, eu diria que há boas chances de uma nota razoável.
A prova de Geografia é, a meu ver, uma das mais chatas e imprevisíveis. Cada ano, a prova é de um jeito, ora cobra Geografia física, ora cobra teoria da Geografia etc. No geral, acho que a banca não tem muita noção de que está avaliando conhecimentos importantes para o exercício da profissão de diplomata, não de geógrafo. Assim, frequentemente, aparecem algumas questões bem loucas. O bom das questões mais chatas de Geografia é que a banca costuma ser mais generosa na correção. Há alguns anos, uma questão sobre minérios na África, por exemplo, aterrorizou muitos candidatos, mas, na hora da correção, segundo um professor de cursinho, as notas não foram tão baixas. Por isso, não se preocupe tanto com essas questões mais espinhosas que, eventualmente, aparecem na terceira fase de Geografia.
Em 2011, uma das questões (sobre navegação de cabotagem no Brasil, na década 2001-2010) havia sido tema de uma reportagem do programa Globomar duas semanas antes da prova. Para falar a verdade, eu não sabia nem o que era Globomar, se era uma reportagem do Fantástico, um quadro do Faustão ou a nova novela das sete, mas, como um raio pode cair duas vezes no mesmo lugar, não custa nada informar para que você fique atento a algumas dessas questões mais recentes. Não precisa gravar e tomar notas de todo Globomar daqui para frente. Dar uma olhada nos temas desse tipo de programa, de vez em quando, já deve ser mais que suficiente. Vale dizer que o mais importante é, sempre, Geografia do Brasil. Não precisa assistir o National Geographic sobre monções no Sri Lanka, porque não vai cair. De todo modo, assuntos relativos à costa e ao litoral brasileiros são reincidentes no concurso.
Muitos falam sobre a necessidade de usar o “miltonsantês”, como s~o conhecidos os conceitos de Milton Santos, nas respostas de terceira fase. É algo meio batido, mas acho que todo mundo que faz, pelo menos, o cursinho preparatório para a terceira fase deverá ouvir alguma coisa a respeito, então não se preocupe com isso. Se der para usar alguns conceitos em determinadas questões, use sem exageros. Esses termos podem render bons olhos com a banca, mas ninguém tira total só porque escreveu dez conceitos miltonianos na resposta.
Algumas argumentações s~o “coringas” em Política Internacional. Alguns conceitos, como “multilateralismo normativo”, “postura proativa e participativa”, “articulaç~o de consensos”, “reforma da ordem”, “juridicismo”, “pacifismo”, “pragmatismo”, “autonomia pela participaç~o” etc., poderão ser encaixados em quase todas as respostas de terceira fase. Relações Sul-Sul, América do Sul, BRICS, IBAS, África também são temas que poderão ser empregados em diversos contextos (temáticas recorrentes nos últimos concursos). Desse modo, saiba usar esse conhecimento a seu favor. Se há uma questão que pede comentário sobre algum aspecto da política externa brasileira contemporânea, citar esses conceitos já pode ser bom começo.
Não custa nada lembrar que você está fazendo uma prova para o Ministério em que você pretende trabalhar pelo resto da vida. Criticar a atuação recente do MRE não é sinal de maturidade crítica ou coisa do tipo, pode ter certeza de que n~o ser bem visto pela banca corretora. N~o precisa “puxar o saco” do governo atual descaradamente, mas considero uma estratégia, no mínimo, inteligente procurar ressaltar que, apesar de eventuais desafios à inserção internacional do Brasil, o país vem conseguindo alçar importantes conquistas no contexto internacional contemporâneo, como reflexo de sua inserção internacional madura, proativa e propositiva. Na prova de 2011, a prova da importância de saber a posição oficial do MRE com relação a temáticas da política internacional contemporânea ficou evidente em uma questão que pedia que se discutisse a situação na Líbia, apresentando a posição oficial do governo brasileiro e os motivos para a abstenção do Brasil na votação da resolução 1.973 do Conselho de Segurança da ONU. Saber a posição oficial do governo sobre os principais temas da agenda internacional contemporânea é fundamental na terceira fase. Na primeira fase também: em 2011, um item dizia que o MRE usava a participação na MINUSTAH como “moeda de troca” para o assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. Por mais que a mídia sensacionalista diga isso e por mais que você, porventura, acredite nisso, não é essa a posição oficial do Ministério, então isso não está correto e ponto. Seja pragmático e tenha, sempre, em mente que você está fazendo uma prova para o governo. Em dúvida, pense: o que o governo brasileiro defende nessa situação? Essa posição vale tanto para a primeira fase quanto para a terceira.
Com relação à prova de Direito, é uma avaliação, a meu ver, bastante tranquila e uma das mais bem formuladas. Não há grandes segredos, e a leitura (acompanhada do fichamento) dos Guias de Estudos antigos é fundamental. Muitos estilos de questões repetem de um ano para o outro, e alguns argumentos gerais sobre o fundamento de juridicidade do Direito Internacional Público, por exemplo, são úteis quase sempre. Ultimamente, a probabilidade de questões sobre Direito interno propriamente dito tem sido reduzida a temáticas que envolvam o Direito Internacional (como a questão sobre a competência para efetuar a denúncia a tratados, cobrada em 2010). Em Direito Internacional Privado, o que já foi cobrado do assunto, em concursos recentes, esteve relacionado à homologação de sentença estrangeira, assunto bastante básico e tranquilo de estudar. Em Direito Internacional Público (DIP), atenção especial à solução de controvérsias (meios pacíficos, meios coercitivos, meios jurídicos e meios bélicos), ao sistema ONU e ao sistema de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio, além do supracitado fundamento de juridicidade do DIP (“afinal, por que o DIP é Direito?”). Uma dica que vale tanto para as questões de Direito quanto para as de Economia é tomar cuidado com o número de linhas. Como há questões de 60 e de 40 linhas, corre-se o risco de perder muito espaço com argumentos e ilustrações não necessários à questão. Nas provas dessas duas matérias, não acho que seja tão necessário preocupar-se tanto com a introdução e com a conclusão nas questões de 40 linhas (nas de 60, se houver, devem ser bem curtas), pois não há espaço suficiente para isso. Em minhas provas de terceira fase, apenas respondi a essas questões de 40 linhas diretamente.
A prova de Economia mudou muito, se você comparar as provas de 2008-2009 às de 2010-2011, por exemplo. Anteriormente, havia questões enormes de cálculos, equações de Microeconomia etc. Em 2010, a única questão que envolvia cálculo era ridiculamente fácil. Em 2011, para melhorar a situação daqueles que não gostam dos números, não havia um único cálculo nas questões, todas elas analíticas. Além disso, as cobranças anteriores de Economia Brasileira focavam, especialmente, no período da República Velha (isso se repetiu em 2010). Em 2011, até mesmo o balanço de pagamentos atual do Brasil e a economia dos BRIC na atualidade foram objetos de questões. Talvez seja uma tendência da prova de Economia dos próximos anos, de priorizar o raciocínio econômico, em detrimento dos cálculos matemáticos que aterrorizavam muitos no passado. Ainda que eu não tenha problemas com cálculo (e goste bastante, inclusive), devo admitir que me parece muito mais coerente cobrar economia dos países do BRIC do que insistir nos cálculos de preço de equilíbrio, quantidade de equilíbrio, peso-morto etc., se considerarmos que se trata de uma prova que visa a selecionar futuros diplomatas (aí está uma lição que a banca de Geografia precisava aprender).
Ainda que, à primeira vista, esse novo tipo de prova possa parecer mais fácil, pode não ser tão tranquilo quanto parece. Por mais contemporâneas que as questões sejam, acho que os candidatos correm o sério risco de confundir a prova de Economia com uma prova de Política Internacional (por envolver BRIC, por exemplo). Lembre-se, sempre, de que quem corrige as provas de Economia são economistas. Como economistas, eles valorizam o raciocínio econômico, com o uso de conceitos econômicos, e é isso o que deve ficar claro, em minha opinião, em questões como essa. Tenho maior facilidade com esse raciocínio econômico e com os conceitos da disciplina, por haver participado da monitoria de Introdução à Economia da UnB por quatro semestres. A quem não teve essa experiência, para acostumar-se a esse “economês”, nada melhor que bons noticirios de Economia:
- Brasil Econômico: http://www.brasileconomico.com.b
- Financial Times: http://www.ft.com/home/us
- IPEA: http://agencia.ipea.gov.b
- O Globo Economia: http://oglobo.globo.com/economia/
- The Economist: http://www.economist.com/
- Valor Econômico: http://www.valoronline.com.b, entre vários outros.
Obviamente, não precisa ficar lendo todas as notícias postadas em todos esses sites, todos os dias. Já tentei o esquema de ler uma notícia por dia de uns cinco sites de notícias e cansei facilmente. Não acho que seja possível dizer um número ideal de notícias econômicas lidas por semana, mas sei lá, umas duas ou três já são melhor que nada.
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2020.07.23 10:24 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte III – A PREPARAÇÃO INTRODUÇÃO pt 6 Quantas horas devo estudar por dia?

Quantas horas devo estudar por dia? Quantos meses/anos são necessários para a aprovação? Acho que todo mundo já deveria saber isso, mas sempre vejo essa pergunta em fóruns na internet. É óbvio que não existe “receita de bolo”. Se alguém falar “estudei duas horas por dia” ou “estudei quinze horas por dia”, isso n~o quer dizer nada. Se você estudar o que n~o deve, pode ficar um ano inteiro com quinze horas ininterruptas diárias de estudos que não adiantará muita coisa. Eu, mesmo, nunca cronometrei e nunca parei para pensar direito sobre quantas horas eu estudava por dia. O que importava, de fato, era ter conseguido render bastante, e isso não se mede em horas de estudo, em páginas lidas, em exercícios feitos ou em livros resumidos. Para quem tem problemas de concentração ou mora com a família, por exemplo, pode ser aconselhável estudar em uma biblioteca ou em uma sala de estudos (de cursinhos preparatórios, por exemplo). Como morava sozinho em Brasília e consigo me concentrar facilmente, estudei em casa mesmo (apesar da maldita reforma do revestimento externo do bloco exatamente em frente à minha sacada, que começou semanas antes da primeira fase e durou até depois do fim do concurso, com barulho de furadeira, com rádio ligado no volume máximo e com pedreiro gritando o dia todo).
Não vou fazer propaganda contra ou a favor de nenhum cursinho. Em vários sites e blogs e nos grupos do Facebook e do Orkut informados acima, há bastante informação sobre dinâmica de cursinho, professores recomendados etc. Falando da utilidade dos cursinhos de maneira geral, é, obviamente, tudo muito relativo. Depende de sua familiaridade com a matéria e de sua facilidade de aprendizado. Muitas vezes, se você estudar sozinho, aprenderá mais e ganhará mais tempo que fazendo cursinho, especialmente para a primeira fase (além de economizar dinheiro, já que os preços dos cursinhos não são, em geral, muito camaradas). Nada como sentar na cadeira e estudar, observando, sempre, alguns pontos mais importantes, como: temas de maior recorrência nos últimos concursos, temas contemplados no Guia de Estudos etc. Cuidado apenas com a segunda fase (para Redação, sugiro que todos façam, sim, curso preparatório).
A gente tende a achar que há algumas coisas que só aprenderemos no cursinho (macetes de prova, orientação teórica que a banca prefere), mas, por incrível que pareça, há alguns professores que, por mais que (às vezes) saibam a matéria, não conhecem bem as provas do concurso. Tive, por exemplo, um professor (bem recomendado por alguns) que falou tanta coisa errada, mas tanta coisa errada, que, quando fui revisar as anotações, acho que perdi mais tempo conferindo tudo e corrigindo todos os erros do que se houvesse apenas estudado sozinho. No fim das contas, desisti das anotações e ignorei-as por completo. Outro professor (também muito bem recomendado por algumas pessoas) dava a matéria muito superficialmente e mostrava desconhecer completamente o concurso, a banca e a própria matéria. No fim das contas, acabei abandonando a matéria no meio. É frustrante, principalmente, porque os cursinhos são, em geral, bastante caros.
Não adianta um professor saber bem a matéria (a propósito, nem todos sabem), é necessário conhecer as provas a fundo. Isso significa não apenas saber todas as questões da primeira e da terceira fases dos últimos concursos ou todos os Guias de Estudos de cor, mas também, especialmente para a segunda e para a terceira fases, experiência tanto com relação às preferências acadêmicas da banca quanto com relaç~o { “jurisprudência” das correções. Esta última habilidade só se adquire vendo muitos espelhos de prova e recursos (deferidos e indeferidos). Como os espelhos de prova não têm vindo com marcações (você recebe apenas a nota nas questões, sem nenhuma marcação ou comentário), acho que, pelo menos, o estudo detido dos Guias de Estudos anteriores já é um passo importante.
Há, sim, alguns professores muito bons que valem cada um dos muitos centavos que você paga pela aula, mas meu alerta é: não se deixe levar por preço (já vi gente fazendo matérias em alguns cursinhos, sem sequer saber se os professores eram bons ou não, apenas porque era mais barato), por aulas experimentais (em um dos casos que eu citei acima, eu achava as primeiras aulas excelentes; só depois fui perceber o tanto de “abobrinha” que ele falava e o tanto de datas, de informações e de argumentos errados que ele passou) ou por fama do cursinho. Procure, sempre, onde quer que seja, informações sobre o professor (e, de preferência, com mais de uma indicação). Não vou falar de quais gostei e de quais não gostei porque acho que este não é o meio adequado para isso, mas, caso você não conheça alguém que já tenha feito algum cursinho, procure em fóruns na internet e nos grupos do Facebook e do Orkut indicados acima, sempre há alguma coisa útil (encontrei várias informações que estava procurando de professores em diversos cursinhos).
Para quem pensa em mudar-se para Brasília, por exemplo, para fazer um curso preparatório, as maiores dúvidas são, frequentemente, relativas ao custo de vida e à relação custo-benefício de morar na capital. O aluguel de imóveis em Brasília não é dos mais baratos (consulte, por exemplo, http://www.wimoveis.com.bdf), o que, somado aos preços um pouco “salgados” de alguns cursos preparatórios, pode implicar altos gastos. Como eu já morava na cidade antes de iniciar a preparação para o CACD, não sei se há alternativas de moradia mais próxima a algum dos cursinhos (são quase todos bem distantes um do outro). Sei que o curso O Diplomata oferece aluguel de apartamentos, mas não sei como funciona direito [informações: (61)3349-0311]. Acho que boa parte das pessoas que optam por mudar-se para Brasília tem diversos objetivos: concentrar-se mais nos estudos (o que pode ser difícil em uma casa com os familiares, por exemplo), ter acesso aos cursos preparatórios, conhecer outras pessoas que estão estudando para o CACD etc. Não foi meu caso, pois já morava em Brasília anteriormente, portanto não posso dizer se acho que, realmente, vale a pena por esses motivos. De todo modo, na comunidade “Coisas da Diplomacia”, no Orkut, j vi diversos comentários a respeito. H, também, o grupo do Facebook “Moradia – IRBr”, voltado para a discussão desses assuntos: http://www.facebook.com/groups/168135273239644/.
Principalmente para aqueles que não conhecem muita gente que também está se preparando para o concurso, o ambiente de cursinho pode ser interessante, para conhecer outras pessoas que estão na mesma situação que você e que podem contribuir com algumas dicas e sugestões úteis para a preparação. De todo modo, se você for daqueles que preferem estudar sozinhos a gastar tempo e dinheiro indo para o cursinho, ótimo! Para a primeira fase, eu diria que o cursinho pode ser, se você tiver boas orientações, disciplina de estudos e/ou boa bagagem de conhecimentos, dispensável.
Quanto à segunda fase, considero quase indispensáveis os cursos de Redação Português. Acho muito difícil alguém conseguir passar na segunda fase, se não houver feito cursinho preparatório. Há, obviamente, alguns casos de que já ouvi falar, mas são a minoria. Não vou falar sobre o já batido tema das idiossincrasias da banca da segunda fase, mas, mesmo quanto a coisas que não são “frescuras” da banca, achei muito bom o tanto de coisas (sobre Português de uma maneira geral) que aprendi no cursinho preparatório para a segunda fase. Desde os anos de colégio, sempre fui cético quanto à eficácia das aulas de Redação, mas devo admitir que valeu a pena: é inegável que a escrita melhora muito (nos padrões requeridos pela banca) com o cursinho. Se é necessário fazer um curso regular, que dura vários meses, ou se basta só o intensivo, às vésperas da segunda fase, depende de cada um. Acho desnecessário dizer que fazer cursinho também não é garantia de nada. Fiz tanto o curso regular quanto o curso intensivo e não me arrependi.
Com relação à terceira fase, também acho o cursinho muito importante. Em primeiro lugar, porque alguns professores realmente levam o trabalho a sério e ficam alucinados, procurando tudo o que os membros da banca têm estudado, escrito etc., e isso rende bons frutos, como alguns professores que acertam algumas questões que serão cobradas nas provas da terceira fase. Em segundo lugar, ainda que alguns professores não acertem muitas questões (o que não é uma tarefa muito fácil), a oportunidade de treinar a resolução de questões é fundamental por dois motivos: aprender a escrever na forma requerida pela banca e conseguir controlar o tempo de resolução das questões. Muitas pessoas têm problemas com o tempo para algumas provas da terceira fase (especialmente, para as provas de História do Brasil, de Geografia e de Política Internacional, que são as mais extensas). Não tive grandes problemas com isso e consegui escrever e revisar todas as questões de todas as provas, mas sei que muitos mal têm tempo de terminar de escrever.
Dito isso, já adianto: para essas três provas, é impossível fazer rascunho. Se você fizer, é muito provável que não conseguirá passar a limpo no tempo estabelecido. Para as provas de Direito e de Economia, não diria que é impossível (o número de linhas é menor, logo há tempo de sobra, pelo menos foi assim comigo), mas também considero desnecessário. No CACD, fiz rascunho apenas das provas de Português, de Inglês, de Francês e de Espanhol (em todas, sobrou algum tempo, mas não muito, após as revisões), pois são provas que eu alterava muito depois da redação inicial, trocava frases, palavras etc. Eu já sabia disso por causa de minha experiência com a resolução de questões no cursinho preparatório para a terceira fase, razão pela qual estive, sempre, atento ao relógio, para não perder tempo. Para todas as demais provas, o que se recomenda é, no máximo, um esquema inicial dos principais tópicos a ser discutidos nas questões, como um “brainstorming”. N~o fiz esse esquema em quase nenhuma questão, porque funciono melhor escrevendo direto, mas reconheço que nem todo mundo consegue fazer isso. Alguns podem preferir, ao menos, um momento de reflexão inicial, para fazer um esquema mental dos tópicos que serão desenvolvidos na questão, mas também não consigo fazer isso. A vida inteira, escrevi sem pensar, e deu certo. Não tive grandes problemas com isso no CACD, mas já alerto que não aconselho isso a todos. Muitos não conseguem manter o raciocínio, se não houver um planejamento a ser seguido, e acabam perdendo- se no meio da questão. Cuidado!
Conhecer os concursos anteriores é fundamental por várias razões. Não apenas para saber o que já foi objeto de cobrança, o que mais se repete, o que está ausente há algum tempo (e pode ser, eventualmente, trazido de volta), mas também para entender a lógica de formulação das questões em função dos contextos internacionais recentes, por exemplo. Isso é mais útil para a prova de Política Internacional, as demais não são tão influenciadas por acontecimentos recentes dessa maneira (Geografia e Economia também podem levantar alguns tópicos mais ou menos em voga, em face do que aconteceu em suas respectivas áreas nos meses anteriores ao concurso, mas não é uma regra tão forte quanto em Política Internacional).
Com relação aos conteúdos a ser estudados, atenção especial aos aniversários (10, 20, 30, 40... anos) dos principais tratados, organizações internacionais, acontecimentos marcantes etc., que costumam ser objetos de questões de Direito e de Política Internacional na primeira fase (na terceira fase, também podem ser cobrados, mas com menos frequência; em 2011, os cinquenta anos da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas foram lembrados em uma das questões). Visitas presidenciais a países mais importantes e visitas de chefes de Estado de outros países ao Brasil (destaque para EUA, China, Índia, Argentina...) no ano da prova, por exemplo, podem ser indícios de que poderá haver alguma questão nesse sentido. Obviamente, tudo isso não é regra (a pedra mais cantada de 2011, que foram os 20 anos do MERCOSUL, não apareceu em nenhuma questão da terceira fase; de todo modo, as relações com a Argentina, destino da primeira viagem presidencial de Dilma Rousseff, foram tema de questão da prova de Política Internacional).
Para a quarta fase, não há muito mistério. A cobrança de Francês e de Espanhol é bem básica, e conhecimentos de nível intermediário nos dois idiomas podem garantir uma nota razoável. De todo modo, vale observar que, nos últimos concursos, a quarta fase tem tido um peso enorme para a colocação final (especialmente, para as últimas vagas). Dessa maneira, confiar nos aprendizados de última hora de Francês e no Portunhol pode custar-lhe caro. Não recomendo deixar para estudar as duas línguas apenas após a segunda fase (como já vi que muita gente faz). Se você nunca estudou Francês e/ou Espanhol, recomendo começar um pouco antes (professores particulares podem ser mais úteis nesse caso, uma vez que você não precisará de atenção excessiva à conversação e à compreensão auditiva, como ocorre em muitos cursos em grupo). É difícil dizer quantas aulas ou meses são necessários, pois isso, obviamente, depende do rendimento e da facilidade de cada um.
De qualquer maneira, as provas não têm nada de complicado: não é necessário dominar os dois idiomas perfeitamente, as provas são instrumentais (leitura e compreensão de textos). Na prova de Espanhol, tive certo problema com algumas questões pontuais sobre o texto que poderiam ser respondidas em menos de uma linha (há previsão de mínimo de três linhas, máximo de cinco, sem copiar do texto), ou que não estavam, diretamente, no texto. Optei pelo tradicional método da “enrolaç~o”. Adicionei informações que não estavam sendo pedidas, só para conseguir escrever todas as cinco linhas. Em Francês, não tive grandes problemas com isso, a prova estava mais tranquila nesse aspecto. As duas correções foram pesadas, e notas acima de 40/50 foram raridade.
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2020.07.23 04:46 paulamilanez Tomei calote e plagio

(Vi a ultima quartas reddit pedindo historia de artistas, ou seja, meu momento de brilhar)
Para contexto: Desenho desde que me conheço por gente, mas fazem apenas 7 anos que comecei a realmente levar a arte a sério e a comercializa-la. Já trabalhei na área de design mas agora estou 100% focada em ilustração e no trabalho como freelancer.
Ao longo desses anos acabei aprendendo muitas coisas relacionadas a arte digital e sei bem como é entrar nesse meio e se sentir totalmente perdido, não entender bem a dinâmica dos programas e tudo mais. Além disso muita gente me pergunta sobre como começar, programas, equipamentos, brushes e tudo relacionado, então peguei todas essas informações para iniciantes e montei um e-book com ajuda de um amigo, com um precinho bem acessível para conseguir ajudar o maior número de pessoas possível.
Antes de lança-lo eu fiz varias propagandas dele nos stories, twitter e enfim todas as redes pra avisar meus seguimores, respondia todas as DMs do pessoal me perguntando sobre ele, porém eu sou péssima de memoria e não lembrava todo mundo que ia falar comigo. Até ai ok. Assim que lancei uma dessas pessoas (que depois eu vi que ja tinha falado comigo outras vezes em DM dizendo que eu era uma inspiração, que gostava muito do meu trabalho e tal) me mandou uma mensagem dizendo que havia comprado o e-book e estava empolgada. 20 minutos depois recebi mais uma, falando que teve problema com a plataforma que hospeda o e-book e que havia pedido reembolso, mas que ia comprar novamente depois que resolvesse as pendencias com o site. Ela não chegou a explicar muito bem esse "problema", mas ok. Eu, bem bobinha, pensei "poxa, todo mundo ta comprando normal mas pode ser que dê mesmo esse tipo de problema, ela ja falou comigo outras vezes então vou aceitar devolver a grana". A plataforma da 7 dias de garantia e nesse período se você não curtir o conteúdo você tem esse tempo para reivindicar a grana de volta MAS você continua com o arquivo do e-book... Então você já sabe o que rolou né? A pessoa nunca mais comprou.
Só fui me dar conta de que fui passada a perna um tempo depois mas relevei pq recebi feedbacks muito bons em relação ao conteúdo vendido, muita gente mandando os resultados que estavam tendo então eu estava muito empolgada com tudo isso então NADA iria me abalar.
Mas seguimos com muita cara de pau aqui: Estava eu seguindo minha vida, meses depois e nem bola pra isso, até que recebo umas mensagens no whats falando que tinha alguém copiando meus desenhos. Isso é normal acontecer, infelizmente, não é a primeira vez e não vai ser a ultima, sempre que rola eu entro em contato com a pessoa e peço pra ela ao menos me creditar como inspiração (é o mínimo). Pra contextualizar melhor: Meu estilo de desenho é meio que um cartoon mas mais detalhado, mas para conseguir fazer um precinho melhor para datas comemorativas eu criei um modelinho mais simples, pq sei que muita gente (muita muita mesmo, graças a deus) gosta de presentear as pessoas que gostam com desenhos exclusivos, mas nem sempre tem a grana pra pagar um mais "completo", digamos. Enfim, entrei no perfil da pessoa e vi a cópia logo de cara: Literalmente passou por cima das minhas linhas, e pra piorar estava COMISSIONANDO esse tipo de desenho. Eu como uma boa pessoa esquecida fui logo mandar dm e vi que era a mesma pessoa do role do e-book... Tenho muita paciência pra muita coisa, mas pra mim isso é inaceitável. Assim que chamei a pessoa já começou a se explicar, mas sinceramente, não consigo acreditar em uma palavra do que foi dito, só pedi pra não vender por conta de... ÉTICA?!?!? Obviamente??!! Foda é que dava muito de ver que estava passado por cima e só mudado uma cor ou outra. De qualquer forma, me fiz de doida pq não gosto de conflito só comecei a ignorar mesmo.
Pior parte é que: a pessoa em questão nem me segue, ou seja, ela tem que entrar todos os dias no meu perfil e ver os stories no manual. Eu me pergunto a quanto tempo que isso rola, até paguei um daqueles apps que dizem quem entra no teu perfil e la tava a cara do @. Não me dou ao trabalho de dar block, mas aos meus stories ja ta sem acesso pq tive a sensação de estar sendo stalkeada e achei meio bizarro demais.
Acho legal ser inspiração pra muita gente, principalmente quem ta no comecinho, troco bastante ideia com essas pessoas, mas cópia é uma coisa que não da pra deixar passar. Não é certo, não é justo. Então pra você que gosta de um artista: Use-o como INSPIRAÇÃO de verdade, não tente replicar algo que já esta sendo feito, mostre sua personalidade, sua vivencia. A parte mais legal de trabalhar com arte é ver a quantidade de trabalhos diferentes e incríveis sendo feitos por ai, cada um do seu jeito <3
Enfim, essa é a historia espero que curtam ai kkk (E o e-book ta disponível ainda pra quem quiser........ pRoPaGanDa) <3
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2020.07.20 02:05 KimiTanoshimu MTBY Patch notes 2.0

Caros amantes de mobiliário e indivíduos com o coração partido, temo dizer que hoje acaba a nossa primeira competição memeástica. Têm até às 23:59 de hoje para tecerem os vossos melhores memes ou as vossas mais afinadas diss tracks. Sem data definida, mas provavelmente amanhã ou no dia a seguir anunciaremos os resultados. Tal como dito previamente, haverão 3 formas de vencer, post com mais upvotes à 00:00 e com a flair correta, post com mais votos dados pelos mods, cada mod escolherá três memes e o meme com mais votos será o vencedor e por fim um personal favourite meu. Por fim, gostava de destacar que se não houver correspondência entre os memes escolhidos pelos mods passará a pessoa com mais memes escolhidos por estes. Concluindo, gostava também de anunciar um novo evento no sub, a Special Weekend! Em cada destas abordaremos vários temas especificamente, mas principalmente isto irá afetar os memes. Em cada semana destas teremos uma mini competição memeástica sobre os memes de cada tema. A flair para estes posts será feita brevemente após este post. Desta forma, desta segunda até ao próximo domingo falaremos sobre Marvel, ou seja, teremos principalmente e não apenas, memes relacionados com a Marvel. Podem ser mais amplos e não falar propriamente apenas de mim e dêem o vosso melhor. O vosso querido, amado e carinhoso Mário que tem preguiça de reler este texto enorme por isso se existir algum erro avisem-me. Cyu.
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2020.07.14 00:18 Bell_13 Plano que acabou com um triângulo amoroso

Olá Luba, editores, falecidos papelões, Pekeaunu Reaves, possível convidado virtual- coronga irus gente tem que ser virtual-, gatas e um adeus para o sexto andar. Bem essa história que vou contar pode parecer muito absurda inicialmente mas com o contexto não ficará tanto assim ( ela é gigante então peguem uma mascara e álcool em gel, quer dizer... Pipoca e suco de uva).
Um ano atrás mais ou menos, eu e meus -até no momento- melhores amigos (vou chama-los de M e T) começamos a contar os segundos pro final da aula juntos e assim que terminou a danada da aula o T me pegou no colo e eu sendo uma boa amiga aceitei, mais conhecida como preguiça.
Porém, entretanto, todavia existem pessoas que tiram tudo do contexto e uma colega (vou chama-la de N) tirou uma foto de quando nos três estávamos saindo da quadra suados e eu vestindo a blusa do M por cima do meu uniforme -estávamos tendo aula de edução física e eu não tinha levado troca de roupa- e postou com seguinte legenda " quando descobrimos duas traições com a mesma pessoa" mesmo que eles não tivessem namoradas -Não será importante então não será necessário guardar.
Duas horas depois da postagem ser feita, o M e o T vieram falar comigo pelo whatsapp- a gente tem um grupo onde conversamos sobre a vida- criando um plano talvez esquisito ou no mínimo malicioso pra apagar aquela foto da memória de todos, a gente fingiria namorar e logo aquilo cairia no esquecimento da escola e a chantagem daria certo- sei que não fez sentido nenhum mas tá- eu por não ter a menor ideia do que eu faria caso aquela foto chegasse aos meus pais aceitei aquela ideia maluca.
No dia seguinte na hora que eu cheguei na escola fui bem calminha pra sala de aula evitando todo e qualquer ser humano que poderia me fazer perguntas sobre o post que a N tinha feito, maaaass como felicidade de pessoa do interior dura pouco quando cheguei na sala estavam o M e o T me roubaram um beijo na frente de metade da sala - cada um roubou um beijo por eu estar distraída, ok?- deixando todo mundo estático e a mim também.
Isso aconteceu por dois dias mais ou menos até eu começar a retribuir os beijos dos dois, só que cada semana que passava o plano dava mais certo já que o blog da escola tava sendo esquecido e a postagem já tava meio morta -no processo do esquecimento- até que em um dia aleatório mais especificamente na primeira segunda feira depois do dia das crianças os meninos que estavam no terceiro A iam passar trote nas meninas do primeiro ano A- onde eu estava- e as meninas do terceiro B - onde a N estava -iam passar trote nos meninos do primeiro ano A- onde o T e o M estavam.
A gente havia tido uma conversa no dia anterior pra parar de se falar naquela semana para as pessoas entenderem como se a gente tivesse terminado, só que tínhamos esquecido daquele trote.
Resultado: dois meninos, o G e o F, jogaram leite em mim e a camiseta por ser branca e de linho ficou quase transparente, o M e o T ficaram com farinha no cabelo, o M ficou sem camisa por ter me emprestado e ainda tiveram que explicar pro diretor, que era pai do M, do porque ele tinha ficado literalmente sem camisa no meio do primeiro ano e do ensino fundamental 1.
Duas semanas depois daquele acontecimento na data do meu aniversário eu convidei os dois pra ir na minha casa e vi meus pais conversando com eles, horas depois eles me propuseram o triangulo amoroso e eu aceitei.
Essa foi minha história que eu deveria criar uma fanfic sobre. до свидания (tchau)
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2020.07.08 14:56 xDark0x Levei um fora da minha ex que ainda amo

Olá! Então, é minha primeira vez aqui escrevendo, e estou um pouco nervosa pois nunca fiz isso antes, tenho dificuldades em falar sobre o que sinto e tal, mas chegou à um ponto em que realmente preciso desabafar. Vou explicar tudo com datas pra ficar mais fácil. Ultimamente venho passado por uma série de eventos os quais me deixaram muito mal. Tenho uma ex namorada, a primeira e única com quem me comprometi até hoje (tenho 18 anos), em março de 2018 conheci ela através de uma amiga e desde então nos demos muito bem. Desde que a conheci já despertou um interesse e sentimento em mim. Tínhamos várias coisas em comum, gostos musicais, forma de ver o mundo e afins. Logo nos tornamos muito próximas, confiavamos tudo uma na outra e após uma jogada de charme aqui, umas coisinhas românticas ali (kkk) Consegui conquista-la. Isso em junho. Namoramos por 6 meses, muito felizes, mas devido uma interferência da família dela, que ficou sabendo de nós duas por intermédio de uma professora do colégio que conhece a mãe dela, (fdp fofoqueira) tivemos que nos separar. A mãe dela me contatou e com base em ameaças de contar à minha família, me fez confessar nosso relacionamento. Depois que o sangue esfriou e fiquei "mais calma", me senti muito mal, pois senti que à traí, me senti mal por acreditar na mãe dela (que considerando a pessoa que é não merece confiança) que disse não fazer nada com ela se eu falasse tudo. Paramos de nos falar, e como já era dezembro, estavamos de férias e não nos víamos (só tínhamos oportunidade de nos ver na escola). Só no ano seguinte, no primeiro dia de aula consegui contata-la e descobri da forma mais dolorosa possível que não sentia mais nada por mim e me odiava pelo que fiz. Me senti péssima, por ainda à amar e pela situação em si, que não saía da minha cabeça. Tivemos só essa conversa e depois nos distanciamos novamente (por escolha dela). Lá pra junho do ano passado, ela começou a dar sinais de querer voltar a falar comigo, depois de longas conversas sobre esse assunto, finalmente nos entendemos, mas não totalmente da forma como gostaria. Ela disse novamente não me amar mais. Foi doloroso, mesmo já tendo ouvido-a dizer antes. Ela estava passando por momentos terríveis com a família. Não é uma pessoa tão fácil de lidar (a criação ajudou um pouco nisso), então falar com ela naquela época foi bem complicado. Queria ajudá-la mas ela não permitia que eu o fizesse. Arduamente fui conquistando a confiança dela, até que desabafava comigo e eu tentava ajudar da forma como podia. Aos poucos ela foi melhorando e fomos resgatando a amizade e por ainda nutrir sentimentos românticos por ela, as vezes dava umas cantadinhas bobas, mas as vezes sérias também (Claro que não no momento que ela estava fragilizada, mas sim nos de descontração, para deixar bem claro). Em setembro nos aproximamos mais e finalmente consegui com que ela demonstrasse gostar de mim da mesma forma que eu dela. Pouco tempo depois a família novamente descobriu a gente, da mesma forma que da outra vez, mas dessa, eu estava de certa forma mais forte. Bom, consegui conversar com a mãe dela sem demonstrar medo pelo menos. Chegamos à conclusão de que realmente não dava pra ficarmos próximas na escola. e em meio à isso tudo, pedi ela em namoro pela segunda vez. Dessa, não mantinhamos o contato de antes, muito raramente ficávamos juntas, já que ela era de outra turma. mas passando o tempo começamos à relaxar um pouquinho e passar ainda mais tempo juntas, sempre que podíamos, porém com mais cautela. Dessa vez, durou 2 meses e meio, de outubro à metade de janeiro. Ela terminou comigo de novo, não por deixar de sentir, mas eu estava passando por questões pessoais (que até hoje estou lidando, e que me incomoda bastante falar). Como ela além de namorada era minha melhor amiga, falei com ela por mensagem sobre o assunto, e depois de conversar, de um dia inteiro completamente estranho e nós indiferentes, eu por me sentir mal por estar daquele jeito, ela acredito que por não estar acreditando e por lamentar a situação, no fim do dia ela terminou tudo. Foi terrível pra mim, confesso que fiquei com raiva de certa forma, pois queria ela do meu lado para enfrentar aquilo, eu estava apavorada sem saber o que se passava direito na minha cabeça. Mas no fundo, por trás de tanto sentimento ruim, entendia que era direito dela. Era total direito dela decidir onde ficar e até onde pode aguentar também, nunca foi uma relação fácil, e não posso exigir de alguém o que eu faria dentro da relação sendo que somos pessoas diferentes. Ainda mantinhamos contato, mas de forma meio estranha, até que ela começou a demorar muito para responder e por fim, sumir por dois meses. No aniversário dela em maio, fiz um pdf com várias mensagens e desenhos (felizmente sou boa com desenhos) e mandei para o email dela, isso sem muita pretenção, apenas como forma de carinho. Depois de 7 dias me respondeu pedindo desculpas por não ter visto já que não olhava o email (algo totalmente válido pois também não olho hehe) e dizendo que se eu quisesse voltar a manter contato que gostaria. Voltamos a nos falar por outra rede, diferente da que nos falávamos antes, e foi tudo muito bem, ainda demorava para responder, mas não posso cobrar já que deve ter as ocupações dela, assim como tenho as minhas. Embora sempre dê aquele desapontamento e dúvida sobre ser "importante" ou não kkk. E à partir de agora voltamos ao que está acontecendo atualmente. (Estou resumindo o máximo que posso pra não ficar maior do que já está.) Há umas três semanas, em uma conversa casual ela perguntou brincando se eu ainda sentia o mesmo por ela, e eu muito envergonhada disse que sim. No outro dia, acordo com um texto dela (ela gosta muito de escrever) falando sobre amor, sobre estar apaixonada por alguém que sempre atrai ela de volta e por isso quer manter em segredo. Automaticamente me animei e fiquei profundamente feliz, "ela ainda me ama!" Pensei. E dessa vez sem eu mesma ter que correr atrás. Escrevi algo respondendo à ela e mandei uma letra de música que gostava muito pra que ela ouvisse. Ela disse que escreveu aquilo aleatoriamente, mas sabe quando você vê que a verdade não é aquilo que a pessoa diz? Enfim. Foram assim as últimas três semanas, com textos românticos que se encaixam perfeitamente na nossa história, respostas minhas, e mais textos que também mandava pra ela. Ela sempre respondia dizendo que ficaram muito bonitas as coisas que escrevi, e era o mesmo que eu dizia para os dela, obviamente direcionados para uma pessoa, mas que por conta da primeira fala dela de querer "manter em segredo" eu não entrava em detalhes, embora estivesse crente de que eram para mim. Textinho vai textinho vem, perguntei se o que ela escrevia era para alguém (Isso já confiante de mim, mas queria que "confessasse") depois de enrolar um pouco para falar, acabou dizendo e era o nome de outra garota :) Fiquei sem entender nada, não sabia como reagir. Me senti uma idiota por ter imaginado que era pra mim e ao mesmo não entendia como aquilo encaixava tanto em nós e em outra situação. Não conheço a menina, mas aparentemente não à corresponde, enfim. Me senti tão mal, principalmente por ter pensado que as coisas eram pra mim e ter descoberto de uma forma tão brusca. Fui conversar com ela para tentar esclarecer tudo e foi até bem rude ao responder. Disse que não via mais futuro em nós e não queria mais a confusão que era "estar comigo". Isso aconteceu ontem, e até agora não sai da minha cabeça. Dormi pensando nisso da mesma forma que acordei hoje e foi a primeira coisa que veio à cabeça. Não é a primeira vez que acontece situações que me deixam assim, em relação à ela. As vezes parece que estamos em um looping infinito sabe? Pois sempre passamos pelos mesmos momentos, desde os complicados, aos de investidas minhas e a "volta do amor" dela, que é algo que me deixa com muitas dúvidas por dentro, pois poxa, que amor é esse que eu preciso ir atrás? E sinceramente, isso me deixa com tantos questionamentos e angústias, eu realmente à amo, e me sinto uma idiota por isso. Eu odeio me sentir dessa forma sabe? As vezes odeio ser dessa forma. Me sinto idiota por ser tão intensa em ralação aos sentimentos, principalmente numa época em que isso é pouco levado em conta por muita gente. Ocorre um misto de emoções, angústia, tristeza... Por tudo que já aconteceu e pelo que estou sentindo agora. Tenho dúvidas reais sobre nosso fututo, não sei o que pode acontecer conosco, se podemos ficar juntas, ou se realmente estamos fadadas à seguir caminhos diferentes; e isso é uma das coisas que mais me apavora, não saber o que irá acontecer, se esse sentimento por ela vale realmente a pena ou estou apenas perdendo tempo em minha vida, numa coisa que não terá fundamento. Me sinto afogada nesse misto de sensações, sentimentos de amor e tristeza que não sei como fazer passar.
Não sei se alguém vai ler até o final porque realmente ficou enorme kkk, mas de qualquer forma já vale o desabafo. Não tenho ninguém para falar sobre isso
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2020.07.05 00:35 brbr3542 Fui abusado quanto tinha 5 anos

Primeiramente gostaria de dizer que esse texto possa conter gatilhos para certas pessoas pois é sobre abuso sexual. Sei como é doloroso e recomendo você pular esse post.
Nos meus 23 anos de idade NUNCA contei isso para ninguém. Sempre foi um segredo que guardei para mim, mas como dizem os psiquiatras e estudiosos do tema, quanto mais velho ficamos, mais a vontade de colocar para fora aumenta.
Tomei essa decisão porque hoje vi um post de um usuário aqui relatando como ele tinha sido abusado. Eu comentei meu caso, mas agora tenho mais detalhes.
Primeiramente, tudo o que dizem sobre os abusadores serem pessoas próximas é a mais pura verdade. Se você tiver filho, tome cuidado, pois 99% das vezes são pessoas próximas que abusam.
Segundamente, até uns 5 anos atrás eu não tinha consciência de que eu tinha sofrido abuso. Para mim tinha sido algo normal, mas definitivamente não foi.
Meu comentário havia sido com poucos detalhes, mas me lembrei de datas importantes. O primeiro abuso foi ao som de "Namorar pelado" (uma música de axé) e "Já sei namorar" dos Tribalistas. Ambas músicas foram lançadas em 2002 e o pior é que eu amo essa música dos Tribalistas e toda vez que ouço me remete a esse episódio.
Meus pais haviam me deixado um sábado na casa do meu tio para brincar com meus primos que moravam em outro estado. Em um dado momento, não me recordo como cheguei nisso, só me lembro que estava pelado e sendo penetrado pelo meu primo de 14 anos. Eu tinha somente 5 anos! Foi aí que eu me lembro que tive minha primeira ereção, porque ele ficava passando a mão no meu pênis até ele ficar duro para que eu tentasse penetrar ele.
Eu lembro até hoje da dor de sentir meu ânus sendo aberto pelo pênis dele. Fiquei nessa situação por uns 40 minutos. Retornei para casa e ele havia me dito que isso seria um segredo entre eu e ele "brincadeira de primos", como ele dizia. A diferença era que uma criança de 5 anos não tem consciência nenhuma da vida, enquanto um marmanjo de 14 já ejacula e produz espermatozóides.
Alguns anos depois, em 2005 (eu tinha 8 anos e ele 17) fui com meus pais até a cidade dele. Fui ao segundo andar no quarto dele e perguntei o porquê dele ter feito aquilo comigo e se ele lembra do que ele fez.
Ele disse que não sabia do que eu estava falando, pediu para eu trancar a porta e deitou na cama. Então ele falou que me explicaria se eu pegasse no pênis dele. Eu então segui o que ele disse, até o momento que ele pediu só para colocar a "cabecinha". Como estava trancado o quarto e, novamente, eu tinha somente 8 anos, não tinha noção da realidade, sentei nele, só que dessa vez o pênis dele era bem maior e mais grosso. Doeu tanto que fiquei quase 2 semanas sem conseguir sentar direito. Eu então abri a porta e saí correndo.
Depois desse dia nunca mais tive coragem de olhar na cara dele ou chegar perto dele. Atualmente ele possui uma filha e vive postando fotos da família dele dando a entender que é o pai perfeito.
Moral da história: pensamos que essas coisas só acontecem com os outros. Mas não. Eu sou de uma família classe média, sempre estudei em escola particular. Todos que me veem nem sonham que eu passei por isso. Ninguém que eu conheço sabe sobre isso. Você já se perguntou se alguém próximo a você foi abusado?
Eu nunca demonstrei nenhum sinal de que fui abusado. Por todos esses anos carreguei esses pensamentos. Já fiz psicóloga por 2 anos e NUNCA tive coragem de falar isso para ela. Vai ser algo que provavelmente vai morrer comigo, tirando aqui que posso postar anonimamente.
Tomem cuidado. Não deixem seus filhos ou irmãos com quem quer que seja! Esse meu primo é alguém acima de qualquer suspeitas e ele fez isso comigo. Os abusadores são os que estão mais próximos.
Desde esse episódio aos 5 anos tenho ansiedade e problemas com minha sexualidade. Não é apenas uma brincadeira entre primos quando um tem 5 anos e o outro 14, ou quando tem 8 e ele 17.
Eu só não contei para ninguém na época porque aconteceria uma tragédia. Tenho certeza que meu pai ou minha mãe matariam ele. Certeza absoluta.
Eu só rezo para que ele não faça nada de mal para a filha dele. Antes que digam, não vou contar isso para ninguém. Isso é algo que morrerá comigo no caixão.
Não deixem quem vocês amam sozinhos com NINGUÉM.
P.s.: eu tenho a impressão que a minha prima já falecida ajudou ele a me dopar para me levarem para o quarto quando eu tinha 5 anos porque eu me lembro dela fechando a porta com a gente lá dentro, mas enfim, não é algo que eu possa afirmar, então prefiro acreditar que ela não teve participação nenhuma nisso.
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2020.06.07 17:53 cassyna Namoro virtual

Olá luba, papelões, gatas e turma que esta a ver, hoje eu vou falar de uma história que aconteceu comigo quando eu me apaixonei por um garoto pela internet, e eu queria saber se você poderia dizer se eu sou a "stalker" Ou "louca" Da situação, aliás vou contar o início desse "amor" Platônico por que e importante para essa história,obg boa leitura!
Lá para 2017 2018 eu entrei no otanix(comunidade do amino) para ver se eu arranjava amigos, depois de umas semanas no app eu descobri uma modinha de RPG de chat, achei muito interessante e resolvi criar o meu próprio RPG, pensei que não ia dar certo mas logo entrou bastante gente e até que estava daorinha, até que entrou um garoto que não tinha ninguém para conversar , como dona do chat fui arrumar um papo com ele. Conversamos bastante e vi que tínhamos muitas coisas em comum, então criamos um chat privado para conversamos, o nome dele e cleotom gravem isso, e um contexto importante. Essa amizade durou meses, conversávamos bastante, quase todo dia, até quando chegou o natal de 2018,no mês de Dezembro fui fazer uma viajem para passar o natal em Caraguá (muito bonito por sinal) avisei meu grande "amigo"e ele flw que era uma viajem daora mais não conhecia o local, pois ele era de Piauí e eu de são Paulo, quase não conversei com ele nesse tempo de viagem por que a internet de la travava muito. Até que chegou o dia, o grande dia, era noite de ano novo e estávamos todos do hotel reunidos lá fora, na contagem regressiva ele me ligou e me pediu em namoro, foi a primeira chamada de vídeo e o grande momento(mesmo não estando juntos gravei a data) E desde de aquele dia ficamos mais próximos, até que o celular dele foi roubado, mas eu não sabia disso então fiquei dias sem resposta dele, ele não havia passado mais nada, facebook,instagram nada, então eu colei o número dele no mensager e achei o face dele( foi totalmente inútil pois não tinha nada) mas tinha a mãe dele no face então chamei ela e peguei o zap dela, conversamos bastante e contei que era namorada dele, e ela disse que aprovava pois ela também já teve um namoro Virtual, (ps somos amigas até hoje) ela flw para o cleotom que eu estava conversando com ela ele me respondeu e conversavamos as vezes, fiquei muito próxima da mãe dele, até que um dia em outubro de 2019 a mãe dele criou um grupo mó zap e me add pq era a festa de aniversário dele e eles iriam fazer uma surpresa, lá conheci parentes amigos e primos, mas desde que conheci a mãe dele, ele estava muito distante quando disse que conheci os amigos dele ele disse que não era para contar sobre nós pq ele seria zoado, mas entendi e não contei, faria qualquer coisa por ele, então eu queria fazer uma surpresa, chamei um dos primos dele no zap e perguntei se no niver dele ele podia fazer uma chamada de vídeo para ser uma surpresa, ele concordou, mas não deu muito certo essa surpresa, quando era 22 horas por aí ele ligou e mostrou Lara meu namorado, ele desligou na hora e me mandou mensagem, disse que eu era louca e que eu era uma doente mental, e que esse relacionamento era doente, eu fiquei muito triste e nunca mais falei com ele esse ano ele me mandou mensagem em janeiro, disse que sentia muito e que ele estava muito estressado naquele dia, e que guardava meu desenho que fiz para ele até hoje,eu fui toda calma e disse que o nosso relacionamento nunca seria o mesmo, e ele respondeu "você ainda pensa no nosso relacionamento? Estou surpreso" Eu bloqueei ele e nunca mais falei com ele Eu sou a errada da situação? Ou ele que foi? Ps: eu jurava de pé junto que ficaríamos juntos e até contei para minha mãe, eles riram da minha cara e depois de terminarmos eles fizeram " A pegadinha do cleotom" Que era basicamente falar - a pegadinha do cleotom, oq e a pegadinha do cleotom? E gostar de um menino que mora do outro lado do mundo mas ele não gosta dela, oferecimento cachaça 51 Obg luba bjs >30
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2020.06.06 18:57 PedroMR18 Eu sou o babaca por brigar/discutir com um homossexual (leia tudo para entender mais)

Olá Luba, gatas, editores, convidado que quase nunca está aí (não é bullying se é verdade) e turma. Meu nome é Pedro e eu sou de Belo Horizonte, ent se quiser fazer o sotaque mineiro, pode fazer.
Obs: desculpa se ficou muito grande a história
Título: Eu sou babaca por discutir com uma pessoa homossexual?
(Eu sei que o título já diz que eu devo ser o babaca, mas continue lendo pra poder entender de todos os detalhes)
Bem tudo começou no início desse ano, quando eu entrei em um grupo de Whatsapp, aí assim que eu fui perguntar o que que tava acontecendo, a minha amiga, vamos chamar ela de Bianca (ela era a Admin do grupo) falou que depois daquela última vez, ela queria tentar sair de novo (meus amigos e eu tentamos sair em grupo no final do ano passado, mas acabou não dando certo). Aí quando eu fui ver, já tava todos os meus outros amigos, ela(Bianca), eu, vamos chamar os outros amigos de Alice, Karen(diferente das outras, essa é legal) e o Herman. E eu, como a maioria das pessoas de 14, 15 anos, que é bastante comum sair com os amigos nessa idade, eu nem pensei duas vezes e já aceitei o pedido(também eu só consigo ver eles pessoalmente 2 ou 3 vezes por ano, porque eu tinha me mudado de escola já faz uns 3 anos, mas eles não, só o Herman e um outro amigo meu que foi comigo para outra escola). Pois bem, além de mim, todo mundo também concordou sobre a idéia, o problema era pensar em um lugar legal para a gente poder ir e no dia e hora. Ao longo daquele dia, foi surgindo várias ideias, até q as duas que chamaram mais a atenção foram da gente ir no paintball e no Scape Room. Quem tinha pensado no paintball foi a Karen e quem pensou no Scape Room foi a Bianca, e sem pensar duas vezes, eu concordei na ideia da Karen, a do paintball, pois eu já tentei ir acho que 4 vezes em algum paintball, mas eu nunca consegui, então eu vi em mim uma oportunidade de eu finalmente conhecer, sentir, pisar, e o mais importante, jogar paintball pela primeira vez na minha vida. Depois de algum tempo, a Bianca teve a "brilhante" ideia de querer chamar mais gente para pode ir no passeio, todo mundo aceitou a ideia e nós começamos a chamar mais gente. A Bianca acabou chamando duas pessoas, vamos chamar eles de Marcelo e Léia, e eu chamei aquele meu outro amigo que foi pra mesma escola que eu, vamos chamar de Carls. Ok, agora ao invés de 5 pessoas, nós agora tínhamos 8 e até agora nós já tínhamos planejado apenas um terço do passeio, que é quem que vai, os outros dois terços eram aonde e quando que seria, então depois do Marcelo, Léia e Carlos terem entrado no grupo, nós fizemos uma votação para saber em qual lugar nós iríamos, e de oito pessoas, ficou 5 a favor do paintball e 2 a favor do Scape Room. Assim que vimos os votos, todo mundo aceitou a ideia do paintball, menos a Bianca, por que pra mim, deu pra perceber que ela tinha perdido o ânimo de ir no passeio por que perdeu uma votação boba e que queria muito ir no Scape Room, mas eu não tinha tanta certeza disso e não falei nada e só continuei seguindo a minha vida. Bem, depois de algum tempo, talvez até um dia depois, ouve o ponto principal dessa história, enquanto todos nós estávamos planejando tudo, as vezes nós zoavamos, brincava, se divertia e conversava uns com os outros, e uma das pessoas que estava fazendo isso era o Marcelo, e ele conversava tanto, mais tanto, que na primeira hora que ele entrou no grupo, eu já descobri que ele era homossexual, estudava na mesma escola que as meninas e mais um monte de coisa. Até aí tudo bem, mas é agora que deu ruim, por que um dia, eu estava com uma dúvida sobre tal assunto, aí o Marcelo veio me responder desse jeito: "Amado, não é assim não...".Na hora, eu achei aquilo muito estranho e fui dizer a ele que eu não queria ser gay e que eu estava afim de uma menina, o problema é que ele gostava muito de falar a palavra Amado(a), só que já que as meninas eram as que mais falavam naquele grupo, ele acabava falando mais a palavra amad(A) do que amad(O), e eu só percebi isso dias depois, e depois de eu ter falado aquilo com ele, ele do nada começa a me xingar, discutir comigo, ele até começou a do nada falar ou cuidar da minha vida pessoal, como que eu nunca vou ter uma namorada e etc, e ele ainda falou que EU é que estava cuidando da vida dele, e pra piorar, a Bianca simplesmente do nada começou a apoiar o Marcelo, eu não sabia se ela queria zoar da minha cara ou se ela estava querendo jogar toda a raiva dela em mim. Na hora eu não estava entendendo mais nada, e toda vez que eu tentava pelo menos explicar alguma coisa, mais comentários ruins estavam chegando, não dando nem como eu explicar pra ele a situação. A parte boa dessa discussão foi que pelo fato de eu ser uma pessoa "muito zoeira", eu as vezes mandava umas figurinhas durante a discussão, e eu lembro que o Herman até me ajudou uma hora mostrando a figurinha da carta reversa do Uno. Bem, a treta continuou por um tempo, e acho que estava todos lendo a conversa, até que uma hora eu decidi sair do celular por um tempo e fui fazer outras coisas da minha vida, a sorte é que eu estava com raiva, mas é aquela raiva que você quase nem sente ela por dentro (não sei explicar melhor). Bem, chegou o grande dia, o dia em que eu finalmente jogaria paintball na minha vida, o problema é que eu não parava de pensar no que o Marcelo disse ontem, mas eu não deixei isso me atrapalhar. Chegando lá estava todo mundo, menos a Bianca (vocês já sabem o por que), quem não estava lá também era Léia, pois ela disse que ela infelizmente não tinha como ir e tinha que cuidar do irmão (eu não sabia se era verdade ou não, mas ela era legal, então eu acreditei naquilo) e quem também não estava lá era a Alice, e você deve estar se perguntando, o que aconteceu pra ela não poder ir?, e eu respondo: nada, ela não falou nada. Eu só não me abalei com as 3 não poderem ter conseguido ir, por que eu já estava cansado de ter que mudar a data do passeio por causa que não dá para alguém ir em tal dia, e também o Carlos tinha chamado um outro amigo dele e o irmão dele. Bem, depois de eu ter chegado lá, estava todos sentados no vestiário, provando as roupas, e quando eu sentei no banco que tinha lá, a primeira coisa que a Karen fala para mim é: "eu falei com a mãe da Bianca e ela disse que não sabia de nada sobre o passeio", na hora eu não falei nada, mas dentro de mim estava uma festa por que eu sabia que ela tinha deixado de ir por alguma coisa. Bem, depois de vestirmos as roupas, nós fomos para a área de tiro, e lá a gente jogou por um 1 hora (obs:eu e o Marcelo ficamos no mesmo time, e nada deu errado, nós até ganhamos o jogo e eu JURO que antes do jogo, eu iria apertar a mão dele e dizer: bom jogo, mas acabou não dando certo, pois já estavam todos esperando e eu ainda tinha que guardar minhas coisas pessoais), e depois do jogo, nós aproveitamos e fomos no shopping que tinha do lado do paintball, e lá nós fomos comer, lá estava legal, as unicas partes ruim de lá é que eu fui enganado pelo burguer King, pois eles me deram um hambúrguer vegano que tinha carne (aquela carne que é modificada pra ter apenas coisas sem carne), e a outra coisa ruim foi que eu não conversei muito com a Karen, pois ela veio junto com o Marcelo e ele estava do lado dela o tempo todo, e eu não iria conversar com uma amiga que eu gosto com uma pessoa que não gosta de mim do meu lado. Bem, esse foi o meu dia, foi muito legal pra mim, e quase nada me tirou do sério. PARTE BÔNUS: alguns dias depois, quase ninguém falava mais nada naquele grupo(detalhe, a Léia é grande fã sua e ela acabou colocando uma foto sua de perfil e mudou o nome para Bahh néh vish kk), só falamos de como foi o dia e depois só, até que veio um dia em que o Marcelo continuou falando mal de mim e até me retirou como um dos admins do grupo, mas eu consegui ser uns dos Adm de volta e depois ele falou que se eu encostar, conversar ou me meter com os amigos dele (que também eram os meus amigos), ele disse que eu estaria ferrado, e eu acabei falando que eu estaria MUITO ferrado, pois 2 dias depois seria a festa de aniversário do Herman, e todos estariam lá, menos ele e a Léia(o problema é que ao invés de falar que seria daqui a 2 dias, eu acabei falando q seria no dia seguinte, o que fez a Bianca e o Marcelo rirem de mim). Uma semana depois o Marcelo resolve sair do grupo e fala por que "ele já estava em outros grupos" e a última coisa que ele falou antes de sair foi: "ahh, e Pedro, deixe de ser um babaca, ok?". Na hora em que eu li a mensagem, eu falei pra mim mesmo: "esse cara é um sem vergonha" e já que eu sou uma pessoa meio que "teimoso", eu fui falar com ele no privado sobre ele ser um sem vergonha, e logo depois ele começa a cuidar da minha vida de novo e fala que ele dá mais valor pras meninas do que eu e que ele ajuda elas nos momentos mais difíceis, uma mentira, pois eu falo com elas todos os dias (por causa da quarentena eu deixei de falar um pouco) e já resolvi muitos problemas delas. Depois daquilo tudo, eu resolvi bloquear ele e eu nunca mais vi uma mensagem dele.
E então, quem foi o Babaca da história?
Bem Lubisco, espero que tenha gostado da história, desculpa se ficou muito longo, mas eu precisava escrever isso, espero que tenha gostado, assisto todos os seus vídeos já faz um ano (por incrível que pareça, eu comecei a ver eles no dia do seu aniversário do ano passado kkkkkk). Beijos, tenha fé que você não vai morrer sozinho, use sempre fones de ouvido daqueles de obra quando o Jean estiver no vídeo, não postem memes no turma-feira, volte a reagir o canal Janela da Rua, termine o Led, concerte os papelões e te adoro ≥30.
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2020.06.06 16:08 GazellaLachifre O beijo perfeito

Olá, sou uma menina pan, que ainda tem muito para viver. Podem me chamar de Gazella, e alerto, essa história é graaande e fofa, depois tem continuação com tragédias. Porém, gostaria de compartilhar esse momento da minha vida.
Bem, em 2019, eu tinha acabado de superar do meu primeiro relacionamento de verdade, esse também, uma bosta daquelas. Mas felizmente, estava saindo de uma escola que eu eternamente vou odiar, ou talvez não. O motivo de eu odia-la, é outra história para contar. Quando eu saí dessa escola, eu estava louca para namorar uma menina, desesperada por um romance, eu tinha 14 anos e talvez, ainda nem tenha idade para viver um romance de verdade. Eu tinha um grande crush numa menina da minha antiga escola, que continuava a ser minha amiga e ir me visitar no colégio em que estava no momento. Eu deixava muito claro que era afim dela, mas, ela não estava preparada para sair do armário e também eu não posso e nem devo puxar ela para fora dele. No final, ela acabou me decepcionando com as indecisões dela sobre mim e eu acabei seguindo a vida sem a guria. E onde eu quero chegar com isso? Então, isso foi o que me deixou louca para conseguir algum crush em alguém, pois eu não tinha feito amizades na escola, portanto, sem motivos para querer ir e me empenhar nos estudos. Mas sabe o que poderia me deixar animada para ir na escola todos os dias? Um crush, daqueles que você sabe que provavelmente nunca vai ter, mas era suficiente para mim. Daí apareceu minha amiga, Lex, que na época, do nada me deu um Doki Doki e por algum motivo, veio do olhar que ela me direcionou (quase nem direcionou), tinha sido muito UOu. E eu entrei numa missão em saber se eu tinha chances com aquelas menina, no final, não perguntei nada pq tinha muita vergonha na cara para chegar do nada e falar "coé, gostaria de dar uns pegas?" E aí, que uma colega de sala, antigamente ficante de festa, me disse que ela tinha uma prima sapatão, ou seja, pelo menos assumida para si mesma. Me bateu um fogo no cu, que rapidamente eu pedi para informações sobre ela e se eu tinha chances. E vocês já sabem como termina, né? Contatinho trocados. Conversa vem e conversa vai, eu e essa prima da coleguinha, combinamos de sair o que era para ser um encontro nosso. Curiosidade, seria a primeira vez que sairia sozinha com alguém sem meus pais conhecessem esse alguém. Por mais que tivessem duas velas no encontro, o irmão dela, que a levou e o amigo dela que teve que ir ou a mãe dela não deixava ir "sozinha", ele não pode ser mais perfeito para o primeiro de todos. Sim, foi meu primeiro pq o antes dela nem fez um esforçinho. No final, não teve beijos, ou coisa assim, foi fofo e eu me diverti muito com ela. Sonsa do jeito que era, eu pensei que a Lulu era a destinada. Sinceramente, é um pensamento fofo que eu tenho da minha parte mas bem problemático. Passou-se um tempo e do nada estávamos namorando, aliás, nem data teve para o começo do namoro porquê não teve pedido??? A gente somente começou a chamar-se de namoradas. Mas, a gente ainda não tinha dado um selinho, e bem, adolescente, fogo no cu, destinadas, já sabe né. Um fato relevante, meus pais ainda não sabiam sobre minha sexualidade. Com o pensamento de pegação em mente, eu chamei ela para vir aqui em casa, quando não tivesse ninguém, o que ano passado era bem comum já que meus pais trabalhavam e meus avós cuidavam de meus irmãos mais novos. E deu certo, mesmo nervosa, ela veio. No começo foi conversar para lá e cá, até eu ter uma atitude e dar o primeiro passo. Eu nunca na minha vida, até aquele dia, eu sabia que conseguia dar o primeiro passo, que no caso, se eu não o fizesse, ficaria sem a porra de um beijo, e eu queria muito saber se o beijo era tão bom quanto nossa comunicação. E rolou gente, E COMO ROLOU, foi a primeira vez em que me senti em uma fanfic, eu juro pela minha vida que eu senti minha barriga cheia de borboletas e eu estava muito nervosa. Foi tão fanfiqueiro o beijo que tinha até suspiros no meio, sabe, quando você admite que está gostando ao se derreter num suspiro? Eu nunca fiquei tão feliz por causa de um beijo. No entanto, quando a gente se separou, o nervosismo bateu, eu levantei e saí andando para cozinha. E eu voltei, ela tava sentada no sofá como estava antes, daí eu saí e voltei, até parar no lugar e olhar para ela. Lulu tava com um olhar tranquilo e super na boa, enquanto eu estava tremendo, e mais tarde ela ainda teve a cara de pau em falar que estava super nervosa igual a mim. Ok, né, eu acho que ela percebeu e me chamou para voltar pro sofá, pedindo por mais um beijo, e mano, se eu não estivesse vermelha, naquele momento estava ardendo que nem pimenta. Rolou mais um beijo, um pouco mais quente que o anterior, mas foi aí que eu fiquei mais nervosa ainda pq eu nunca tinha me sentido assim a alguém, então, quando nos separamos de novo, eu fiquei vários e vários minutos abraçada a Lulu, acalmando os ânimos, tentando apagar o fogo que só aumentava. No final, ela teve que ir embora, pois estava ficando tarde e ela tinha que voltar para casa logo, eu fiquei por muito tempo pensando no beijo e acabou sendo o único de nosso relacionamento. O próximo post, conto sobre o porquê que foi o único.
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2020.06.06 07:18 ThorDansLaCroix O que é Fascismo (2da Edição: 2020)

Editado 1 As referencias nos textos e comentarios sao citadas para serem conferidas. Se suspeitarem de algo no texto confira as referencias. Uma pessoa quer refurtar o texto nos comentarios e indicou um livro que nunca leu. Aqui uma pagina desse livro que nao refurta mas eh uma das referencias do texto: https://pasteboard.co/Jc23Z4E.jpg
Editado 2 salientando aqui, que em geral historiadores quando falam de fascismo tocam no aspecto mitologico idealista da nacao original ideal. Mas raros sao os que investigam e falam de onde vem tal mitologia e anceios. Ao qual eu uso a historiografia politica de Hannah Arendt, antropologia psicologica de Otto Rank e psicanalise de Donald Winnicott para explicar, e que em resumo se baseia em uma inseguranca social (e existencial mas esse aspecto existencial eu nao vou tocar).
Antes o papo era que Nazismo é de esquerda e agora o papo é que antifascistas são fascistas pq fazem protestos violentos. Ou socialismo em geral é fascista. E nunca vejo ninguem dizendo de forma clara o que é fascismo, mesmo os que se dizem anti-fascistas.
E eu vejo que as campanhas populistas nunca falam do socialismo clássico fazendo correlações falsas com as ideologias de esquerda de hoje. E o desconhecimento desse socialismo classico, que eh uma raiz historica do fascismo, faz com que as pessoas nao entendem de forma clara o que eh fascismo.
Para começar eu vou falar de Socialismo. Mas nao do socialismo Marxista. Tenha em mente que Socialismo é uma palavra que descreve duas coisas distintas, igual a palavra Manga que descreve uma fruta e uma parte de uma roupa. E vc vai entender isso agora.
Vamos falar desse socialismo para buscar entender de onde vem e o que é fascismo.
O termo "socialismo" existe desde a Grécia antiga. É citado tanto por Platão em seu livro "A República" como também por Cícero na Roma Antiga. Oswald Spengler em seu livro "Prussianismo e Socialismo" publicado na década de '20, fala do Socialismo Prussiano (ou socialismo Teutonico/Germanico que data desde a epoca da queda do Imperio Romano). Esse socialismo que eles citam é o socialismo conservador.
As características do socialismo conservador (socialismo de direita) varia depende da época e povo, mas em geral se caracteriza por um estado paternalista, privilégio hierárquico social, preservação das instituições como religião e estatais (que ditam a vida das pessoas), o governo em controle da economia, preservação do capitalismo corporativista, nacionalismo, entre outras coisas. Algumas vertentes do socialismo conservador vão preferir a ditadura presidencial ou monarquia, enquanto outras vertentes vão preferir a democracia parlamentar ou presidencialismo.
Algumas vertentes, como o socialismo Prussiano/Germânico/Teutônico, tendem a hegemonia etinica e cultural. Tem vertentes que abolem a propriedade privada. Mas nenhuma das vertentes é contra o capitalismo, mas o contrário, são defensores do capitalismo corporativista pq acreditam que a prosperidade da elite reflete na prosperidade em sociedade.
Eu sei que muitos defensores do capitalismo dizem que capitalismo é somente quando ha estado minimo e nao intervenção na economia. Mas na verdade, tal descrição é do liberalismo e não do capitalismo (nem todo capitalismo é liberal). Mas eu explico isso melhor mais a frente.
Continuando... O termo socialismo vem da ideia do que o cidadão toma conta um do outro (hierarquia social), se foca em suas aptidões e trabalho visando a grandeza da nação (nacionalismo), abre mão da competição individualista liberal de enriquecimento e ascensão/prestígio pessoal (considerado liberalismo) e aceita sua posição social, não havendo assim conflito entre classes e todos focados no trabalho e grandeza da nação.
Independente da vertente, o princípio é que a nação deva ser regida como uma orquestra, ou como uma sociedade de formigas e abelhas. Ou como no caso da Prússia, como uma hierarquia militar. Não tentar ser o que vc nao eh. Como em uma orquestra o objetivo é ter a sociedade funcionando em harmonia. O solista não compete com o regente para ser regente, os demais da banda não competem com o solista. E assim buscam ter a estabilidade social como havia na idade média e demais épocas passadas.
O primeiro grande conflito contra o Socialismo Conservador (A princípio monárquico absolutista e feudal) eh o Liberalismo, que surge no meados de 1600' com o Inglês John Locke, conhecido como o pai do liberalismo. Surgiu como briga pela liberdade individual. Tal liberdade individual significa participação no poder (democracia), liberdade de expressão (poder questionar a sociedade e poder vigente), liberdade religiosa em que você pode escolher sua religião e não ser obrigado a seguir uma religião imposta pelo estado ou sociedade, livre comércio que é a liberdade individual em comercializar sem as oligarquias das guildas feudais (e depois estado) limitando a competição, igualdade de gênero que se opõem a hierarquia e determinismo social, e propriedade privada (o que para o liberalismo clássico significa o fim do domínio oligárquico dos grandes proprietários de terras, os senhores feudais).
Em resumo, o liberalismo significa a emancipação do camponês, podendo assim ser proprietário de terra e consequentemente competir individualmente para a prosperidade individual. Ou seja, o fim dos privilégios socioeconômicos de uma elite oligárquica. Thomas Paine, um dos fundadores dos EUA e filósofo, defendia a renda básica em 1797, em um panfleto que ele escreveu chamado Justica Agraria: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Agrarian_Justice
O conflito entre Socialistas Conservadores, que buscavam a volta dos princípios do feudalismo na época, e Iluministas liberais (Republicanos liberais) culminou na grande primeira revolução política, a Revolução Francesa em 1789-1799.
Uma curiosidade: O primeiro movimento feminista começou junto com o movimento de independência dos EUA em 1776. A própria declaração de independência dos EUA cita que todos os cidadãos, homens e mulheres, são criados iguais e livre. Uma das primeira obras do movimento feminista foi escrito por Mary Wollstonecraft, chamado "Vindication of the Rights of Women" publicado em 1796. As feministas esquerdistas vão surgir bem depois (após o surgimento do movimento operário de esquerda, Marxismo, na segunda metade de 1800).
Historicamente a direita é o que busca preservar ou conservar os princípios e tradições políticas, econômicas e sociais passadas (conservadorismo) enquanto a esquerda eh o que busca mudar os princípios tradicionais com novos princípios e ideias. Sendo assim, historicamente o Socialismo original (Conservador) defendia a monarquia, engessamento social e feudalismo, e sentavam à direita do rei (por isso chamados de direita). Os liberais (o que inclui os jacobinos citado por Max Weber em "A ética protestante e o espírito do capitalismo") sentavam à esquerda do rei (assim chamados de esquerdistas). Logo, os principios iluministas liberais tepublicano capitalista eh originalmente um movimento de esquerda.
O termo socialismo em si começou a ficar mais em voga a partir do monarca austríaco Klemens von Metternich em 1847, que junto com demais monarquistas, começaram suas campanhas contra o liberalismo.
O socialismo marxista (socialismo de esquerda) surge apenas a partir da segunda metade de 1800', quando Karl Marx, que inicialmente era liberal capitalista, chegou a conclusão que o problema das sociedades se resumem em conflitos de classes e que por isso, o ideal seria haver uma sociedade sem classes sociais, e consequentemente sem capitalismo.
Veja que tanto o socialismo/comunismo (socialismo limeral) quanto o socialismo classico buscam a estabilidade social. A diferenca eh que o primeiro busca pelo fim das classes sociais/capitalistas e o segundo pelo engessamento das classes sociais.
O socialismo liberal (Socialismo Marxista) eh irmao do Liberalismo capitalista. Ambos são frutos do Iluminismo Britânico e seu princípio no "contrato social" que surgiu com Thomas Hobbes (1651) e em seguida deu fruto ao Liberalismo com John Locke (1689). Ambos sao contra o socialismo conservador, que se opoem a liberdade individual e social tanto do republicano capitalista quanto do anti-estado comunista, socialista e anarquista,
O socialismo, comunismo e anarquismo surge como um novo movimento dentro do liberalismo iluminista, pq foi observado que após a implantação do estado republicano, políticos, classe econômica e capitalistas industriais usavam a máquina pública visando interesses próprios. O exemplo mais claro disso foi com a primeira república instaurada pela Revolução Francesa. O classe capitalista que servia a corte com seus produtos, e que por isso estavam mais próximo dos nobres, foram os que obtiveram o poder e influência no estado após a revolução. O resto da população continuava na miséria sem emancipação econômica e conflitos armados mataram muita gente nessa briga pelo poder. Já países onde houve mais emancipação dos camponeses que viraram proprietários de terras, os movimentos anticapitalista e anti-estado não foram tão fortes e o capitalismo foi melhor aceito pela população em geral (Inglaterra e EUA).
Em resumo, o socialismo original que existe desde os principios da obra "A Republica" de Platao, eh um socialismo conservador e que por isso de direita. Contra tal conservadorismo que na época era Monárquico absolutista e feudal, surgiu o Liberalismo Republicano (esquerda). Mas o primeiro passou a ser a terceira via quando os liberais republicanos se tornaram os conservadores, e então direita, e os opositores esquerda.
Os monarcas e antigos senhores feudais faziam campanhas políticas para conseguir suas terras e poder económico de volta. E em geral eles tiveram muito apoio da classe média (que eram os artesãos na idade média). Era um movimento que buscava voltar ao feudalismo ou da monarquia absolutista (ou ambos) para obter o socialismo conservador de volta (classe social engessada). Pq o iluminismo que culminou no liberalismo, fez com que os donos de terras e artesãos (que se tornaram classe média no capitalismo) perdessem seus privilégios e estabilidade social. Principalmente os artesãos que no feudalismo tinham o mercado protegido pelas guildas mas no capitalismo passaram a ter que competir para não virar classe trabalhadora (pobre). Além de se verem obrigados a fazer dívidas com bancos para conseguir competir, etc… e nessas campanhas surgem movimentos como o pan-europeu, defendendo privilégios sobre terras, poder, mercado e posição social como sendo um direito natural étnico, nacionalista, sanguíneo, etc. E eh dia que comeca a formar o fascismo.
Os estadistas e capitalistas que estão no topo da cadeia social, no capitalismo republicano, começam a fazer campanhas e políticas contra o socialismo clássico que visa o fim da competição individual social liberal.
E para obter o apoio da classe média, começam a oferecer alternativas de estabilidade social como o estado assistencialista ou segregação social (quando não ambos). Essa segregação social é uma forma de garantir a estabilidade social reduzindo a competição social, dando privilégios a certos grupos e segregando outros ao acesso de emergir a tais classes privilegiadas.
O Imperador Prussiano Bismarck que tentou modernizar a Alemanha acabando com o poder dos antigos senhores de terras e as tendência de preferência pelo socialismo clássico da população em geral, implementou o estado de bem estar social em 1883, para obter o apoio da população pelo estado liberal.
A classe média também fazia campanhas para obter apoio da classe operária contra os capitalistas (donos de fábricas) classe econômica (donos de bancos e demais instituições financeiras), pq a classe média (artesãos ou pequenos empresários) não conseguem competir com grandes empresários capitalistas, e viam os bancos (em que os judeus tinham a fama de serem os donos) como parasitas que vivem dos juros das dívidas da classe média.
Essa união entre classe média e operários tende tanto para o estado de bem estar social (democracia social) quanto para o lado que ainda busca a estabilidade social através da segregação social (limitando minorias na competição social). Esse segundo eh de onde vem o fascismo. A carteira de trabalho implementada pelo Mussolini foi a forma de dar maior garantia de estabilidade social aos trabalhadores nacionais e assim aceitarem suas funções/posições operárias.
Em resumo, o fascismo busca a estabilidade social, através da segregação social limitando a competição social (engessando as classes sociais em dificultando minorias em emergir socialmente, gerando então menos competitividade e estabilidade social para as classes privilegiadas). Essas minorias podem ser desempregados, estrangeiros, negros, judeus, etc.
A questão do estado é uma forma de garantir tal estabilidade social através do nacionalismo (limitando direitos e acesso a estrangeiros ao mercado de trabalho) por exemplo. Como também usando a máquina burocrática para beneficiar alguns (militares, políticos, latifundiários, algumas classes de empresários) e limitar outros grupos a competição social com os privilegiados.
Logo, estado inchado e burocratico por si so nao eh fascismo. Isso seria uma falsa correlacao. O estado é só uma ferramenta. O fascismo é a segregação socioeconômica em busca de estabilidad social.
Todo discurso sobre supremacia étnica, nacional, racial, etc, são discursos populistas para ganhar a massa com simplismo, medo, pseudo ciência e mitologias. Por trás de tudo isso está o controle da massa pelo medo da falta de estabilidade social, então transformada em medo social (ao estrangeiro, pobre, negro, judeu, mulheres, movimentos como o feminismo, etc).
O Nazismo em si eh o socialismo prussiano (conservador) em sua forma altamente populista (tentar ganhar apoio popular culpando Judeus e demais estrangeiros pelo desastre econômico pós primeira guerra).
Eu entendo que muita gente associa o comunismo com ditaduras e falta de liberdade, e consequentemente com Nazismo. Como tambem associam capitalismo sendo sinonimo de liberalismo. Mas como a maioria do conhecimento popular, isso eh apenas um emaranhado de correlações falsas populistas.
O liberalismo clássico em si eh contra o "pro business". Adam Smith já dizia que grandes empresários eram uma ameaça ao Liberalismo e democracia, já que quando empresas obtêm grande poder elas passam a ser como um estado ou a manipular o estado. Eh ai que o liberalismo clássico se difere do Neo-Liberalismo ao qual eh "pro-business" com a filosofia de que quanto mais grandes empresários ganham dinheiro mais dinheiro é escoado na sociedade, levando prosperidade econômica a todos..
Por mais que muitos hoje dizem que o capitalismo só funciona quando não tem intervenção governamental, os liberais clássicos viam que governo é importante para que haja capitalismo (diferente dos anarquistas capitalistas). Max Weber mesmo escreveu sobre a teoria do Iron Cage que diz que o crescimento do estado é uma demanda do próprio capitalismo para que o capitalismo possa crescer.
Entao vou repetir a conclusao para ficar claro. Fascismo é: A busca da estabilidade social com a da reducao de competicao social, attavez da segregacao social (engessamento das classes sociais).
Essa estabilide eh principalmente para a elite. Mas a classe trabalhadora pode tambem acreditar que sera privilegiado excluindo/segregando imigrantes e demais minorias. E assim a classe media e trabalhadora podem acabar dando suporte ao fascismo.
Para aqueles que leram até aqui eu agradeco pela atencao e tolerância em buscar conhecer ou entender uma outra perspectiva (Entender um ponto de vista nao eh sinonimo de concordar, e por isso eu não estou esperando que haja concordância).
Eu por exemplo nao gosto e nao concordo com o socialismo conservador, mas eu busquei as obras de Spengler quanto a de Platão para entender melhor o que de fato eh o conservadorismo, socialismo e nazismo. Da mesma forma que eu não concordo com o comunismo, mas eu busquei entender o que é comunismo lendo Marx entre outros (ao qual também existem inúmeras vertentes em que discordam uns dos outros).
Para finalizar com uma última curiosidade. Algo que todos esses sistemas têm em comum, independente de eh contra ou afavor de estado, contra ou a favor da liberdade individual, contra ou a favor do capitalismo, é que todos eles tem como engrenagem a questão do trabalho. Max Weber explica a implicância da "doutrina do trabalho" que vem da ética religiosa que passa a fazer parte do espírito do capitalismo (e seu princípio meritocrático). O socialismo conservador, principalmente em fascismo (e nazismo) tem como princípios o trabalho como forma de liberdade do interesse individual (considerado corrupção social) visando o grandeur da nação. O Comunismo tem como princípio o poder da mão de obra dos trabalhadores como a geração de riquezas ao qual o capitalista extrai riqueza e desejam que os trabalhadores fiquem com tal riqueza.
Mas tem uma vertente comunista chamada comunista autônomo que surgiu na itália, que é contra tal "doutrina do trabalho". Segundo eles, a engrenagem do capitalismo é a doutrina do trabalho e que por isso, o comunismo está fadado a falhar e retornar ao capitalismo pq eles mantêm tal engrenagem.
Diante disso surge o movimento anti-trabalho (ou anti-trabalhista), ao qual eu não conheço muito mas estou em busca em aprender (e compreender mesmo que se não concordar).
Eu não sou historiador, acadêmico, youtuber e nem intelectual. Por isso, eu espero que esse thread desperte a curiosidade para que vcs continuem interessado e pesquisando para buscar mais compreensão e correção do que eu possa ter mal interpretado ou compreendido (mesmo não concordando).
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